segunda-feira, 27 de março de 2017

A Teologia da Missão Integral e a realidade do pecado

Um dos movimentos em acensão no cenário protestante atual é a Teologia da Missão Integral. Surgida no final da década de 1960, através do trabalho de crentes latino-americanos como Rene Padilla, Samuel Escobar e Pedro Arana, essa teologia ganhou impulso no Congresso de Lausanne, em 1979, e hoje se faz presente em diversos países, principalmente nos chamados “em desenvolvimento”, como o Brasil. A TMI tem sido incluída na grade curricular de cursos de bacharelado e pós-graduação em diversos seminários teológicos brasileiros, e vários livros sobre o tema são facilmente encontrados nas principais livrarias evangélicas.

A Teologia da Missão Integral, como o próprio nome indica, propõe que a proclamação do Evangelho alcance o ser humano inteiro (corpo, alma e espírito), e assim todas as demandas das pessoas alcançadas recebam tratamento adequado. Argumentam que Cristo veio não apenas salvar almas, mas também satisfazer as necessidades legítimas de quem O encontra. Sendo assim, a Igreja deveria, ao anunciar a salvação em Cristo Jesus, agir no combate às muitas formas de opressão sofridas pelos excluídos deste mundo, tais como: falta de acesso à moradia, saúde, escola, alimentação de qualidade, etc. Entendem que a ação deve incluir uma luta na esfera política, já que as decisões tomadas ali atingem a população para o bem ou para o mal, proporcionando ou negando oportunidades de uma vida digna para as massas.

Os críticos da TMI alegam que esse movimento não passa de uma tentativa de transformar o cristianismo numa espécie de socialismo. Alguns teólogos da Missão Integral, de fato, são ferrenhos marxistas e isso fica evidente em seu discurso, quando falam sobre “luta de classes”, defendem governos socialistas, etc (o que é terrível, pois o marxismo adota uma cosmovisão ateísta, incompatível com a fé cristã). Mas não se pode generalizar, como se o problema fosse comum a todos os adeptos dessa corrente teológica. Não é. Além disso, não se pode negar o caráter bíblico da maioria das proposições da Teologia da Missão Integral. A Palavra de Deus denuncia a exploração dos ricos e poderosos contra os mais pobres em muitos textos, inclusive nos Evangelhos. E cabe à Igreja, isto é, aos crentes, o dever de se compadecer dos necessitados e socorrê-los. Tarefa que, honestamente, temos negligenciado, para a nossa vergonha.

Portanto, os adeptos da TMI reivindicam o que é justo e agem para combater injustiças. Assumem a causa do pobre, empenham-se em cuidar do necessitado. Lutam a fim de proporcionar vida digna para quem não tem, denunciam a loucura da exploração predatória da natureza, falam em sustentabilidade. A Igreja precisa, sim, fazer todas essas coisas que os nossos irmãos da Teologia da Missão Integral têm feito. Se fecharmos os olhos para a dor de dezenas de milhões de brasileiros marginalizados, gente que não desfruta do mínimo indispensável a uma vida digna, cairemos em grave omissão e nossa mensagem soará vazia aos ouvidos de muitos. E, convém lembrar, entre os marginalizados desta nação há muitos crentes em Jesus Cristo, dos quais deveríamos cuidar com redobrada dedicação.

Existe, porém, uma verdade fundamental. O empenho da Igreja em socorrer os necessitados e denunciar a injustiça social precisa vir acompanhado da chamada ao arrependimento e fé em Cristo. Porque, sem um grande e genuíno avivamento espiritual, sem a conversão de milhões de brasileiros, não existe a mínima possibilidade de um futuro melhor para o Brasil. Nossas mazelas não se resumem em exclusão social, existem outros males gravíssimos aptos a impedir que nosso país experimente verdadeira justiça e paz. Há abundância de desonestidade, violência, promiscuidade, consumo e tráfico de drogas, fraudes, roubos e tantos outros pecados que refletem vícios de caráter. Nenhum desses horríveis problemas pode ser solucionado mediante obras sociais, por mais nobres que estas sejam. Acesso a educação, saúde, moradia e lazer de qualidade não bastam para produzir honestidade, respeito ao próximo, decência. O povo brasileiro tem que ser transformado de dentro para fora, pelo poder de Deus!

Além dessas questões que afetam a realidade presente, existe outra razão ainda mais importante para que a Igreja insista em exortar as multidões a se arrependerem e crerem em Jesus Cristo. Sem o novo nascimento, ninguém entrará no céu. Sem entregar-se ao Filho de Deus e n'Ele confiar, não há salvação. E, infelizmente, a maioria do povo brasileiro caminha a passos largos para o inferno. A situação caótica da nossa nação revela o real estado espiritual dos brasileiros. Então, de que vale proporcionar mais conforto material, melhores oportunidades e condições de vida às massas e negligenciar o futuro eterno delas? Acaso isso é amor, dar-lhes casa, comida, escola, trabalho, salário digno, e negar-lhes os tesouros celestiais? A Bíblia nos fala de um glorioso porvir na casa do Pai, mas também nos conta a respeito de um terrível lugar onde haverá pranto e ranger de dentes para sempre. Será que temos o direito de omitir essa parte da mensagem do Evangelho?

Por isso, irmãos da Teologia da Missão Integral, continuem realizando essa obra exemplar, de lutar para que os pobres e oprimidos recebam tratamento digno e desfrutem de uma vida melhor aqui na terra (por favor, façam isso sem aderirem ao marxismo e à agenda ateia e anticristã dos socialistas!). Permaneçam anunciando que as Boas-novas de Cristo incluem o cuidado e o suprir das necessidades do corpo, pois isso traz boa influência sobre o restante da Igreja cristã. Mas nunca deixem de pregar sobre conversão, regeneração, justificação, céu, inferno, morte e vida eterna. Lembrem-se, o Jesus que alimentou as multidões, curou enfermos e denunciou a hipocrisia dos ricos é o mesmo que disse “larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt 7:13), “temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt 10:28), “o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3:18), e muitos outros alertas semelhantes. Esta é a missão bíblica, compadecer-se dos aflitos do presente, sem jamais negligenciar o porvir. Que o Senhor os abençoe!

domingo, 5 de março de 2017

Carta de Campina Grande - VINACC 2017

“Há 500 anos, em 31 de outubro de 1517, o monge alemão, Martinho Lutero afixou às portas do castelo de Wittenberg as suas 95 teses denunciando as indulgências e os excessos da Igreja, iniciando com tal ato a Reforma Protestante. Hoje, quinhentos anos depois, a igreja evangélica brasileira tem enfrentado crises, lutas e desafios, como também o surgimento de heresias e graves desvios teológicos. Como se não bastasse, por fatores diversos, constatamos que uma parcela significativa do evangelicalismo brasileiro tem abandonado o compromisso com o evangelho ensinado por Cristo, proporcionando com isso um claro e real afastamento das doutrinas defendidas pelos reformadores.

Para piorar a situação, os últimos anos têm sido marcados pela ação de lobos ferozes, que mediante ensinos espúrios têm induzido o povo de Deus a erros crassos, comercializando a fé, vendendo o evangelho e negando a Cristo.

Diante disto, nós, membros da igreja de Jesus Cristo, participantes do 19º Encontro para a Consciência Cristã, além de repudiarmos aqueles que tem feito da igreja um negócio, celebramos a comunhão que desfrutamos como povo de Deus, unidos ao redor do evangelho de Cristo, e afirmamos:

1. Que a Escritura é a inerrante Palavra de Deus, além de única fonte de revelação divina, como também única para constranger a consciência. Afirmamos também que a Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e que ela é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Negamos também que qualquer concílio ou líder religioso possa constranger a consciência de um crente, e que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação doutrinária.

2. Que a salvação do pecador se dá única e exclusivamente pela obra mediatória de Cristo Jesus na cruz. Afirmamos também que Cristo não cometeu pecado e que sua morte, expiação e ressurreição por si só são suficientes para nossa justificação, redenção e reconciliação com Deus. Além disso, negamos que o evangelho possa ser pregado sem a proclamação da obra substitutiva de Cristo, bem como seja possível alguém ser salvo fora de nosso Salvador.

3. Que ao sermos salvos por Cristo somos resgatados da ira de Deus unicamente por sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, concedendo-nos fé e arrependimento, libertando-nos de nossa servidão do pecado e erguendo-nos da morte espiritual para a vida espiritual. Negamos também que a salvação seja possível mediante ações ou obras humanas, como também afirmamos que acreditamos que métodos ou estratégias humanas por si só não podem realizar a transformação do pecador.

4. Que a justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Afirmamos também que a justificação, a retidão de Cristo, nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

5. Que como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela ocorre para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Afirmamos também que como cristãos devemos viver perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou confundirmos a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a autoestima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Assim, confiantes na graça de Deus, assumimos este compromisso diante de Deus e de seu povo de perseverar nessa fé, colocá-la em prática e ensiná-la com todo empenho, para vermos em nossa nação brasileira um poderoso progresso do evangelho de Cristo”.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O Evangelho não é um negócio milionário

De tempos em tempos os líderes das principais denominações neopentecostais promovem campanhas em suas igrejas com o propósito de arrecadar grandes quantias de dinheiro. Usando (indevidamente) o Nome do nosso Deus, a quem afirmam servir oferecendo-Lhe sempre “o melhor”, convocam os membros, os meros frequentadores de cultos e até mesmo o público em geral a ofertarem o máximo que puderem, para viabilizar a construção de templos enormes, a manutenção ou ampliação de programas de TV e a realização de eventos grandiosos.

Esse discurso que há anos vem sendo engolido por milhões de brasileiros é uma falácia. Não possui nenhum fundamento bíblico. O Senhor Jesus, nosso modelo perfeito, nunca Se ocupou em construir edifícios ou promover qualquer tipo de evento enquanto esteve na terra. Ele pregava ao ar livre, sem utilizar artifícios para atrair o povo. Os atrativos eram a Sua mensagem poderosa e Sua mão forte que libertava, curava e salvava muitos. Semelhantemente, os apóstolos e a liderança da igreja primitiva ocupavam-se em pregar o Evangelho e transformar vidas, valendo-se do mínimo de recursos. Durante os primeiros séculos da era cristã, nenhum templo foi construído.

Nos períodos mais marcantes da história da Igreja Cristã, ninguém se preocupava em construir ou consolidar impérios da fé. Os valdenses, os pietistas, os puritanos e os primeiros crentes pentecostais queriam somente o crescimento do Reino de Deus, a salvação de almas, a santificação dos irmãos. Quem entende a mensagem de Cristo sabe bem o que realmente importa. Mas, quando a religião institucionalizada cresce, a opulência humana assume o controle, os líderes religiosos se tornam importantes aos olhos de si próprios, aí a mensagem de Cristo não é considerada suficientemente atrativa. É quando denominações resolvem deixar a sua marca por meio de coisas grandiosas, como construções de luxo e congressos pomposos.

Fato é que templos enormes não glorificam a Deus. Papas, reis, bispos, “apóstolos”, denominações religiosas são exaltados por obras de mãos humanas. O Senhor, que criou montanhas, rios, oceanos, estrelas, galáxias, não precisa de edifícios para Se promover. Eventos grandiloquentes também não O glorificam, só servem para impressionar (temporariamente) os participantes, que logo se esquecerão de tudo que viram e ouviram ali. Programas de TV podem transmitir uma mensagem abençoadora em meia hora ou menos, não são necessárias horas diárias de programação, principalmente se esta é ocupada por anúncios publicitários, pedido de ofertas e trocas de farpas entre líderes religiosos.

Então, a Igreja Cristã não precisa arrecadar dinheiro? Sim, recursos financeiros são necessários. Para o sustento digno dos ministros do Evangelho, que afinal devem se alimentar, ter um teto que os abrigue, matricular seus filhos na escola, etc. Coisas que todo trabalhador deveria receber, e, se a injustiça social impera em nosso país, não pode prevalecer no corpo de Cristo. O dinheiro também serve para a construção de templos (não palácios!), pagamento de despesas (água, luz, telefone, Internet, etc), custeio de viagens (nada de jatinhos de luxo, pelo amor de Deus!), etc. E para promoção de obras sociais. Pois a Igreja não pode deixar de socorrer os pobres e necessitados, e para auxiliá-los deve ter condições financeiras.

O Evangelho não é um negócio milionário, ao contrário do que alguns pensam. O Filho de Deus veio ao mundo, Se entregou numa cruz, desceu à sepultura, ressuscitou e hoje intercede por nós junto ao Pai, não para que Seu povo viva como os ímpios, amantes do dinheiro, escravos dos bens materiais. Fomos salvos e regenerados para vivermos de um modo completamente diferente, como peregrinos e forasteiros à espera de uma nova pátria infinitamente melhor e eterna. Que durante nossa breve jornada na terra vivamos de maneira condizente à nossa vocação, buscando o Reino dos céus, não os reinos passageiros deste mundo. Amém!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A história de um crente que se desviou no Seminário

Aos dezesseis anos, Jonas vivenciou uma genuína experiência de novo nascimento. Foi num acampamento promovido pela igreja durante o carnaval. Na segunda-feira, por volta de sete e meia da manhã, orando com os irmãos antes do café, o rapaz que até então não se interessava pelo Evangelho e frequentava os cultos por puro hábito foi tomado por uma forte convicção de seus pecados e de sua dependência da graça divina. Trêmulo e profundamente comovido, clamou pelo perdão de Deus e entregou a vida a Cristo.

Por dois anos consecutivos, Jonas viveu o primeiro amor. Tornou-se assíduo participante da Escola Bíblica Dominical, evangelizou amigos, vizinhos, colegas de escola e parentes. Logo passou a sonhar com o ministério pastoral, expôs seu desejo aos pastores da igreja, e, assim que concluiu o ensino médio, prestou vestibular para Teologia, tendo sido aprovado em primeiro lugar no exame. No dia exato em que completou dezoito anos, o jovem iniciou os estudos num dos Seminários Teológicos mais respeitados do Brasil.

Logo na primeira semana um acontecimento transformou de modo radical a vida de Jonas. No auditório, com a presença dos alunos do primeiro ao último período, foi ministrada pelo diretor do Seminário, um renomado doutor em Teologia, a aula inaugural com o tema “Os Novos Rumos do Cristianismo”. Ali, durante uma hora e meia, o palestrante expôs ao ridículo as principais doutrinas bíblicas do Evangelho que compunham a fé do calouro Jonas, em especial o tema da ressurreição de Cristo. As palavras do experiente teólogo destruíram irremediavelmente o sonho de um rapaz que acreditava em Deus com a simplicidade de uma criança.

Ele não dormiu naquela noite, e mal pode dormir durante duas semanas. Pensou em abandonar o Seminário – deveria tê-lo abandonado e buscado aconselhamento com algum pastor da sua igreja – mas, num misto de orgulho e vergonha, decidiu permanecer ali. Expôs suas dúvidas a alguns professores, os quais, gentilmente, explicaram que aquela crise era “normal”, confessaram terem vivido situações semelhantes e, por fim, acolheram o talentoso aluno. Incentivado por seus mestres e colegas, Jonas mergulhou fundo nos estudos, devorando livros de autores como Rudolf Bultmann e Paul Tillich. Graduou-se em Teologia, fez mestrado, doutorado e tornou-se professor na mesma instituição teológica onde se formou. Jamais exerceu o pastorado ou qualquer outro ministério em igreja.

Ao longo de vinte e cinco anos, Jonas construiu uma carreira brilhante como acadêmico. Lecionou a dezenas de turmas, tendo propagado, com argumentos ainda mais firmes e contundentes, o mesmo ensino que arruinou sua fé quando ainda era um calouro assistindo à aula inaugural do curso de Teologia. Contribuiu decisivamente para que centenas de seus alunos deixassem de crer na veracidade dos relatos bíblicos (alguns vieram a rejeitar o cristianismo e tornaram-se agnósticos ou ateus convictos). Mas uma grave enfermidade interrompeu-lhe a jornada acadêmica e, em apenas um mês, tirou-lhe a vida.

No leito do hospital evangélico, Jonas viveu a terceira experiência decisiva de sua vida. Durante o horário de visitas, alguém bateu à porta do apartamento doze, a esposa do paciente abriu e ali entrou um rapaz de apenas dezoito anos, carregando uma Bíblia nas mãos. Depois de pedir permissão para se aproximar, o jovem leu o texto bíblico de Romanos 8:31-39 e passou a anunciar as boas-novas de Cristo com alegria contagiante. Então, durante a exposição, a graça de Deus tomou o coração de Jonas com vigor idêntico ao do dia de sua conversão. Compreendeu que, no Calvário, foi pago o preço de todos os seus pecados. E chorou abundantemente, glorificando ao Senhor de todo coração.

No dia seguinte, diante da esposa e filhos, Jonas, com voz ofegante e quase sem forças, declarou arrepender-se de toda a sua trajetória como professor de Teologia. Lamentou por ter sido instrumento de incredulidade perante os seus ex-alunos, engrandeceu o Nome de Cristo Jesus e afirmou solenemente que o Filho de Deus veio ao mundo, morreu na cruz a fim de salvar pecadores, ressuscitou dentre os mortos e em breve voltará à terra. Exortou toda a família a crer no Evangelho e a não permitir que ninguém lhes roube a fé. Em seguida, dirigiu algumas palavras de amor a cada um de seus entes queridos e passou a dar graças ao Deus Pai, Filho e Espírito Santo, até seu último fôlego de vida.

sábado, 10 de dezembro de 2016

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