sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Os modernos inimigos da piedade

As Escrituras nos mostram claramente que o viver piedoso é uma exigência de Deus e um pré-requisito indispensável para que alguém um dia contemple ao Senhor. Quem foi salvo pela graça, mediante a fé em Cristo, certamente irá caminhar em santificação, pois o Espírito faz essa obra no coração dos filhos de Deus. Porém, estes enfrentam um sem-número de inimigos nesse processo, e isso é mais evidente no mundo contemporâneo, que está muito mais repleto de perigos e ciladas do que qualquer outra época desde que a igreja surgiu. Abaixo citamos alguns dos modernos inimigos da piedade:
 
TV: a televisão é um veículo de comunicação e, por si só, não teria que ser má. Porém, na prática, tornou-se um poderoso instrumento destruidor de valores, divulgando toda espécie de futilidades e maldades. Na tela da TV são absolutamente normais o adultério, casamento gay, desrespeito aos pais, uso de drogas, violência, consumismo desenfreado, sexo na adolescência e outros pecados. É ilusão alguém pensar que não será influenciado negativamente, mesmo depois de passar anos assistindo diariamente a essas coisas durante horas seguidas. Na verdade, milhões de cristãos estão tendo o caráter deformado pela TV, sem se darem conta!
 
REDES SOCIAIS: Facebook, Twitter, WhatsApp e similares estão contribuindo para a consolidação de um triste fenômeno: uma geração que vive num mundo virtual, com relacionamentos virtuais. O amor ao próximo e a comunhão, essenciais no cristianismo, são as grandes vítimas. Ou será que alguém consegue amar e cuidar “virtualmente”?
 
MEGALÓPOLES: nas grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, os vícios se multiplicam e o tempo escoa pelas mãos. O devocional diário, o estudo bíblico, a participação nos cultos e a comunhão com os irmãos são dramaticamente comprometidos se alguém passa duas a três horas por dia no trânsito (o que é comum nesses grandes centros). As tentações são muitíssimo maiores do que numa cidade interiorana pequena ou média. Criar filhos numa megalópole é simplesmente um pesadelo. Até mesmo o mais fervoroso dos crentes tende a esfriar na fé vivendo em lugares assim!
 
CONFORTO EXCESSIVO: celular, internet, micro-ondas, serviços de entrega a domicílio 24 horas, automóvel de última geração, pacotes turísticos cada vez mais acessíveis, estudar sem sair de casa, um shopping por bairro, etc, etc e etc. O problema disso tudo é que o cristão se acomoda, acostumando-se a ter de tudo imediatamente e sem dificuldade nenhuma. Perde-se de vista uma verdade essencial, a de que os filhos de Deus são peregrinos e forasteiros num mundo mau e hostil, prestes a ser consumido pela ira do Senhor. Que desgraça seria se nos apegássemos a esses luxos e facilidades, amando-os!
 
MODA FEMININA: a Bíblia expressamente determina que, mantendo a elegância, as mulheres se vistam com pudor e modéstia. A tendência da moda feminina é exatamente o oposto disso, ou seja, sensualidade e ostentação. Com isso, os homens são atraídos à lascívia, e as outras mulheres, a uma tola competição, cada qual querendo chamar mais a atenção do que as outras. Se essa imoralidade e falta de moderação se limitasse às moças incrédulas, isso já seria um problema para os rapazes crentes, que precisariam lutar contra a tentação no dia a dia. O pior acontece quando as próprias cristãs se vestem da mesma forma, induzindo os irmãos ao pecado dentro da igreja!
 
MOVIMENTO GOSPEL: por fim, temos um adversário pra lá de inusitado. Fazendo-se passar por igreja, o chamado “movimento gospel” é um dos maiores inimigos da autêntica piedade, com seu “louvor” carnal, pregações puramente motivacionais, festas mundanas travestidas de “reuniões do povo de Deus” e vergonhosa tolerância ao pecado. O que acontece quando alguém vai até o templo, onde supostamente irá cultuar ao Senhor, e lá desaprende o que é ser um servo de Cristo? Deus, tenha misericórdia de nós!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Apostasia: a marca da igreja contemporânea

Ao longo de seus quase dois mil anos de existência, a igreja já experimentou as mais diversas situações. Esteve avivada, sonolenta, subjugada por homens, tomada pela idolatria, quase morta, reavivada, perseguida, fiel, infiel, fria, quente, apagada ou influente, conforme o momento histórico. A igreja deste Século XXI também possui uma característica dominante, e, lamentavelmente, não é nada boa. Apostasia, esta é a sua grande marca.
 
Apostasia significa desviar-se da sã doutrina, negando-a. Somente cristãos professos podem apostatar da fé cristã; incrédulos não praticam apostasia, pois nunca se identificaram como seguidores do cristianismo. O desvio na doutrina pura, ensinada por Cristo e retransmitida pelos apóstolos, é a perdição, a desgraça maior, o fim da esperança. Para uma igreja, abraçar a apostasia é deixar de ser igreja, povo de Deus, para tornar-se agência a serviço de satanás. Nada neste mundo é mais triste do que uma igreja apóstata. Entretanto, repetimos, esta é a marca da igreja na presente geração (ou da maior parte das denominações que se intitulam “igrejas”).
 
Apóstata, pois desconhece as Escrituras. Deus Se revelou maravilhosamente em Sua Palavra, contando-nos quem Ele é, quem somos nós e como podemos manter comunhão com Ele nesta vida e no porvir. No entanto, aqueles que dizem ser Seu povo não se interessam em conhecê-Lo através da Bíblia, que é pouquíssimo lida pela esmagadora maioria da igreja. Somente algumas denominações ainda mantêm escolas bíblicas dominicais sérias e de qualidade. Como consequência, aventureiros lançam toda sorte de heresias entre os crentes, que prontamente as engolem sem questionar se aquilo procede de Deus ou de homens.
 
Apóstata, porque lhe falta temor. A irreverência tornou-se uma praga na igreja, contaminando a pregação, o louvor, as orações e a postura de muitos durante o culto coletivo. O santo Nome do Senhor é pronunciado de qualquer jeito, conta-se piadas no púlpito, pessoas dançam de modo profano e até sensual nas reuniões. Manifestações grotescas, como andar de quatro, gargalhar e rolar no chão são chamadas de “obra do Espírito”. Todo estilo musical serve para louvar NO TEMPLO DURANTE O CULTO, inclusive funk carioca, axé ou heavy metal. O altar virou palco, onde o estrelismo de “adoradores” e “pastores” nem sequer é disfarçado. Não há consciência da presença de Deus, e muito menos preocupação em não desagradá-Lo.
 
Apóstata, por tolerar o pecado e tomar a forma do mundo. Mensagens sobre a santidade de Deus, a total depravação humana, a importância da mortificação do pecado na vida do crente, o juízo vindouro, o inferno e outros temas semelhantes foram banidas em quase todas as denominações evangélicas. Existe uma preocupação doentia em não desagradar pessoas, e com isso o caráter confrontador do Evangelho foi sufocado. Ao contrário, tudo é feito para satisfazer o gosto dos membros e visitantes. A pregação virou palestra motivacional, o louvor deu lugar às canções que falam de sonhos e conquistas. O alvo, que antes era a vida eterna, hoje é a felicidade no mundo presente. Não se vê mais diferença entre o modo de falar, vestir e agir de crentes e incrédulos; todos usam as mesmas palavras torpes, roupas imorais e comportamento ímpio!
 
Poderíamos ir além. Importa agora que a verdadeira igreja, formada por homens e mulheres remidos e lavados pelo sangue do Cordeiro, se levante vigorosamente contra essa escalada de iniquidade no nosso meio. Não atacando pessoas, nem fazendo uso de armas carnais, mas pelo Espírito Santo, levemos a mensagem do puro Evangélico, bíblico, cristocêntrico a todos que pudermos, abrindo mão de toda técnica humanista, em temor e tremor! A Bíblia nos mostra que Deus sempre separa um remanescente fiel para Si, sal da terra e luz do mundo, a fim de exalar o bom perfume de Cristo diante de todos. Você, que nos lê e percebe o chamado de Deus, venha fazer diferença nessa geração, para a glória d'Aquele que te chama!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Neo-ortodoxia ou neoliberalismo teológico: um outro evangelho

O Século XX foi marcado por uma série de inovações na teologia. Desde o advento da neo-ortodoxia, com a publicação da Carta aos Romanos de Karl Barth em 1919 – obra clássica que veio contestar a teologia liberal sem, contudo, promover um retorno à ortodoxia tradicional – passando por Rudolf Bultmann e seu programa de demitologização (um autêntico retorno ao ceticismo dos liberais), Paul Tillich, Emil Brunner, Jürgen Moltmann e Wolfhart Pannenberg dentre outros, os seminários teológicos experimentaram uma miscelânea de ideias e conceitos a respeito da Bíblia e de Deus, influenciando gerações de pastores, inclusive muitos dos que hoje ocupam o púlpito e a direção de certas igrejas.
 
Ainda que a neo-ortodoxia e/ou neoliberalismo teológico não configurem uma, mas múltiplas teologias, o fato é que podemos perceber um conjunto de características em comum nas denominações e congregações adeptas dessas duas correntes (ou desta única grande corrente). As semelhanças não se verificam tanto no campo doutrinário, mas na realidade prática, que é a forma de se viver a fé. Aqui apresentamos alguns desses pontos comuns, a fim de refletirmos um pouco sobre o modo como neo-ortodoxos ou neoliberais praticam o Evangelho de Cristo.
 
De início, destaque-se o entendimento de que a Bíblia não é a inerrante Palavra de Deus, mas uma coleção de livros repletos de erros e contradições, que apenas contém essa Palavra. Os neoliberais são unânimes em criticar as Escrituras, em maior ou menor medida. A consequência natural foi o abandono de um dos pontos essenciais da Reforma, o “Sola Scriptura”, embora esta jamais tenha sido a intenção de Karl Barth. Em substituição à crença na suficiência da Bíblia, tem-se entendido que é tarefa da igreja definir aquilo que é de fato Palavra de Deus dentro das Escrituras. Assim a igreja volta ao pior erro do catolicismo romano, o de manipular a Palavra do Senhor, retirando dela ou lhe acrescentando o que convém aos homens.
 
Onde não se crê na inerrância bíblica adere-se a conceitos mundanos sobre o que é bom ou justo. O politicamente correto é algo caríssimo entre os neoliberais, mesmo quando entra em conflito com as Escrituras. Com isso, igrejas deixam de denunciar pecados, evitam pregar o Evangelho aos adeptos de outras religiões, celebram casamentos entre pessoas do mesmo sexo (ou, no mínimo, abstêm-se de condenar essa prática), toleram o aborto, apoiam o feminismo, dentre outros absurdos. Temem desagradar aos homens, mas não se importam em desagradar ao Senhor. A agenda da igreja passa a ser a do mundo.
 
Consequentemente, os neoliberais são ferrenhos defensores do ecumenismo. Já que a Bíblia não é mais considerada infalível e agradar ao mundo é uma prioridade, os adeptos do neoliberalismo teológico fazem questão de dividir o mesmo altar com católicos romanos, espíritas, budistas, muçulmanos e quem mais aparecer. Louvar a um “deus” genérico, orar junto com quem não reconhece a Cristo como Senhor, pregar homilias feitas para não mexer com a fé de ninguém, são atitudes consideradas louváveis! Respeito aos que pensam diferente não basta; é preciso agir como se o Trino Deus professado pelos cristãos não fosse em nada superior aos deuses de outras crenças!
 
Posto isso, por uma questão de coerência os neoliberais rejeitam enfaticamente a doutrina bíblica do inferno, o lugar de castigo eterno para os que não creem em Cristo Jesus. Até mesmo Karl Barth, o mais “ortodoxo” dentre todos os teólogos influentes nesse grande movimento, negou a futura condenação dos ímpios. O amor de Deus, segundo creem, ofusca Sua justiça e santidade, impedindo-O de punir quem quer que seja. Com isso, o Evangelho perde todo o seu caráter de urgência, passando a ser apenas uma bonita história sobre um Cristo generoso, que não voltará como justo juiz. Quem quiser, creia n'Ele; os que preferirem rejeitá-Lo, não se preocupem.
 
Retirada a urgência da mensagem da cruz, outro assunto passa a ser prioritário entre os neoliberais: a construção de uma sociedade livre de desigualdades. O alvo não é mais a vida eterna no céu, junto ao Senhor Jesus. No caldeirão de teologias do neoliberalismo há espaço garantido para uma espécie de socialismo mais tolerante e brando que o de Marx, Lenin, Stalin e Mao. O grande adversário não é mais satanás, e sim os ricos opressores. Sabemos que o Senhor repudia toda prática opressiva contra os mais pobres, mas os neoliberais vão além. Parecem crer que o Reino de Deus é, sim, deste mundo, ao contrário do que Jesus nos ensinou. Alimentar os famintos é essencial; chamá-los ao arrependimento e fé em Cristo, aparentemente não é.
 
Concluímos que os neoliberais vivem um outro evangelho, muito diferente daquele que Cristo pregou. Embora existam pessoas amabilíssimas nas igrejas filiadas a esse grande grupo chamado neo-ortodoxia (um termo mais correto é neoliberalismo), gente inteligente, culta, sensível ao drama dos mais necessitados, capaz de promover belas obras sociais em periferias e instituições para crianças ou idosos; ainda assim professam algo estranho às Escrituras. Um evangelho que desconfia da Bíblia e confere a homens falhos o papel de juízes da Palavra de Deus; que se curva ao “politicamente correto”; aplaude o ecumenismo, deixando de chamar à conversão os não cristãos; rejeita a existência do inferno, do qual o Senhor Jesus tantas vezes falou; troca a mensagem da cruz pelo socialismo. Esse não é o Evangelho da salvação ensinado nas páginas da Bíblia e amado pela igreja de Cristo!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Nós e o mundo

Em todas as épocas, a igreja esteve exposta à influência da sociedade ímpia que a cercava. Nas epístolas do Novo Testamento é clara a preocupação dos apóstolos em combater os valores mundanos entre os crentes, tanto que Paulo chegou a escrever em tom de súplica: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (...), e não sede conformados com este mundo” (Romanos 12:1-2). Não se deixar contaminar sempre foi uma prioridade dos verdadeiros cristãos, pois estes sabem que os filhos de Deus são, necessariamente, muito diferentes do mundo.
 
Nesta época em particular, marcada pelo oba-oba “gospel”, urge enfatizar a imperativa necessidade de separação. Hoje, artistas evangélicos têm status de superestrelas, apresentam-se em troca de cachês milionários e aparecem com destaque na TV. Templos de denominações neopentecostais estão constantemente lotados. Cinquenta milhões de brasileiros declaram crer no Evangelho. E, no entanto, nunca houve tanta imoralidade como em nossos dias – não no Brasil, pelo menos. Ninguém mais se escandaliza com coisa alguma, tudo é “normal”, tudo é relativo, todo estilo de vida é aceitável. Isso está acontecendo por um motivo simples, que é este: a igreja em nosso país está totalmente conformada ao mundo!
 
Por isso, relembramos aqui algumas breves citações bíblicas dos capítulos 4 a 6 de Efésios, claras e diretas, suficientes para nos encherem de vergonha, evidenciando nosso grande fracasso em vivermos segundo os padrões do Senhor. Que Deus, por Sua incomparável graça, nos desperte de nosso sono, renovando-nos para sermos filhos obedientes. Não perfeitos como o Senhor Jesus, por certo. Mas, no mínimo, semelhantes aos cristãos de outras épocas, os quais marcaram suas gerações através de um viver santo, que hoje não conhecemos mais.
 
O FALAR DO CRISTÃO: “Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo” (Efésios 4:25). “Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Efésios 4:29).
 
TRABALHO E HONESTIDADE: “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Efésios 4:28).
 
O SENTIR E A DISPOSIÇÃO PARA A PAZ: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26). “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia, e toda a malícia sejam tiradas de entre vós” (Efésios 4:31).
 
O TRATO COM OS IRMÃOS E O PERDÃO: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32).
 
A SEXUALIDADE: “Mas a fornicação, e toda impureza (...) nem ainda se nomeie entre vós” (Efésios 5:3).
 
O TRATO COM O DINHEIRO: “Mas a (...) avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém aos santos. Porque bem sabeis isto: que nenhum (...) avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Efésios 5:3, 5).
 
O CONVÍVIO COM OS PECADORES: “Portanto, não sejais seus companheiros” (Efésios 5:7). “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe” (Efésios 5:11-12).
 
A SOBRIEDADE: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda” (Efésios 5:18).
 
A GRATIDÃO: “Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20).
 
A SUBMISSÃO RECÍPROCA: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus” (Efésios 5:21).
 
O PAPEL DA ESPOSA: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Efésios 5:22, 24).
 
O PAPEL DO MARIDO: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. Assim, devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos” (Efésios 5:28, 28).
 
O PAPEL DOS FILHOS: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo” (Efésios 6:1).
 
O PAPEL DOS PAIS: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).
 
O PAPEL DOS EMPREGADOS: “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo. Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens” (Efésios 6:5, 7). (**Obs: se isso era verdade para os escravos, quanto mais deve ser para os trabalhadores livres e assalariados de hoje!).
 
O PAPEL DOS PATRÕES: “E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas” (Efésios 6:9).

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O grande erro dos neopentecostais

A doutrina neopentecostal, ou “teologia da prosperidade”, é absolutamente simplista. Não apenas simples, acessível a qualquer um – isso seria uma virtude – mas simplista mesmo, banal, rasa, tanto que não existem Escolas Bíblicas Dominicais fortes nas denominações que aderiram a essa perspectiva “teológica”. O foco são os resultados imediatos; lá ninguém está interessado em se aprofundar no conhecimento de Deus.
 
O ponto central da crença neopentecostal é este: se alguém obedece à Bíblia, passa a ter direito às bênçãos que o Senhor prometeu. Prosperidade financeira, saúde perfeita, sucesso profissional, família unida e feliz, dentre outros benefícios, poderiam ser reivindicados, exigidos pelos crentes fiéis, porque estão cumprindo a sua parte. Por outro lado, Deus passaria a ter uma obrigação diante desses filhos obedientes, pois, se Ele prometeu, tem que cumprir. Em suma, o crente neopentecostal confia em uma justiça própria, fruto de suas obras, que o torna aceitável a Deus, além de colocar o Todo-Poderoso na posição de devedor!
 
De fato, o Deus fiel cumpre cada uma de Suas promessas, pois não pode negar a Si mesmo. O único “furo” nessa doutrina é supor que haja alguém obedecendo a Palavra de Deus. Na verdade, podemos afirmar, sem nenhuma sombra de dúvida, que só um homem foi de fato obediente às Escrituras, o Deus-Homem Jesus Cristo. Desde Adão até hoje nunca houve uma só criatura que tenha obedecido perfeita e fielmente a um mandamento sequer!
 
Exagero? Prestemos atenção às palavras de Cristo ditas no Sermão do Monte, a mais clara exposição do padrão de Deus no Novo Testamento. Diz o Mestre: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mateus 5:21-22). “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:27-28). “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48).
 
Poderíamos citar muitas outras passagens neotestamentárias que expõem o modo como nos cabe viver neste mundo. Por exemplo, o trabalhador deve executar cada tarefa como se a estivesse realizando para Deus, e não para o homem (Efésios 6:5-7). O marido tem o dever de amar sua esposa como Cristo amou a igreja e a Si mesmo entregou por ela (Efésios 5:25). A esposa, submeter-se ao esposo como ao Senhor (Efésios 5:22), etc. Mas basta uma leitura atenta ao capítulo 5 do Evangelho segundo Mateus para que ninguém em sã consciência jamais cogite a possibilidade de cobrar alguma bênção de Deus. Pois não há, talvez, outro trecho nas Escrituras que mais nos humilhe e evidencie o quanto desagradamos ao Altíssimo.
 
Para Deus, uma simples palavra frívola, ou um pensamento mau, já são considerados pecados. Coisas que nos separam do Senhor, interrompendo nossa comunhão com Ele. Ofensas contra a Sua perfeita santidade, que devem ser punidas. Por isso Cristo veio ao mundo e sofreu, na cruz, o castigo que cada um de nós merecia receber. E, somente pela graça, mediante a fé no Filho de Deus, o homem pode voltar à presença do Pai Celeste. “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1João 1:8-10).
 
Prezado(a) irmão(ã), talvez você aprendido pela TV ou através de seu pastor a “determinar” a sua bênção. Quem sabe, lhe falaram que você é filho(a), e tem direito de receber do Pai todas as coisas que deseja. Mas isso são heresias, invenções do homem, que não glorificam a Deus e só servem para alimentar nosso orgulho tolo. Na verdade, todo o bem que recebemos é fruto da graça do Senhor, e todo o mal, resultado do pecado praticado por Adão (ou seja, culpa do homem). Isso é cristianismo puro, autêntico, ensinado por Cristo e exposto claramente em toda a Bíblia! Por isso, se você deseja agradar a Deus, aproxime-se d’Ele confiando somente na graça revelada em Cristo Jesus. Humilhe-se diante da mão do Onipotente, e Ele, graciosamente, lhe exaltará. Ainda que você não mereça.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O inferno, segundo Jesus

Um dos assuntos que mais trazem repulsa às mentes contemporâneas dentro do Evangelho de Jesus Cristo é a realidade do inferno. Desde a modernidade, a doutrina bíblica sobre um lugar de castigo eterno passou a ser fortemente questionada, e esse inconformismo só cresce à medida que os confortos e facilidades da tecnologia alcançam mais pessoas. Poucos admitem que o homem, capaz de manipular a genética, lançar satélites no espaço e comunicar-se a qualquer distância em tempo real pela internet, possa vir a ser lançado num abismo sem fim. A cada dia se consolida no meio dito “cristão” a ideia de que o Deus de amor não condena ninguém. No fundo, o ser humano não admite mais estar sob a dependência da misericórdia e graça de Alguém maior que nós.
 
Nas Escrituras, quem falou mais e com maior clareza sobre o inferno foi o Senhor Jesus, e não por acaso. Se Cristo, o qual entregou Sua vida a fim de salvar pecadores, expôs esse assunto desagradável de modo tão enfático, é porque viu ali urgência. Por conseguinte, nosso dever é estudarmos as palavras do Mestre, encarando-as com toda seriedade, como quem é alertado de grandes e graves perigos aos quais está exposto. Apenas para nos situarmos, eis alguns pontos essenciais da mensagem de Jesus sobre o inferno, considerando apenas o que foi ensinado diretamente pela boca do Senhor, nos quatro Evangelhos.
 
QUEM LANÇA PESSOAS NO INFERNO
 
"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 10:28).
 
"Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo” (Mateus 13:41-42a).
 
"Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo” (Mateus 13:49-50a).
 
QUEM É LANÇADO NO INFERNO
 
"Mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (João 3:18b-19).
 
"Mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16b).
 
"Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (João 12:48).
 
"Porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:28b-29).
 
"E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23).
 
"Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade.” (Mateus 13:40-41).
 
"Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem” (João 15:6).
 
"Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” (Marcos 3:29).
 
COMO É O INFERNO
 
"Ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13:42b).
 
"E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13:50).
 
"Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:44, 46, 48).
 
"Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora” (Lucas 13:28).
 
"E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama” (Lucas 16:23-24).
 
QUANTO TEMPO DURARÁ
 
"Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41).
 
"E então irão estes para o tormento eterno” (Mateus 25:46a).
 
"Mas será réu do eterno juízo” (Marcos 3:29b).
 
Estas são apenas algumas das muitas passagens bíblicas que tratam do inferno. Realidades que não assustam nem produzem reação alguma no cidadão comum. Mas, para nós que cremos em Cristo Jesus, existe a certeza do cumprimento fiel de cada palavra acima descrita. Conforme lemos, a Bíblia nos garante que Deus lança pessoas no inferno, pelas mãos de Seus anjos. Para lá irão os que não creem em Cristo e rejeitam a Sua graça, vivendo na iniquidade (inclusive os falsos crentes). O inferno é semelhante à fornalha de fogo, ou ao verme que nunca morre; é lugar de choro e tormentos, de onde os perdidos poderão ver, ao longe, a alegria dos santos no céu. E tudo isso durará eternamente. Que estas verdades estejam firmes em nossos corações, impulsionando-nos a levarmos o Evangelho aos perdidos com redobrado zelo!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Na igreja é diferente!

A igreja é a união de todos os crentes, oriundos de diversas denominações cristãs, remidos e lavados pelo sangue de Cristo. É o povo de Deus, restaurado pela graça do Senhor. Os futuros habitantes do céu, que hoje vivem na terra como peregrinos, com a missão de transmitirem o Evangelho aos perdidos e cuidarem uns dos outros em amor. Cada igreja local é um ponto de refúgio em meio a um mundo caído. Em toda parte impera a maldade, fruto do pecado humano e da influência diabólica, mas na igreja tudo é diferente.
 
No mundo as pessoas são pré-julgadas de acordo com suas posses, aparência física, classe social, gostos pessoais e coisas semelhantes. Os que não se encaixam nos padrões desejáveis para determinado grupo logo são excluídos, seja através do desprezo, zombaria ou violência. Não há acolhida, ninguém é capaz de se colocar no lugar do outro buscando compreendê-lo. Os relacionamentos são construídos com base naquilo que cada um pode obter de vantagem sobre o seu próximo. Mas na igreja é diferente.
 
No mundo o dinheiro é o deus supremo. Tentando enriquecer, pessoas roubam, mentem, manipulam seus semelhantes, chantageiam, armam ciladas, se prostituem, matam, vendem a alma ao diabo. Desde o criminoso pobre, que assalta suas vítimas à noite, nos becos, disposto a destruí-las por uns trocados, até o milionário corrupto, que friamente desvia recursos da saúde pública, sem se importar com as multidões de desvalidos agonizando nos corredores de hospitais, todos se igualam nessa ânsia louca de ganhar dinheiro custe o que custar, doa a quem doer. Mas na igreja é diferente.
 
No mundo a sensualidade impera. O corpo feminino é coisificado, exposto nas ruas, programas de TV, revistas, cinema, internet, boates e palanques de carnaval. A sexualidade é cada vez mais vil, grotesca e distante dos planos de Deus. Adolescentes e crianças aprendem desde cedo a cobiçarem uns aos outros, de modo que as amizades puras são cada vez mais raras, sobretudo entre meninos e meninas. O pudor, outrora uma virtude louvável, tornou-se defeito, coisa de gente reprimida e antiquada. Mas na igreja é diferente.
 
No mundo a falsidade reina. A fofoca é tratada como coisa normal, e a maioria das pessoas se diverte falando mal do próximo pelas costas. Criar intrigas é o passatempo de muitos, e com isso amizades, relacionamentos familiares e casamentos se desfazem, como consequência de calúnias, mentiras e meias-verdades espalhadas com prazer mórbido por gente falsa e sem amor. Traições são constantes, e ferir o outro raramente gera algum pesar ou remorso no coração daqueles que traem. Mas na igreja é diferente.
 
Na verdadeira igreja e entre verdadeiros crentes há espaço para todos e nenhum membro se considera melhor que os demais, porque todos foram primeiro perdoados e acolhidos pelo Senhor. Não existe servidão ao dinheiro, pois o tesouro dos cristãos está no céu, onde traça e ferrugem não consomem e ladrões não minam nem roubam. Há pureza, pois o Espírito Santo Se faz presente, mortificando as obras da carne entre o povo de Deus. Amizades são sinceras, porque o amor de Deus transborda em amor pelos irmãos. E tudo isso acontece, não por algum mérito inerente às pessoas ali presentes, mas por Cristo, somente Cristo, e pela graça, nada além da sublime graça que n’Ele há. Os que não vivem esse amor, essa graça, não são igreja, mas joio. Porque a igreja é a diferença, a luz e o sal nesse mundo.