sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Neo-ortodoxia ou neoliberalismo teológico: um outro evangelho

O Século XX foi marcado por uma série de inovações na teologia. Desde o advento da neo-ortodoxia, com a publicação da Carta aos Romanos de Karl Barth em 1919 – obra clássica que veio contestar a teologia liberal sem, contudo, promover um retorno à ortodoxia tradicional – passando por Rudolf Bultmann e seu programa de demitologização (um autêntico retorno ao ceticismo dos liberais), Paul Tillich, Emil Brunner, Jürgen Moltmann e Wolfhart Pannenberg dentre outros, os seminários teológicos experimentaram uma miscelânea de ideias e conceitos a respeito da Bíblia e de Deus, influenciando gerações de pastores, inclusive muitos dos que hoje ocupam o púlpito e a direção de certas igrejas.
 
Ainda que a neo-ortodoxia e/ou neoliberalismo teológico não configurem uma, mas múltiplas teologias, o fato é que podemos perceber um conjunto de características em comum nas denominações e congregações adeptas dessas duas correntes (ou desta única grande corrente). As semelhanças não se verificam tanto no campo doutrinário, mas na realidade prática, que é a forma de se viver a fé. Aqui apresentamos alguns desses pontos comuns, a fim de refletirmos um pouco sobre o modo como neo-ortodoxos ou neoliberais praticam o Evangelho de Cristo.
 
De início, destaque-se o entendimento de que a Bíblia não é a inerrante Palavra de Deus, mas uma coleção de livros repletos de erros e contradições, que apenas contém essa Palavra. Os neoliberais são unânimes em criticar as Escrituras, em maior ou menor medida. A consequência natural foi o abandono de um dos pontos essenciais da Reforma, o “Sola Scriptura”, embora esta jamais tenha sido a intenção de Karl Barth. Em substituição à crença na suficiência da Bíblia, tem-se entendido que é tarefa da igreja definir aquilo que é de fato Palavra de Deus dentro das Escrituras. Assim a igreja volta ao pior erro do catolicismo romano, o de manipular a Palavra do Senhor, retirando dela ou lhe acrescentando o que convém aos homens.
 
Onde não se crê na inerrância bíblica adere-se a conceitos mundanos sobre o que é bom ou justo. O politicamente correto é algo caríssimo entre os neoliberais, mesmo quando entra em conflito com as Escrituras. Com isso, igrejas deixam de denunciar pecados, evitam pregar o Evangelho aos adeptos de outras religiões, celebram casamentos entre pessoas do mesmo sexo (ou, no mínimo, abstêm-se de condenar essa prática), toleram o aborto, apoiam o feminismo, dentre outros absurdos. Temem desagradar aos homens, mas não se importam em desagradar ao Senhor. A agenda da igreja passa a ser a do mundo.
 
Consequentemente, os neoliberais são ferrenhos defensores do ecumenismo. Já que a Bíblia não é mais considerada infalível e agradar ao mundo é uma prioridade, os adeptos do neoliberalismo teológico fazem questão de dividir o mesmo altar com católicos romanos, espíritas, budistas, muçulmanos e quem mais aparecer. Louvar a um “deus” genérico, orar junto com quem não reconhece a Cristo como Senhor, pregar homilias feitas para não mexer com a fé de ninguém, são atitudes consideradas louváveis! Respeito aos que pensam diferente não basta; é preciso agir como se o Trino Deus professado pelos cristãos não fosse em nada superior aos deuses de outras crenças!
 
Posto isso, por uma questão de coerência os neoliberais rejeitam enfaticamente a doutrina bíblica do inferno, o lugar de castigo eterno para os que não creem em Cristo Jesus. Até mesmo Karl Barth, o mais “ortodoxo” dentre todos os teólogos influentes nesse grande movimento, negou a futura condenação dos ímpios. O amor de Deus, segundo creem, ofusca Sua justiça e santidade, impedindo-O de punir quem quer que seja. Com isso, o Evangelho perde todo o seu caráter de urgência, passando a ser apenas uma bonita história sobre um Cristo generoso, que não voltará como justo juiz. Quem quiser, creia n'Ele; os que preferirem rejeitá-Lo, não se preocupem.
 
Retirada a urgência da mensagem da cruz, outro assunto passa a ser prioritário entre os neoliberais: a construção de uma sociedade livre de desigualdades. O alvo não é mais a vida eterna no céu, junto ao Senhor Jesus. No caldeirão de teologias do neoliberalismo há espaço garantido para uma espécie de socialismo mais tolerante e brando que o de Marx, Lenin, Stalin e Mao. O grande adversário não é mais satanás, e sim os ricos opressores. Sabemos que o Senhor repudia toda prática opressiva contra os mais pobres, mas os neoliberais vão além. Parecem crer que o Reino de Deus é, sim, deste mundo, ao contrário do que Jesus nos ensinou. Alimentar os famintos é essencial; chamá-los ao arrependimento e fé em Cristo, aparentemente não é.
 
Concluímos que os neoliberais vivem um outro evangelho, muito diferente daquele que Cristo pregou. Embora existam pessoas amabilíssimas nas igrejas filiadas a esse grande grupo chamado neo-ortodoxia (um termo mais correto é neoliberalismo), gente inteligente, culta, sensível ao drama dos mais necessitados, capaz de promover belas obras sociais em periferias e instituições para crianças ou idosos; ainda assim professam algo estranho às Escrituras. Um evangelho que desconfia da Bíblia e confere a homens falhos o papel de juízes da Palavra de Deus; que se curva ao “politicamente correto”; aplaude o ecumenismo, deixando de chamar à conversão os não cristãos; rejeita a existência do inferno, do qual o Senhor Jesus tantas vezes falou; troca a mensagem da cruz pelo socialismo. Esse não é o Evangelho da salvação ensinado nas páginas da Bíblia e amado pela igreja de Cristo!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Nós e o mundo

Em todas as épocas, a igreja esteve exposta à influência da sociedade ímpia que a cercava. Nas epístolas do Novo Testamento é clara a preocupação dos apóstolos em combater os valores mundanos entre os crentes, tanto que Paulo chegou a escrever em tom de súplica: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (...), e não sede conformados com este mundo” (Romanos 12:1-2). Não se deixar contaminar sempre foi uma prioridade dos verdadeiros cristãos, pois estes sabem que os filhos de Deus são, necessariamente, muito diferentes do mundo.
 
Nesta época em particular, marcada pelo oba-oba “gospel”, urge enfatizar a imperativa necessidade de separação. Hoje, artistas evangélicos têm status de superestrelas, apresentam-se em troca de cachês milionários e aparecem com destaque na TV. Templos de denominações neopentecostais estão constantemente lotados. Cinquenta milhões de brasileiros declaram crer no Evangelho. E, no entanto, nunca houve tanta imoralidade como em nossos dias – não no Brasil, pelo menos. Ninguém mais se escandaliza com coisa alguma, tudo é “normal”, tudo é relativo, todo estilo de vida é aceitável. Isso está acontecendo por um motivo simples, que é este: a igreja em nosso país está totalmente conformada ao mundo!
 
Por isso, relembramos aqui algumas breves citações bíblicas dos capítulos 4 a 6 de Efésios, claras e diretas, suficientes para nos encherem de vergonha, evidenciando nosso grande fracasso em vivermos segundo os padrões do Senhor. Que Deus, por Sua incomparável graça, nos desperte de nosso sono, renovando-nos para sermos filhos obedientes. Não perfeitos como o Senhor Jesus, por certo. Mas, no mínimo, semelhantes aos cristãos de outras épocas, os quais marcaram suas gerações através de um viver santo, que hoje não conhecemos mais.
 
O FALAR DO CRISTÃO: “Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo” (Efésios 4:25). “Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem” (Efésios 4:29).
 
TRABALHO E HONESTIDADE: “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Efésios 4:28).
 
O SENTIR E A DISPOSIÇÃO PARA A PAZ: “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4:26). “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia, e toda a malícia sejam tiradas de entre vós” (Efésios 4:31).
 
O TRATO COM OS IRMÃOS E O PERDÃO: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32).
 
A SEXUALIDADE: “Mas a fornicação, e toda impureza (...) nem ainda se nomeie entre vós” (Efésios 5:3).
 
O TRATO COM O DINHEIRO: “Mas a (...) avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém aos santos. Porque bem sabeis isto: que nenhum (...) avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus” (Efésios 5:3, 5).
 
O CONVÍVIO COM OS PECADORES: “Portanto, não sejais seus companheiros” (Efésios 5:7). “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe” (Efésios 5:11-12).
 
A SOBRIEDADE: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda” (Efésios 5:18).
 
A GRATIDÃO: “Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20).
 
A SUBMISSÃO RECÍPROCA: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus” (Efésios 5:21).
 
O PAPEL DA ESPOSA: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Efésios 5:22, 24).
 
O PAPEL DO MARIDO: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela. Assim, devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos” (Efésios 5:28, 28).
 
O PAPEL DOS FILHOS: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo” (Efésios 6:1).
 
O PAPEL DOS PAIS: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).
 
O PAPEL DOS EMPREGADOS: “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo. Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens” (Efésios 6:5, 7). (**Obs: se isso era verdade para os escravos, quanto mais deve ser para os trabalhadores livres e assalariados de hoje!).
 
O PAPEL DOS PATRÕES: “E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas” (Efésios 6:9).

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O grande erro dos neopentecostais

A doutrina neopentecostal, ou “teologia da prosperidade”, é absolutamente simplista. Não apenas simples, acessível a qualquer um – isso seria uma virtude – mas simplista mesmo, banal, rasa, tanto que não existem Escolas Bíblicas Dominicais fortes nas denominações que aderiram a essa perspectiva “teológica”. O foco são os resultados imediatos; lá ninguém está interessado em se aprofundar no conhecimento de Deus.
 
O ponto central da crença neopentecostal é este: se alguém obedece à Bíblia, passa a ter direito às bênçãos que o Senhor prometeu. Prosperidade financeira, saúde perfeita, sucesso profissional, família unida e feliz, dentre outros benefícios, poderiam ser reivindicados, exigidos pelos crentes fiéis, porque estão cumprindo a sua parte. Por outro lado, Deus passaria a ter uma obrigação diante desses filhos obedientes, pois, se Ele prometeu, tem que cumprir. Em suma, o crente neopentecostal confia em uma justiça própria, fruto de suas obras, que o torna aceitável a Deus, além de colocar o Todo-Poderoso na posição de devedor!
 
De fato, o Deus fiel cumpre cada uma de Suas promessas, pois não pode negar a Si mesmo. O único “furo” nessa doutrina é supor que haja alguém obedecendo a Palavra de Deus. Na verdade, podemos afirmar, sem nenhuma sombra de dúvida, que só um homem foi de fato obediente às Escrituras, o Deus-Homem Jesus Cristo. Desde Adão até hoje nunca houve uma só criatura que tenha obedecido perfeita e fielmente a um mandamento sequer!
 
Exagero? Prestemos atenção às palavras de Cristo ditas no Sermão do Monte, a mais clara exposição do padrão de Deus no Novo Testamento. Diz o Mestre: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo” (Mateus 5:21-22). “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:27-28). “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48).
 
Poderíamos citar muitas outras passagens neotestamentárias que expõem o modo como nos cabe viver neste mundo. Por exemplo, o trabalhador deve executar cada tarefa como se a estivesse realizando para Deus, e não para o homem (Efésios 6:5-7). O marido tem o dever de amar sua esposa como Cristo amou a igreja e a Si mesmo entregou por ela (Efésios 5:25). A esposa, submeter-se ao esposo como ao Senhor (Efésios 5:22), etc. Mas basta uma leitura atenta ao capítulo 5 do Evangelho segundo Mateus para que ninguém em sã consciência jamais cogite a possibilidade de cobrar alguma bênção de Deus. Pois não há, talvez, outro trecho nas Escrituras que mais nos humilhe e evidencie o quanto desagradamos ao Altíssimo.
 
Para Deus, uma simples palavra frívola, ou um pensamento mau, já são considerados pecados. Coisas que nos separam do Senhor, interrompendo nossa comunhão com Ele. Ofensas contra a Sua perfeita santidade, que devem ser punidas. Por isso Cristo veio ao mundo e sofreu, na cruz, o castigo que cada um de nós merecia receber. E, somente pela graça, mediante a fé no Filho de Deus, o homem pode voltar à presença do Pai Celeste. “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1João 1:8-10).
 
Prezado(a) irmão(ã), talvez você aprendido pela TV ou através de seu pastor a “determinar” a sua bênção. Quem sabe, lhe falaram que você é filho(a), e tem direito de receber do Pai todas as coisas que deseja. Mas isso são heresias, invenções do homem, que não glorificam a Deus e só servem para alimentar nosso orgulho tolo. Na verdade, todo o bem que recebemos é fruto da graça do Senhor, e todo o mal, resultado do pecado praticado por Adão (ou seja, culpa do homem). Isso é cristianismo puro, autêntico, ensinado por Cristo e exposto claramente em toda a Bíblia! Por isso, se você deseja agradar a Deus, aproxime-se d’Ele confiando somente na graça revelada em Cristo Jesus. Humilhe-se diante da mão do Onipotente, e Ele, graciosamente, lhe exaltará. Ainda que você não mereça.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O inferno, segundo Jesus

Um dos assuntos que mais trazem repulsa às mentes contemporâneas dentro do Evangelho de Jesus Cristo é a realidade do inferno. Desde a modernidade, a doutrina bíblica sobre um lugar de castigo eterno passou a ser fortemente questionada, e esse inconformismo só cresce à medida que os confortos e facilidades da tecnologia alcançam mais pessoas. Poucos admitem que o homem, capaz de manipular a genética, lançar satélites no espaço e comunicar-se a qualquer distância em tempo real pela internet, possa vir a ser lançado num abismo sem fim. A cada dia se consolida no meio dito “cristão” a ideia de que o Deus de amor não condena ninguém. No fundo, o ser humano não admite mais estar sob a dependência da misericórdia e graça de Alguém maior que nós.
 
Nas Escrituras, quem falou mais e com maior clareza sobre o inferno foi o Senhor Jesus, e não por acaso. Se Cristo, o qual entregou Sua vida a fim de salvar pecadores, expôs esse assunto desagradável de modo tão enfático, é porque viu ali urgência. Por conseguinte, nosso dever é estudarmos as palavras do Mestre, encarando-as com toda seriedade, como quem é alertado de grandes e graves perigos aos quais está exposto. Apenas para nos situarmos, eis alguns pontos essenciais da mensagem de Jesus sobre o inferno, considerando apenas o que foi ensinado diretamente pela boca do Senhor, nos quatro Evangelhos.
 
QUEM LANÇA PESSOAS NO INFERNO
 
"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 10:28).
 
"Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo” (Mateus 13:41-42a).
 
"Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo” (Mateus 13:49-50a).
 
QUEM É LANÇADO NO INFERNO
 
"Mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (João 3:18b-19).
 
"Mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16b).
 
"Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (João 12:48).
 
"Porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:28b-29).
 
"E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23).
 
"Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniquidade.” (Mateus 13:40-41).
 
"Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem” (João 15:6).
 
"Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo” (Marcos 3:29).
 
COMO É O INFERNO
 
"Ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13:42b).
 
"E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13:50).
 
"Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:44, 46, 48).
 
"Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora” (Lucas 13:28).
 
"E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama” (Lucas 16:23-24).
 
QUANTO TEMPO DURARÁ
 
"Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41).
 
"E então irão estes para o tormento eterno” (Mateus 25:46a).
 
"Mas será réu do eterno juízo” (Marcos 3:29b).
 
Estas são apenas algumas das muitas passagens bíblicas que tratam do inferno. Realidades que não assustam nem produzem reação alguma no cidadão comum. Mas, para nós que cremos em Cristo Jesus, existe a certeza do cumprimento fiel de cada palavra acima descrita. Conforme lemos, a Bíblia nos garante que Deus lança pessoas no inferno, pelas mãos de Seus anjos. Para lá irão os que não creem em Cristo e rejeitam a Sua graça, vivendo na iniquidade (inclusive os falsos crentes). O inferno é semelhante à fornalha de fogo, ou ao verme que nunca morre; é lugar de choro e tormentos, de onde os perdidos poderão ver, ao longe, a alegria dos santos no céu. E tudo isso durará eternamente. Que estas verdades estejam firmes em nossos corações, impulsionando-nos a levarmos o Evangelho aos perdidos com redobrado zelo!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Na igreja é diferente!

A igreja é a união de todos os crentes, oriundos de diversas denominações cristãs, remidos e lavados pelo sangue de Cristo. É o povo de Deus, restaurado pela graça do Senhor. Os futuros habitantes do céu, que hoje vivem na terra como peregrinos, com a missão de transmitirem o Evangelho aos perdidos e cuidarem uns dos outros em amor. Cada igreja local é um ponto de refúgio em meio a um mundo caído. Em toda parte impera a maldade, fruto do pecado humano e da influência diabólica, mas na igreja tudo é diferente.
 
No mundo as pessoas são pré-julgadas de acordo com suas posses, aparência física, classe social, gostos pessoais e coisas semelhantes. Os que não se encaixam nos padrões desejáveis para determinado grupo logo são excluídos, seja através do desprezo, zombaria ou violência. Não há acolhida, ninguém é capaz de se colocar no lugar do outro buscando compreendê-lo. Os relacionamentos são construídos com base naquilo que cada um pode obter de vantagem sobre o seu próximo. Mas na igreja é diferente.
 
No mundo o dinheiro é o deus supremo. Tentando enriquecer, pessoas roubam, mentem, manipulam seus semelhantes, chantageiam, armam ciladas, se prostituem, matam, vendem a alma ao diabo. Desde o criminoso pobre, que assalta suas vítimas à noite, nos becos, disposto a destruí-las por uns trocados, até o milionário corrupto, que friamente desvia recursos da saúde pública, sem se importar com as multidões de desvalidos agonizando nos corredores de hospitais, todos se igualam nessa ânsia louca de ganhar dinheiro custe o que custar, doa a quem doer. Mas na igreja é diferente.
 
No mundo a sensualidade impera. O corpo feminino é coisificado, exposto nas ruas, programas de TV, revistas, cinema, internet, boates e palanques de carnaval. A sexualidade é cada vez mais vil, grotesca e distante dos planos de Deus. Adolescentes e crianças aprendem desde cedo a cobiçarem uns aos outros, de modo que as amizades puras são cada vez mais raras, sobretudo entre meninos e meninas. O pudor, outrora uma virtude louvável, tornou-se defeito, coisa de gente reprimida e antiquada. Mas na igreja é diferente.
 
No mundo a falsidade reina. A fofoca é tratada como coisa normal, e a maioria das pessoas se diverte falando mal do próximo pelas costas. Criar intrigas é o passatempo de muitos, e com isso amizades, relacionamentos familiares e casamentos se desfazem, como consequência de calúnias, mentiras e meias-verdades espalhadas com prazer mórbido por gente falsa e sem amor. Traições são constantes, e ferir o outro raramente gera algum pesar ou remorso no coração daqueles que traem. Mas na igreja é diferente.
 
Na verdadeira igreja e entre verdadeiros crentes há espaço para todos e nenhum membro se considera melhor que os demais, porque todos foram primeiro perdoados e acolhidos pelo Senhor. Não existe servidão ao dinheiro, pois o tesouro dos cristãos está no céu, onde traça e ferrugem não consomem e ladrões não minam nem roubam. Há pureza, pois o Espírito Santo Se faz presente, mortificando as obras da carne entre o povo de Deus. Amizades são sinceras, porque o amor de Deus transborda em amor pelos irmãos. E tudo isso acontece, não por algum mérito inerente às pessoas ali presentes, mas por Cristo, somente Cristo, e pela graça, nada além da sublime graça que n’Ele há. Os que não vivem esse amor, essa graça, não são igreja, mas joio. Porque a igreja é a diferença, a luz e o sal nesse mundo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Não vá para o Egito!

O capítulo 42 do livro de Jeremias narra as palavras do Senhor, ditas ao profeta e endereçadas ao povo de Judá quando o reino estava tomado pelo exército da Babilônia. Naquela ocasião, Deus havia determinado expressamente que os judeus remanescentes não buscassem refúgio na terra do Egito, mas a exortação feita pela boca de Jeremias não foi ouvida por eles, que preferiram desobedecer à voz do Senhor – o que, logicamente, lhes custou caro. 

Essa passagem bíblica, embora retrate um acontecimento histórico vivido em Judá nos tempos de Jeremias (esse é o seu real contexto), bem serve para ilustrar a situação de homens e mulheres crentes, que, sufocados por problemas para os quais não há solução à vista, procuram livramento no mundo e no pecado, aqui simbolizados pelo Egito. Muitos de nós conhecemos exemplos de pessoas que, ao invés de esperarem pelo agir de Deus, preferem tomar atitudes baseadas em aparências e sentimentos, enganadas por seus próprios corações corruptos. Quem já viu isso acontecer bem sabe que o desfecho sempre é de fracasso, e as consequências, muito dolorosas. 

É o caso da jovem que, cansada de esperar por um namorado dentre os irmãos da igreja, busca suprir sua carência afetiva na companhia de um incrédulo, o qual não teme a Deus. Ou do homem angustiado por dificuldades financeiras que aceita participar de negócios escusos, procurando ganhar seu sustento através da desonestidade. Ou mesmo da mulher casada que se rende aos assédios do patrão, numa tentativa de compensar as frustrações de um casamento desgastado. Quem sabe, é a situação do pastor desanimado com seu ministério, que passa a cobiçar e amar as riquezas. 

Deus nos tirou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do Seu amor. Vivíamos cativos no pecado, sempre buscando preencher o vazio de nossos corações, cada qual à sua maneira. Aquilo era o nosso “Egito”, lugar de escravidão e opressão. Mas fomos livres, para a glória de Deus! Libertados para uma vida completamente diferente, santa, agradável ao Senhor, a qual reflita o brilho do nosso amado Redentor. Este é o nosso presente, e estamos certos de que é também o nosso futuro, pois das mãos de Cristo ninguém pode nos arrebatar. 

Por isso, meu irmão, minha irmã, preste atenção: não deixe de obedecer à voz do Senhor para buscar alívio no pecado; não faça isso, em Nome de Jesus! Você não pertence ao mundo, ao contrário, foi resgatado(a) a preço de sangue, pelo Maravilhoso Salvador que o(a) amou primeiro, antes mesmo de você nascer. Seu problema, sua luta, sua dor, não é maior que o Deus soberano sobre os céus e a terra. Procure ouvir as instruções dadas por Ele mediante a Sua Palavra, e creia de todo coração nas Suas promessas! Fique com o Senhor, e aguarde a boa solução preparada por Ele. Não se iluda com as propostas do vil tentador; não vá para o Egito!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Como deveriam ser os seminários de teologia?

É comum ouvirmos histórias de pessoas que esfriaram na fé ou que se desviaram enquanto cursavam teologia. Até mesmo entre os ministros do Evangelho fieis e tementes a Deus, ouvimos testemunhos sobre o quanto suas crenças, até então vivas e vigorosas, enfrentaram pesados ataques nos tempos de seminário. Isso porque, lamentavelmente, o pensamento ateu (que é o fundamento do chamado “liberalismo teológico”) encontrou espaço justamente lá, onde as pessoas vão aprofundar seus conhecimentos nas Sagradas Escrituras, preparando-se para um futuro ministério pastoral, missionário ou evangelístico. Será que isso faz sentido? As escolas teológicas evangélicas são o que deveriam ser? E, se não são, como deveriam ser os seminários de teologia? 

Cremos que, antes de qualquer outra coisa, deveriam ser locais de reverente estudo das Escrituras, onde a inerrância bíblica jamais fosse questionada. Considerando que a Bíblia é a Palavra viva de um Deus infalível, nossa postura diante dela precisa ser semelhante à de uma criança que, de coração aberto, recebe uma novidade. Nos seminários, todos os estudos de grego, hebraico, história, geografia e outras disciplinas serviriam tão-somente para que alunos e professores buscassem aprofundar sua compreensão acerca do que o Senhor, nas Escrituras, pretendeu nos revelar. 

Os seminários também deveriam ser espaços ideais para o crescimento da piedade, sendo os alunos constantemente incentivados às práticas devocionais, orações individuais e em grupos, e mortificação do pecado. Seriam ambientes de refúgio, livres da má influência da mídia (sobretudo da TV), onde os computadores somente serviriam para propósitos santos. Lugares onde a sensualidade não passaria sequer pelos portões de entrada dos campi. Os internos encontrariam todas as condições propícias à busca da santidade, não de modo legalista, mas como forma de se agradar a um Deus digo de toda adoração. Buscar-se-ia tudo que é puro, honroso e bom, por meio de estudos, reuniões de culto, testemunhos, palestras, etc, para que a glória de Deus se manifestasse na vida de todos. 

Além disso, deveriam ser ocasiões para que os alunos conhecessem mais de perto o sofrimento do próximo. Os trabalhos em hospitais, presídios, asilos e periferias, bem como as visitas às regiões mais carentes do país (como o sertão nordestino, Amazônia, Vale do Jequitinhonha e outros) seriam frequentes, para que os futuros ministros exercitassem a compaixão, essencial no cristianismo. E toda essa obra se faria com o propósito primário de se levar o Evangelho aos mais sofridos, sendo a assistência material e psicológica, necessariamente, submetidas à espiritual (pois de que adiantaria cuidar do corpo e não se importar com o destino eterno da alma?). 

Enfim, os seminários seriam ambientes onde todo desconhecimento bíblico, superficialidade, amor pelo mundo, indisciplina, soberba, egoísmo e males semelhantes cairiam por terra, esmagados pelas armas do Evangelho. Lugares destinados à formação de santos, pelo poder e para a glória de Deus. Quem se matriculasse num curso de teologia evangélica e nele permanecesse até a graduação, de lá sairia cheio de amor por Cristo e ansioso para ganhar almas. Que bênção, se a realidade fosse assim! Mas sabemos que não é. Clamemos, então, ao Senhor da Seara, para que erga verdadeiras escolas a serviço do Seu Reino, onde o Espírito Santo aja poderosamente, transformando homens e mulheres comuns em verdadeiros discípulos. A Sua graça pode operar esse milagre, mesmo em tempos tão difíceis como os dias atuais!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Um dever de todo ministro cristão

Exercer um ministério a serviço do Reino de Deus é o maior privilégio que alguém pode ter. Pastorear igrejas, fazer missões, cantar ou tocar em um grupo de louvor e escrever livros cristãos são formas de se propagar o Evangelho, cumprindo a Grande Comissão que Cristo nos deixou, conforme Mateus 28:19-20. Não há nada que alegre mais um servo do Senhor do que participar ativamente dessa obra, percebendo o agir de Deus ao seu redor. No entanto, tamanha graça envolve uma série de responsabilidades. Vamos tratar aqui de uma delas. 

O ministro cristão tem o dever de manter um comportamento público irrepreensível, fazendo-se exemplo para todos os irmãos que o observam. Paulo nunca se esquivou dessa responsabilidade; antes, deixou-nos as palavras registradas em 1Coríntios 11:1: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”. Que exortação ousada! Mas o apóstolo dos gentios sabia que a Igreja o observava. Do mesmo modo, os que hoje anunciam o Evangelho, seja através de pregações, canções, literatura ou outro veículo, estão sob os olhares de quem os ouve ou lê. Essa responsabilidade cresce quanto maior o público envolvido. Se alguém almeja evangelizar multidões, é bom ter isso em mente. 

Dito de forma mais clara, se um pregador famoso é infiel à sua esposa, ou se uma cantora evangélica ostenta futilidade e riqueza vestindo-se com luxo excessivo, ou ainda, se um tele-evangelista é visto em ambiente mundano, isso necessariamente produz escândalo. Muitos irmãos irão se decepcionar, esfriando na fé. Outros farão pior, e, assimilando o erro do ministro a quem admiram, passarão a considerar aquele comportamento vergonhoso como normal. O joio crescerá no meio do povo de Deus, por causa do mau testemunho de homens e mulheres que um dia se dispuseram a servir ao Senhor! 

Certa vez, o Senhor Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24). Isso é verdade, não somente para os cristãos que vivem debaixo de perseguição explícita, mas também para os que exercem seus ministérios onde não há hostilidade aparente contra o cristianismo. Pois, em todos os lugares e em qualquer época, é preciso renunciar ao mundo, com suas concupiscências, as quais a carne cobiça. A luta contra o pecado deve ser travada com radicalismo por todos os que labutam em favor do Evangelho. Quantos estão dispostos? 

Irmão(ã), se você exerce um ministério perante dezenas, centenas, milhares ou milhões de pessoas, saiba que a sua vida precisa ser modelo de piedade, refletindo a luz de Cristo. Isso não é tarefa nada fácil para um ser humano com fraquezas e limitações. Na verdade, é um fardo. Porém, esse fardo é de Cristo, e não pode ser rejeitado pelos que Ele comprou com Seu precioso sangue; antes, é seu dever e meu dever carregá-lo alegremente, sabendo que o próprio Senhor nos ajuda e nos firma. Por isso, assuma com diligência a missão de testemunhar sua condição de filho(a) remido(a), pelo seu modo de andar, falar, vestir-se, por suas escolhas quanto aos ambientes que frequenta e pessoas com quem se relaciona. Deus vê o seu interior e exterior, mas o mundo só pode ver sua aparência e comportamento. Cuide dessas coisas, por amor a Cristo!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Para que servem as canções de louvor?

Um dos assuntos mais polêmicos entre os crentes é o louvor contemporâneo. Com razão, muitos irmãos tementes a Deus criticam a obra e a postura de cantores e bandas evangélicas da atualidade, por considerá-las contrárias ao Evangelho de Cristo. Mas, afinal, para que servem as canções de louvor? 

A resposta aparentemente óbvia é: para louvar a Deus. Entretanto, elas têm servido para divulgar mensagens humanistas, massagear o ego do ouvinte, enriquecer intérpretes e compositores, produzir tietagem entre o povo evangélico, gerar vaidades tolas, alavancar carreiras e outros desvios semelhantes. Além disso, há quem se valha do louvor para tentar fabricar avivamentos, imaginando que se pode “forçar” o agir de Deus num culto ou show. O que fazer para evitar esses males? 

Aqui apresentamos algumas sugestões endereçadas aos cantores e instrumentistas de grupos de louvor, os quais receberam do Senhor um nobre ministério, capaz de abençoar verdadeiramente a Igreja, pela graça de Deus. Os irmãos que lerem, pensem a respeito e cheguem às suas conclusões, aproveitando o que julgarem útil. 

1) Quando vocês escreverem ou interpretarem canções, façam isso no temor de Deus, sabendo que Ele os observa atentamente, com alegria ou indignação, aprovando ou reprovando o modo como vocês têm conduzido seus ministérios. Nunca, jamais brinquem com algo tão sério! 

2) Cantem ou componham letras inspiradas somente na Bíblia. A Palavra de Deus fala dos atributos maravilhosos do Senhor, da salvação que há em Cristo e outros temas de natureza espiritual. Cantem sobre isso! Assuntos ausentes ou pouco mencionados nas Escrituras não merecem espaço nas canções de louvor. 
 
3) Falem menos durante as canções! Parem de tentar produzir reações no público, com frases do tipo “Deus está aqui, levante a sua mão, não desista, Ele vai te restituir, hoje é dia de milagre”, etc, etc, etc. Vocês não estão cantando para uma plateia, e sim para o Senhor! E o povo presente está, juntamente com vocês, adorando a Deus. Se não é assim, deveria ser. 

4) Rejeitem a tietagem com veemência. Paulo e Barnabé fizeram isso, quando o povo de Listra pretendeu idolatrá-los (ler Atos 14:8-18). A forma como vocês entram ou saem do palco, ou a sua resposta a uma reação histérica do público, são exemplos de atitudes que demonstram se a glória está sendo tributada a Deus ou ao homem. 

5) Tenham bom senso ao lidar com dinheiro. Sabemos que o trabalhador é digno do seu salário, e que os ministrantes de louvor têm necessidades materiais como qualquer pessoa. Além disso, equipamentos de som custam caro, e isso tudo precisa ser pago de alguma forma. No entanto, a Bíblia nos adverte severamente sobre o perigo das riquezas e a loucura de se confiar nelas. Não tentem fazer de seus ministérios um trampolim para uma vida de amor ao dinheiro. 

6) Cuidem de si mesmos. Não permitam que o ativismo lhes tire seus momentos devocionais; antes, tenham longos períodos de leitura bíblica e oração, como convém aos servos de Deus. Procurem manter comunhão com os irmãos, especialmente os mais fieis e perseverantes. Leiam bons livros, afastem-se das tentações, abominem as obras da carne, não descuidem de seus maridos/esposas e filhos. Saibam que satanás muito se alegraria em ver um ministrante de louvor caindo em pecado e gerando escândalo. Não negligenciem esse perigo! Ponham toda sua confiança em Deus, dependendo d’Ele em tudo! 

7) Em suma, sejam o exato oposto dos astros e estrelas pop, que desejam holofotes e aplausos apenas para si próprios, pois eles já receberam a sua recompensa; ao invés disso, cantem, toquem, componham e gravem cânticos exclusivamente para a glória de Deus! 

As canções de louvor são importantes veículos de adoração ao Senhor, e a Bíblia nos ensina a valorizá-las, tanto que há um autêntico hinário nas Escrituras, que é o livro de Salmos. Portanto, vocês, ministrantes de louvor, estão lidando com algo valiosíssimo! Exerçam seus ministérios com inteireza perante o Senhor, preocupando-se sempre em agradar Àquele que os capacita. Que Deus os abençoe! 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Definitivamente, não!

Todos nós nascemos em pecado. Como consequência da transgressão do primeiro casal, que gerou queda para toda a criação, vimos a maldade crescer conosco. Cada um de nossos desejos era egoísta, e o objetivo de tudo que fazíamos, no íntimo, era promover nossa própria glória. Não amávamos a Deus tal como Ele é, questionávamos Sua Palavra e nos recusávamos a cumprir Seus mandamentos. Até que um dia algo sobrenatural aconteceu. A mensagem do Evangelho penetrou em nossos corações com poder, reduzindo nosso “eu” em pedaços. Compreendemos que, por nossos próprios atos, fatalmente seríamos condenados à perdição eterna. Então, nos entregamos a Cristo, convictos de nossa total dependência em relação a Ele. Deste modo, nós, que cremos em Jesus e O reconhecemos como Senhor e Salvador, nascemos de novo, do Alto, por obra do Espírito Santo de Deus.
 
Hoje, libertos do domínio do pecado, regenerados, novas criaturas em Cristo, voltaríamos à velha vida de antes? Limpos da sujeira, cairíamos novamente no lamaçal? Sabedores de que o Filho de Deus é a verdade, retornaríamos à mentira, ao engano? Cheios da alegria real, permanente, a qual independe de circunstâncias, buscaríamos satisfazer-nos com sensações fugazes da carne? Tornaríamos a nos interessar pelas tolices que antes cobiçávamos, sabendo que tais coisas levaram nosso amado Senhor à morte, e morte de cruz? Teríamos prazer naquilo que é abominável aos olhos de Jesus? Alegrar-nos-íamos com as coisas que causam tristeza a Ele? Trairíamos Aquele que sempre nos é Fiel?  Definitivamente, NÃO!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Hillsong e o movimento gospel brasileiro (uma ponderação)

Muito se fala sobre a grande influência que o grupo evangélico australiano Hillsong exerce sobre a musicalidade de diversos artistas do movimento gospel no Brasil, o que aliás é fato. Aline Barros, o Ministério de Louvor Diante do Trono e vários outros não escondem a admiração por aquela famosa banda da “terra dos cangurus”. Alguns sites cristãos sérios já postaram artigos criticando essa influência, como se fosse negativa para os brasileiros. Respeitamos essa opinião, mas não concordamos com ela, de maneira nenhuma.
 
O grupo de louvor Hillsong e suas ramificações, como o Hillsong United são ligados a uma igreja que leva o mesmo nome, e já possui congregações em alguns países, não somente a Austrália. Parte das críticas contrárias às bandas musicais Hillsong são devidas à igreja Hillsong, que seria parcialmente contaminada pela “teologia da prosperidade”. No entanto, isso somente configuraria um problema se as letras das músicas apregoassem esse ou qualquer outro desvio doutrinário. Será que isso acontece?
 
A resposta, indiscutivelmente, é não. Os louvores do Hillsong primam pela beleza musical, e contém letras cujo tema central é a adoração a Deus por Seus atributos e Sua maravilhosa graça. Atentemos para canções como “All the Heavens”, “At the Cross”, “Here I Am to Worship”, “Home”, “Let Creation Sing”, “Made me Glad”, dentre tantas outras. A verdade é que nossos irmãos australianos têm cantado sobre assuntos espirituais, muito mais que os ministrantes brasileiros. Em nosso país são bem mais frequentes canções que falam de bênçãos terrenas e sonhos, e raras as que mencionam realidades espirituais comuns nas letras do Hillsong.
 
Hoje mais cedo, ouvindo algumas das canções do novo CD deles, “Glorious Ruins”, percebemos a mesma temática de exaltação ao Senhor, presente desde o início da banda. Uma delas, “Christ Is Enough”, trata da suficiência de Cristo, cantada em uma lindíssima melodia. Talvez, esse único louvor possa ser um instrumento de Deus mais poderoso para quebrantar um ouvinte católico romano do que mil pregações a respeito do “Sola Cristus”, dependendo do caso. Quem pode negar o conteúdo bíblico de versos singelos como estes: “Agora não há nada nesse mundo que possa me satisfazer/ Em meio a todas as aflições minha alma cantará, pois fui liberto/ Cristo é suficiente para mim/ Tudo que eu preciso está em Ti”?
 
Outros críticos talvez não gostem da musicalidade pop anglo-saxã, e prefeririam ouvir os brasileiros cantando louvores no estilo MPB, ao invés de se assemelharem a uma banda estrangeira. Mas isso é uma questão de gosto. Há espaço para diversas manifestações musicais no culto; não para todas, mas com certeza, para muitas. Se existem vários grupos e artistas brasileiros compondo canções semelhantes às do Hillsong, isso não é defeito. Talvez não seja adequado para as reuniões da igreja tocar as composições em ritmo mais acelerado (que podem ser apreciadas em casa), porém as mais suaves cabem perfeitamente. Basta ter bom senso.
 
Por tudo isso, o Hillsong é uma excelente influência para os ministrantes brasileiros que louvam em ritmos contemporâneos. As belíssimas melodias daquele grupo australiano, o capricho nos arranjos e a competência dos músicos podem, sim, servir de referência para nossos adoradores. E quanto às letras, bom seria se os compositores no Brasil se espelhassem mais nos temas tratados pelo Hillsong. Isso os levaria a deixar de lado uma série de assuntos tão comuns no movimento gospel brasileiro, excessivamente focado em questões terrenas de autoajuda e realização pessoal, estranhas à Palavra de Deus. Desta forma, as mensagens cantadas edificariam nossas igrejas, mais do que tem acontecido hoje.

sábado, 7 de setembro de 2013

Evangelho: Uma chamada radical e urgente!

Temos vivido tempos trabalhosos. Este início de Século XXI tem sido uma época de substituição dos valores cristãos – que, aliás, nunca foram implantados e vividos plenamente em nossa sociedade – por um novo modelo em tudo contrário à Palavra de Deus. E isso numa velocidade avassaladora, com um poder de alcance maior que qualquer outro fenômeno antes vivido na história. Há uma nova cultura, hostil ao cristianismo, impondo-se em toda a Europa, nas três Américas e em várias outras partes do mundo!
 
Este é o tempo em que não há verdades absolutas. É a época da promiscuidade sexual e do ataque à família. A era da embriaguez e do império das drogas. O tempo do consumismo doentio, do amor pelo dinheiro e bens materiais. De fato, poderíamos citar muitos outros vícios e pecados reinantes em nossos dias. Mas a nós, crentes em Jesus Cristo, não há tempo para lamentar as muitas mazelas sociais dessa geração. Temos uma missão urgente e inadiável: vivermos uma vida de obediência radical à Palavra de Deus. Negarmos os valores insanos desse mundo, e até mesmo nossos próprios desejos maus, submetendo-nos a Cristo em nossos relacionamentos, trabalho, família, escola e por onde formos. Pregar o Evangelho a toda criatura, anunciar que o Senhor Jesus veio ao mundo para salvar pecadores. Esta é nossa razão de viver!
 
Amado(a) irmão(ã), Cristo Se entregou sem reservas, por amor a nós! Por Ele, fomos salvos de uma eternidade miserável e recebemos um tesouro nos céus, que em breve nos será entregue, e ninguém jamais poderá roubá-lo de nós! Agora, é a minha vez e a sua vez de nos entregarmos da mesma forma. Não há mais tempo para um cristianismo superficial, frio, estéril, sem testemunho; não é mais possível tentar conciliar nossa vida cristã com os valores ímpios desse mundo, o qual caminha para uma iminente destruição. Sua igreja precisa de você, querido(a), e há um ministério lá, que nenhum outro poderá exercer, porque é o seu! Seus amigos, colegas e vizinhos necessitam de alguém que lhes pregue a mensagem da cruz, e você é a pessoa mais indicada para isso. Além disso, há lugares distantes, nos quais o Evangelho ainda não tem sido anunciado, inclusive aqui no Brasil. Quem sabe, você é o soldado de Deus escolhido para ir até um desses locais?
 
Este é o momento de amarmos o próximo verdadeiramente, cuidarmos dos irmãos de fé com tudo que temos, pregarmos a Palavra a tempo e fora do tempo, repudiarmos o pecado em nós, e sobretudo adorarmos ao Deus Eterno com inteireza de coração! Nossa sociedade precisa ser surpreendida pela presença de uma igreja cristã evangélica santa, bíblica, fiel, temente a Deus, que testemunhe a Cristo de segunda feira a domingo, dentro e fora dos templos. Cumpramos nosso propósito, a missão confiada a nós, de fazermos discípulos de todas as nações, neste dia que se chama hoje! Que o Senhor nos desperte do sono, encha-nos com o Seu Espírito e nos use poderosamente nesta obra inadiável! Amém!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O legado de Rudolf Bultmann

Hoje, lendo o capítulo 8 do Evangelho segundo Mateus, vimos ali o relato de diversos milagres e sinais operados pelo Senhor Jesus. A cura de um leproso, do servo do centurião e da sogra de Pedro, a tempestade apaziguada, a libertação de dois endemoninhados e muitos outros prodígios tremendos deixaram as multidões maravilhadas. Essas e outras passagens bíblicas narram acontecimentos reais que reavivam nossa fé em Cristo e fazem arder nosso coração, se cremos que as Escrituras são a Palavra viva do Deus vivo.
 
O teólogo luterano alemão Rudolf Bultmann (1884-1976) não pensava dessa forma. Doutor em teologia, professor universitário e escritor renomado, dedicou sua vida a analisar criticamente a Bíblia, especialmente o Novo Testamento. Partindo do pensamento teológico liberal, segundo o qual as Escrituras seriam repletas de erros e histórias inventadas, e fortemente influenciado pela filosofia de Heidegger, Bultmann desenvolveu sua carreira acadêmica procurando retirar da Bíblia tudo que há de sobrenatural e não pode ser explicado pelo raciocínio humano, tendo chamado tais coisas de “mitos”. Uma palavra, título de um de seus livros, resume esse propósito: demitologização.
 
Alguns exemplos do que seriam esses “mitos”, os quais deveriam ser rejeitados pelo “cristão” moderno: a concepção de Jesus por obra do Espírito Santo, todos os Seus milagres, exorcismos e maravilhas, Sua ressureição, ascensão aos céus e segunda vinda iminente como justo juiz. Bultmann buscou descartar esses fatos e ensinos sobre Cristo narrados nas Escrituras, mantendo apenas o que restasse disso, ou seja, o “Jesus” carismático, líder influente, ser humano compassivo e amigo dos pobres. O Jesus Cristo Filho de Deus, Salvador, seria uma ideia, um “Kerigma”, algo não histórico e não comprovável, que a Bíblia não nos permitiria decifrar (por ser, segundo o teólogo, falha e não confiável). Algo referente à “Geschichte”, a história existencial, subjetiva, que não é a História real, visível, objetiva. Alguém a ser descoberto, um conceito vago. Certamente, não o Cristo que Se revela a nós nas Escrituras!
 
Bultmann divulgou amplamente suas ideias e conquistou um bom número de seguidores em diversos países do mundo, os quais adotaram e desenvolveram seu projeto intelectual de demitologização. São professores de teologia que atuam em seminários, especialmente aqueles de linha ecumênica (no caso brasileiro, os reconhecidos pelo MEC), e a cada aula minam a fé de seus alunos com um discurso, na prática, ateu. Pessoas que não creem no sobrenatural, e por isso o negam como se fosse coisa de supersticiosos e ignorantes. Se pensarmos que esses teólogos e futuros teólogos bultmanianos são ou serão pastores encarregados de lidar com uma parcela do rebanho de Cristo, só podemos lamentar profundamente por cada alma que cair nas mãos dessa gente!
 
Certa vez, o Senhor Jesus disse algo que deveria encher de temor esses teólogos, que afinal leem e estudam a Bíblia. “Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” (Mateus 18:6-7). Logicamente, um bom bultmaniano dirá que essas palavras não o atingem. Mas convém refletir sobre a mensagem do Mestre. Cristo falou sobre alguém escandalizar um pequenino que crê n’Ele. Vamos nos deter aqui.
 
Frequentemente surgem no meio da Igreja rapazes e moças que, cheios de fé em Cristo e com ardente desejo de trabalhar na seara do Senhor, matriculam-se em seminários de teologia, dispostos a se capacitarem melhor para o serviço no Reino de Deus. Então, logo se deparam com professores adeptos do neoliberalismo teológico e seguidores de Bultmann, e estes, em suas aulas, questionam todos os pontos essenciais da fé cristã, com argumentos que, para alunos imaturos e sem preparo acadêmico, parecerão irrefutáveis. A primeira reação da turma é de angústia e perplexidade, depois vem o abalo na confiança em Deus, perda de fervor espiritual e, consequentemente, a relação desses alunos com Cristo e o Evangelho muda para pior. Sua fé pura e simples sofre um duríssimo golpe, e alguns jamais conseguirão recuperá-la. Agora voltemos às palavras de Cristo em Mateus 18:6-7, e as comparemos com essa história que se repete a cada novo semestre em diversas escolas teológicas. É fácil identificar nela o escândalo (o ataque à fé cristã), homens que produzem o escândalo (professores de teologia) e pequeninos sendo escandalizados (alunos que mantinham uma fé singela). “É mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!”.
 
Então, o mal iniciado na faculdade de teologia segue destilando seu veneno para além do ambiente acadêmico, à medida que novos teólogos formados ingressam no ministério pastoral, sem fé no Cristo revelado, duvidando do sobrenatural de Deus e desconfiando da mensagem bíblica. Nas igrejas, encontrarão pessoas crentes, que desconhecem os tratados teológicos de Bultmann e outros neoliberais, mas temem ao Senhor Jesus. E então, esses cristãos simples terão sua fé confrontada por pastores e pastoras céticos, que, devido à capacidade argumentativa adquirida no seminário, conseguirão abalar a confiança em Deus de muitos. “Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar”!
 
Rudolf Bultmann foi famoso no meio teológico, e deixou como legado uma coleção de obras publicadas e uma pequena multidão de seguidores. Dos ensinamentos desse renomado pensador alemão surgiram muitos frutos, que honestamente não podemos chamar de bons. Cada uma das sublimes verdades do Evangelho foi combatida, a pureza da mensagem cristã deu lugar a um compêndio filosófico aberrante e repleto de heresias, muitos perderam a fé, comunidades enfraqueceram ou mesmo sumiram como reação à frieza dos que as pastoreavam, o bendito Nome de Cristo foi blasfemado à exaustão. Bultmann terá sido salvo? Talvez sim, pois o poder do Espírito Santo pode tê-lo regenerado antes de sua morte, e é possível que finalmente tenha crido em Jesus sem que tenhamos tido notícia, o que decerto lhe asseguraria a salvação. Mas o estrago está feito. Que o Deus poderoso para salvar tenha compaixão das vítimas do neoliberalismo bultmaniano, não permitindo que partam dessa vida sem uma experiência de genuína conversão ao Seu Filho unigênito Jesus Cristo, o qual vive, reina e Se revela a nós nas Escrituras!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Eu escolho Deus

Eu escolho Deus, eu escolho ser amigo de Deus”. Estes versos corroboram a mensagem de vários sucessos recentes do movimento gospel (“eu escolho Te adorar”, “aquele que a Ti escolher”, etc). Embora o Senhor Jesus tenha nos dito o contrário, do modo mais claro e enfático possível em João 15:16 (“não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós”), os principais astros e estrelas evangélicos da atualidade garantem que o homem toma a iniciativa de crer em Deus e servi-Lo.
 
Muitos cantam isso de coração e com boas intenções, pretendendo dizer mais ou menos o seguinte: eu me proponho a deixar tudo aquilo que desagrada ao Senhor, para fazer o que Lhe agrada. De fato, temos a responsabilidade, e mais ainda, o dever de abrir mão da concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida, a fim de buscarmos o Reino de Deus e a Sua justiça. Porém, frases como “eu escolho Deus” revelam uma profunda ignorância a respeito do estado espiritual do ser humano.
 
A Bíblia nos garante que todos nós pecamos, e fomos destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23). Que estávamos mortos em nossas ofensas e pecados (Efésios 2:1). Precisávamos nascer de novo, pelo poder do Espírito Santo (João 3:5). E, se não fosse concedido pelo Pai, jamais poderíamos vir a Cristo (João 6:65). A salvação, para nós, era impossível (Mateus 19:26). Éramos, por natureza, filhos da ira (Efésios 2:3). Mas Deus nos amou primeiro (1João 4:19). Ele, por pura graça, contemplou nossa miséria, Se compadeceu de nós e nos trouxe à vida, através da redenção conquistada por Jesus (Romanos 3:24). Este é o Evangelho de Cristo!
 
Prezado(a) irmão(ã), saiba que pecadores impenitentes não escolhem Deus! Crer em Jesus Cristo e servi-Lo não é a mesma coisa que decidir entre um suco e um refrigerante, ou optar por uma camisa azul ao invés de uma verde. Eu e você estávamos mortos espiritualmente! A diferença entre nós e o ateu mais endurecido é somente uma. A graça do Senhor nos alcançou, transportando-nos da morte para a vida, ao passo que os ateus continuam mortos. Perceba que nós não temos merecimento algum, já que também negávamos a Deus com nossos lábios e/ou atitudes. Foi Ele quem mudou o curso de nossa existência aqui na terra, e especialmente o nosso destino eterno!
 
Por que publicamos essas palavras? Para combater qualquer ilusão que você porventura mantenha a respeito da obra salvadora realizada em sua vida. Não pense que você decidiu ser salvo, ou que crer em Jesus tenha sido uma escolha pessoal sua! Seu coração era totalmente corrupto e insensível ao Evangelho, como também era o meu, e toda a imaginação de seus pensamentos, continuamente má. Até mesmo suas palavras e atitudes mais doces estavam contaminadas por alguma dose de egoísmo, ou seja, desejo de autoglorificação. Você, como eu, abominava a ideia de se submeter a Deus e viver para a Sua glória. Deus o(a) salvou! Ele realizou um milagre na sua vida, e também na minha, que nós hoje não temos noção do quanto foi grandioso e sublime! Aleluia! Louve ao Senhor em todo tempo, por Seu incomparável amor e graça!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A feiura do pecado

Em letras de músicas, filmes, contos de literatura e programas de TV, o pecado é frequentemente descrito como algo divertido, prazeroso, capaz de proporcionar verdadeira alegria. Estilos de vida pecaminosos são enaltecidos e glorificados, como se os seus adeptos vivessem mais intensa e plenamente, deixando sua marca e se tornando exemplos para outros. A chamada ao pecado é dirigida sobretudo aos jovens, que se encantam com a sexualidade desregrada e promíscua, os excessos de álcool e drogas e outros vícios praticados por seus ídolos da mídia. Tudo é lindo e colorido nas canções, páginas de livros, revistas e tela de TV!
 
A realidade é muitíssimo diferente. Desde Adão, o pecado é a causa de todo sofrimento e desgraça nesse mundo. Por causa do pecado famílias são destruídas, inimizades surgem, vidas são ceifadas, patrimônios desaparecem. As consequências do pecado estão estampadas no rosto de crianças infelizes e abandonadas, no pranto da esposa traída, no desespero de pais que têm seus filhos assassinados, na dolorosa angústia dos filhos que veem seu pai ir para a cadeia. O pecado leva muitos a se suicidarem ou tentarem suicídio. Grande parte dos que padecem de depressão pecaram gravemente ou foram vítimas de pecados cometidos por outros.
 
Não há um nível seguro para a prática do pecado. Adultérios nascem de flertes aparentemente inocentes. Perversões sexuais, como a pedofilia e o sadismo, começam num simples folear de revistas eróticas. A escravidão das drogas remete à primeira tragada em um cigarro de maconha. Uma vida de crimes tem início no furto de um objeto barato. É assim que as pessoas desavisadamente dão os primeiros passos num caminho cujo fim é ruína e perdição. Diga a um adolescente rebelde que ele está em perigo, e ele rirá. Mas o fato é que boa parte dos garotos que hoje sonham com uma vida libertina de pecado, em breve estarão colhendo amargos e dolorosos frutos. Você que lê este texto, certamente já viu alguns, senão muitos de seus colegas de infância e adolescência se acabarem em algum pecado que lhes tenha custado a saúde, paz, unidade familiar, liberdade ou até a vida.
 
O pecado é imundo, sórdido, vil, malcheiroso, repugnante e abominável, ainda que frequentemente se esconda em uma roupagem agradável aos olhos. Quem abraçar uma vida de pecado com certeza acabará mal. Por causa do pecado, o Filho unigênito de Deus precisou vir ao mundo e se humilhar até à morte, tomando sobre Si a ira do Pai. O inocente em lugar dos culpados, fazendo-Se maldição, a fim de nos reconciliar com o nosso Criador. Nós, que cremos n’Ele, se de fato O amamos, precisamos odiar o pecado com toda a força de nossa alma! E não somente isso, temos o dever de anunciar ao mundo não apenas a indescritível beleza de Cristo, mas também a horrível feiura do pecado.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Templos suntuosos pra que?

Pouco antes de subir aos céus, o Senhor Jesus nos deixou as seguintes palavras, registradas em Mateus 28:19-20: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado”. Foi uma ordem simples, que certamente implica em um elevado custo de esforços e renúncia, e resume a missão da Igreja de Cristo, que é levar o Evangelho a toda criatura.
 
Nosso Mestre não disse nada a respeito de templos grandes e imponentes, até porque, na Nova Aliança, Deus habita não mais em construções erguidas por mãos humanas, mas no coração dos crentes. Por esta razão, quando a Igreja Romana edificou, nos séculos XVI e XVII, uma sede megalomaníaca no Vaticano, construída no formato de uma chave, a “detentora exclusiva das chaves do Reino dos Céus” apenas evidenciou o quanto estava distante da vontade do Senhor, preocupada tão-somente em demonstrar poder aos olhos dos homens sob o seu domínio. Nada mais distante das práticas da igreja primitiva, descrita no livro de Atos dos Apóstolos!
 
Porém, lamentavelmente, a megalomania e a soberba não são vícios exclusivos da Igreja de Roma. As denominações neopentecostais, ditas “evangélicas”, têm sido tomadas pelo mesmo mal, como comprovam as novas e grandiosas sedes recém-construídas ou em construção das principais igrejas da “teologia da prosperidade”, orçadas em dezenas ou até centenas de milhões de reais!
 
"Para Deus, nós fazemos o melhor”. Essa é a resposta de praxe, que os bispos, apóstolos e missionários neopentecostais sempre repetem. Sob esse ponto de vista, o “melhor” significa o mais caro, o mais rico, o mais luxuoso, o mais grandioso, o mais impressionante. É normal que os descrentes, não salvos, não regenerados, pensem de modo tão materialista. Triste é verificar que alguns líderes evangélicos têm o mesmo pensamento!
 
É lógico que os templos cristãos devem ser erguidos com capricho e bom gosto, dentro das possibilidades de cada congregação. Seria uma demonstração de desleixo edificar um templo acanhado demais, se os membros possuem boa condição financeira. No entanto, construções enormes, destinadas a abrigar milhares de pessoas, não são uma boa ideia. A igreja precisa ser uma comunidade de irmãos em íntima comunhão, e não uma multidão que se reúne em megaeventos. Melhor é ter vinte templos com capacidade para quinhentas pessoas cada, do que um prédio enorme capaz de receber dez mil de uma só vez! E quanto ao luxo ostensivo, essa característica não cai bem no meio cristão, nem mesmo se a comunidade for rica. E os membros mais pobres, não se sentiriam humilhados em um prédio de riqueza imponente? Sim, mas a liderança neopentecostal parece não enxergar esse simples fato.
 
Enquanto isso, em povoados esquecidos do sertão nordestino, região amazônica, norte de Minas Gerais e cantões de diversos estados brasileiros, tanta gente humilde padece sem Cristo, ignorando a sublime mensagem do Evangelho, desesperançados, entregues às crendices e superstições de um sincretismo religioso que o catolicismo romano por conveniência sempre alimentou! Mais adiante, em outras nações, outros povos gemem sem salvação, aprisionados em suas próprias manifestações religiosas antibíblicas, anticristãs, enganosas e diabólicas. Quantos missionários poderiam ser enviados e sustentados dignamente com os milhões e milhões de reais (mal) empregados em edifícios riquíssimos que as denominações neopentecostais erguem a cada dia, sem que Deus jamais lhes tenha ordenado isso? Essa é uma pergunta que deveria ser levada a sério.
 
"Portanto ide, fazei discípulos”. Deus, o Senhor do universo, não precisa de templos suntuosos, enormes, cheios de riquezas, que impressionam o homem, mas não Aquele que na concha de Sua mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos. O Senhor quer almas! Servos, remidos e lavados no sangue do Cordeiro, de todas as partes do mundo, ainda que se reúnam em cabanas de madeira e sapê, mas o façam para a glória de Deus! Quem se habilita a fazer a obra de Cristo, tal como Ele ordenou?

terça-feira, 30 de julho de 2013

Socialismo ou cristianismo?

O ser humano carrega na alma uma sede por justiça, ou melhor, por aquilo que entendemos ser justo. Alguns, é verdade, não demonstram esse anseio, e aparentemente fazem do acúmulo de bens o seu alvo, mesmo que à custa do sofrimento de muitos. Mas grande parte da humanidade ainda é capaz de se indignar diante de situações injustas e solidarizar-se com os injustiçados (pessoas vivendo na miséria, doentes sem acesso a tratamento médico adequado, cidadãos discriminados e humilhados). O socialismo marxista surgiu como uma resposta às mazelas deste mundo, seduzindo multidões com seu projeto para um mundo comunista.
 
O socialismo foi implantado em diversos países da Europa (Rússia e demais ex-repúblicas da U.R.S.S., Alemanha Oriental, Polônia, Romênia, etc), Ásia (China, Vietnã, Coreia do Norte, etc), América (Cuba) e até algumas experiências na África. Através de revoluções populares ou invasões militares estrangeiras, tomou-se o governo das mãos da classe dominante (burguesia e/ou oligarquia rural), passando-o aos representantes dos operários e camponeses. Economias foram completamente estatizadas, e a oposição, sumariamente exterminada.
 
Na prática, todos aqueles países vivenciaram um período de totalitarismo. Cada esfera da vida privada era ditada e controlada pelo Estado, o deus no marxismo, e não se podia pensar diferente, criticar, debater. A perseguição religiosa foi intensa, e o ateísmo, imposto à população, em maior ou menor medida conforme o país. Toda a produção humana (trabalho, pesquisa, artes, esportes, etc) serviam aos interesses estatais. É verdade que as políticas governamentais combatiam o desemprego, asseguravam moradia, facilitavam o acesso à escola, dentre outros benefícios. Porém, obtido o mínimo, era impossível ir além. O salário e as perspectivas profissionais do mais dedicado trabalhador de uma empresa (estatal, naturalmente) eram os mesmos de seu colega mais preguiçoso e desinteressado, portanto até o caráter igualitário do regime mostrava-se injusto. As conquistas dos grandes atletas e cientistas das nações socialistas exaltavam apenas aos seus governos. Não havia individualidade, projetos pessoais ou familiares, alegrias, esperanças ou expectativas, a menos que alguém se realizasse no Estado.
 
O socialismo fracassou miseravelmente, embora a fórmula de Karl Marx tenha sido implantada à risca. O colapso econômico experimentado por todos os países socialistas (exceto a China, que, sob a mão de ferro da ditadura, mudou-se gradualmente em economia capitalista), evidencia a falência daquele malfadado regime. Mas o fracasso não foi apenas econômico. As sociedades marxistas ruíram em corrupção, alcoolismo, prostituição e vários outros vícios, à medida que o povo infeliz daquelas nações buscava desesperadamente uma válvula de escape ao vazio de suas existências entediantes. Presos – literalmente, pois só era possível sair de lá com autorização do governo, em caso especialíssimos e por pouco tempo – sem Deus, sobrevivendo com o básico ou menos que isso, sonhavam com o fim de um pesadelo totalitário, o que, felizmente, já ocorreu, exceto em uns poucos lugares como a Coreia do Norte e Cuba.
 
O fato é que não há projeto humano ou ideologia que possa trazer justiça e redenção à humanidade. Os males sociais não têm origem em um grupo, seja a burguesia, latifundiários ou outro qualquer; a sociedade não se divide simplesmente em vítimas e algozes. Todos pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3:23), e o oprimido de hoje pode facilmente se tornar o opressor de amanhã. Toda dor, sofrimento e injustiça provêm do pecado, que é a recusa do ser humano em amar a Deus e ao próximo. Assumindo uma postura rebelde contra Deus e Seus valores bíblicos de justiça perfeita, logo o homem passa a cobiçar, roubar, matar e adulterar. Isso é fato comprovado em todas as tribos, povos e nações desde o princípio até hoje. Quem discorda, por favor, mostre-nos uma única exceção!
 
A redenção da humanidade somente se consumará quando o Reino de Deus se manifestar a nós, com a vinda de Cristo em glória. Mas até lá podemos sim, viver antecipadamente uma parte das bênçãos vindouras, à medida que nos rendemos a Cristo Jesus, reconhecendo-O como nosso Senhor e Salvador. Só então temos o perdão de nossos pecados, a paz e alegria duradoura, que não existem fora de Deus. E então, transformados pelo Espírito Santo, passamos a amar a reta justiça e odiar o pecado. Tornamo-nos instrumentos de graça, não mais de maldade e injustiça! Além disso, recebemos uma nova família, a Igreja de Cristo, na qual há comunhão em amor.
 
Sim, há mentirosos, hipócritas e gananciosos no meio da Igreja, e o Senhor Jesus nos alertou antecipadamente sobre os tais, chamando-os de “joio”. Existe também muita doutrina de homens, não bíblica, impura e nociva, misturada com a pura doutrina cristã expressa somente nas Escrituras. Mas há também um povo salvo por Deus, a verdadeira Igreja de Cristo, presente em diversas denominações cristãs espalhadas pelo mundo, e ali está a graça do Senhor, viva e presente. Só estes têm vida abundante, que governo nenhum pode proporcionar!
 
Você, meu amigo, minha amiga, que nos lê e tem procurado por uma vida melhor e uma sociedade mais justa, depositando sua esperança no socialismo, que hoje se apresenta sob nova roupagem (feminismo, luta pela legalização das drogas, movimento GLBTS, ateísmo militante, antissemitismo, etc), responda honestamente, para si mesmo(a): você já experimentou em seu coração uma paz e alegria duradoura, que não dependam das circunstâncias? Sabe o que é sentir-se pleno(a) sem a necessidade de nenhum estímulo externo, seja remédio, álcool, sexo, filme, música ou qualquer outro? Conhece o que é ser amado(a) e protegido(a) por algo maior que você, todos os dias? Se a sua resposta foi “não”, entenda que seus ideais socialistas nunca irão lhe proporcionar essas graças maravilhosas. O que você tanto anseia não pode ser conquistado pela força humana. Você precisa de Jesus Cristo! Procure conhece-Lo, leia a Bíblia, clame a Deus, busque-O de coração! Há um tesouro, algo realmente precioso pelo qual vale a pena viver; não se contente com nada menos do que isso! Que Deus o(a) abençoe nessa busca!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Ingratidão e idolatria

Em Jeremias 2:1-8, a Bíblia nos conta uma história de ingratidão. O povo israelita, a quem o Senhor amou e libertou da opressão no Egito, conduzindo-os de modo maravilhoso pelo deserto até Canaã, a terra prometida, esqueceu-se de Deus, voltando-se para os ídolos. Aquela mesma gente que experimentou o cuidado e a fidelidade divina, que derrotou inimigos mais fortes do que eles em circunstâncias milagrosas, logo se encheu de soberba. Imaginaram não depender mais da graça do Altíssimo, julgaram-se autossuficientes. A idolatria, que significa adorar obras das próprias mãos, foi o passo seguinte, a consequência natural. Ídolo é criação humana, é o homem adorando a si mesmo, através de um deus que lhe seja conveniente.
 
O ocidente “cristão” tem vivenciado o mesmo processo. Sendo gentios, fomos alcançados pela graça divina, por meio de Jesus Cristo. Deus nos fez Seu povo, e passamos a viver como Igreja, tendo a Sua Palavra como guia. Em diversas épocas o Senhor nos repreendeu, quando O negligenciávamos, fabricando nossos ídolos. Mas era correção amorosa, para o nosso bem, pois o Criador e Sustentador do universo sabe que, sem Ele, não iríamos longe. Ao mesmo tempo, Deus sempre nos chamava de volta, erguendo profetas, produzindo avivamentos, despertando-nos outra vez.
 
Hoje, vivemos em um tempo de tecnologia e conforto sem precedentes, num progresso que, além de ser favor divino, deve muito ao cristianismo (basta ver o grande número de universidades de origem cristã). E, mais uma vez, a soberba encheu-nos, e passamos a atribuir à nossa própria capacidade toda a fartura que possuímos. Por isso, quanto mais rica a nação, mais evidente é o processo de secularização. A cultura norte-americana e a europeia abraçam valores anticristãos, tais como o aborto, a eutanásia, a pornografia, o consumismo exacerbado e tantos outros, e nós, brasileiros, os seguimos de perto, como também o fazem outros povos latino-americanos.
 
Somos idólatras. Esquecemo-nos de Deus, e de como fomos até aqui sustentados e guardados por Ele. Nossos valores não são bíblicos, e nisso incluímos grande parte dos cristãos professos, frequentadores de igrejas. Não existe a preocupação de se viver conforme as Escrituras em todas as áreas da vida, a não ser em um grupo restrito de crentes. Adoramos ao Senhor com os lábios, e, contudo, tomamos para nós os ídolos de uma cultura secular pós-cristã e anticristã (o deus sexo, o deus dinheiro, etc), cultura esta incompatível com os valores do Reino de Deus. Também era assim em Israel e Judá, onde o povo adorava ao Senhor Jeová e a Baal ao mesmo tempo. E Deus rejeitava esse culto duplo, esse “coxear entre dois pensamentos”, como certamente rejeita o nosso!
 
Somos ingratos. Nossa ingratidão se torna flagrante quando desprezamos as instruções de Deus, julgando-nos mais sábios que a Bíblia, donos de nós mesmos, capazes de criar uma sociedade mais justa do que aquela planejada pelo Autor da vida. Essa ingratidão salta aos olhos, ao decidirmos que o consumismo é melhor que a moderação; a sensualidade, mais interessante que o pudor; a bebedeira e as drogas, melhores que a sobriedade; o aborto e a eutanásia, mais corretos que a valorização da vida; a sexualidade desregrada e sem limites, mais adequada que o casamento heterossexual e monogâmico; o enriquecimento imediato, melhor que o trabalho diligente e honesto; o feminismo (negação de QUALQUER diferença entre os sexos), mais virtuoso que os papeis bíblicos do homem e da mulher. Em tudo isso, rejeitamos Deus, o Seu Reino e a Sua justiça, enquanto desfrutamos de tantos bens e favores que Ele, graciosa e pacientemente, continua nos concedendo.
 
É hora de reavaliarmos nossas crenças e valores e nos arrependermos de nosso conformismo com o presente século, voltando-nos para Deus e Seus princípios imutáveis expressos nas Escrituras. Tenhamos consciência de quem o Senhor é, reconheçamos a Sua maravilhosa graça manifestada a nós em Cristo, pois este é o primeiro passo indispensável. E então, comparemos a beleza de Cristo com a futilidade e fugacidade dos ídolos contemporâneos. Quando atentarmos para essas verdades, louvaremos ao Senhor com corações jubilosos e cheios de gratidão, rejeitando como lixo tudo que ofende ao Seu caráter santo. Clamemos a Deus que, por Sua imensa bondade, abra os nossos olhos e nos restaure para Ele outra vez!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Eta Linnemann – Um testemunho da graça de Deus

Se pensássemos em termos de lógica humana, a teóloga alemã Eta Linnemann (1926 – 2009) jamais se tornaria uma crente autêntica, tampouco uma defensora da inerrância bíblica. Nascida e criada no seio da Igreja Luterana da Alemanha, durante a infância frequentava uma pequena comunidade, precariamente atendida por jovens pastores iniciantes, e na adolescência teve aulas de confirmação com um ministro o qual, segundo a própria Eta, “não era nascido de novo”. Ao final da Segunda Guerra Mundial, profundamente insatisfeita com a frieza na igreja da qual era membro, a jovem Eta Linnemann teve seu primeiro contato com um pastor verdadeiramente crente, que lhe falou sobre conversão. Aquele ensino a despertou para o Evangelho, levando-a a ler a Bíblia diariamente, e logo sentiu desejo de estudar Teologia. Com isso, matriculou-se na Universidade de Marburg, onde vivenciou experiências que afetariam radicalmente a sua vida.
 
Marburg significava Rudolf Bultmann”, conforme ela mais tarde sintetizou. O pensamento de Bultmann, famoso teólogo da neo-ortodoxia (na verdade, neoliberalismo) que rompera com Karl Barth, imperava naquela Universidade, como em muitas na Alemanha. Ou, em outros termos, ali reinava o método histórico-crítico de interpretação bíblica, e naquele ambiente Eta Linnemann teve sua formação teológica, sendo aluna dos mais renomados teólogos adeptos desta corrente interpretativa, notavelmente liberal. Um momento marcante para a jovem aluna foi a aula em que o próprio Rudolf Bultmann, comentando 1Coríntios 15:3-4 (“que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”), afirmou: “aqui, Paulo não está no normal de sua teologia, porque está falando da ressurreição de Jesus Cristo como se fosse um fato histórico”. Com tais palavras, o mestre procurava retirar do coração de Eta e demais alunos a crença na ressurreição do Senhor Jesus! Nos anos seguintes, os teólogos de Marburg, incluindo Bultmann, desconstituíram o ensino sobre vários outros pontos cruciais das Escrituras, afirmando claramente que diversas passagens eram mitos, ou adições indevidas de homens motivados por questões particulares de sua época e circunstância histórica. O lema era “ler a Bíblia como se Deus não existisse”!
 
Eta Linnemann foi aluna brilhante, concluindo seu doutorado sob a orientação de Rudolf Bultmann, tendo como tema uma crítica no Evangelho de Marcos, e em seguida tornou-se professora de Teologia, vindo a ser admitida na seleta Sociedade para Estudos do Novo Testamento, organização composta por destacados teólogos de orientação liberal. Porém, diante de um aparente sucesso, a teóloga Eta vivia em crescente frustração, convencida de que todo o seu estudo não a conduzira ao Senhor, nem sequer tinha utilidade na pregação do Evangelho. Então, ainda em Marburg, orientando alunos nas dissertações de conclusão de curso, teve o coração novamente aquecido ao ler a tese de um aluno que relatava milagres recentes acontecidos em igrejas na África. Como foi estarrecedora aquela notícia, para uma mulher que já não acreditava em milagres!
 
Alguns meses depois, ministrando em uma turma na qual alguns realmente demonstravam evidências de conversão, a professora Eta foi surpreendida com a notícia de que um pequeno grupo de alunos começara a orar por ela. Pouco depois, diante de insistentes convites de alunos para que participasse de reuniões de oração, Eta Linnemann compareceu a um desses encontros, onde percebeu um claro mover de Deus, que ela reconheceu como sendo a realidade da justificação pela fé em Cristo. Ela continuou frequentando reuniões como aquela, cada vez mais tocada pela mensagem da graça de Deus, até que, numa delas, diante do apelo feito pelo ministrante, para que, se alguém desejasse entregar a vida a Jesus, erguesse a mão, Eta percebendo a voz do Senhor, converteu-se ali mesmo. E, sinceramente arrependida de toda a sua experiência como teóloga bultmanniana adepta do método histórico-crítico, uma Eta Linnemann já convertida e totalmente transformada passou a frequentar a Escola Bíblica Dominical de uma igreja cristã, como aluna, com outros crentes de dezesseis a setenta anos de idade, disposta a aprender as verdades fundamentais do Evangelho!
 
Eta Linnemann foi expulsa da Sociedade para Estudos do Novo Testamento, o grupo de intelectuais de cunho liberal da Alemanha. Mas não deixou de ser professora universitária de Teologia. Desde sua conversão, a teóloga Eta, crente em Cristo Jesus, passou a defender a veracidade, confiabilidade e inerrância das Escrituras, tendo como um de seus alunos de doutorado o Rev. Augustus Nicodemus Lopes, pastor, professor e teólogo brasileiro igualmente defensor da supremacia bíblica. Além disso, Eta Linnemann escreveu livros nos quais reafirma a inerrância da Bíblia e contesta o método histórico-crítico. Duas de suas obras foram lançadas em português pela Editora Cultura Cristã: “A crítica bíblica em julgamento” e “Crítica histórica da Bíblia”.
 
A história de Eta Linnemann é um poderoso testemunho da graça de Deus e do poder do Evangelho para a salvação de pecadores. Desde a infância, frequentando uma denominação fria, burocrática, onde se vivia um cristianismo meramente formal, passando por uma escola de Teologia que, sem exagero, poderia ser descrita como um cemitério da fé cristã, esta mulher de Deus trilhou caminhos errantes, mesmo em um meio teoricamente cristão. Foi tentada em seu ego, o que é uma das mais formas de tentação mais perigosas e difíceis de se resistir. Tudo indicava que seria mais uma famosa e arrogante teóloga liberal, cercada por admiradores, aplaudida entre os intelectuais alemães e destinada à condenação eterna. Mas, pela sublime bondade do Senhor, tornou-se crente e fervorosa defensora da Palavra de Deus. Glórias sejam dadas ao Todo-Poderoso, que nos surpreende com Sua maravilhosa graça!
 
Fonte: “Testemunho de Eta Linnemann”, disponível em: http://mcapologetico.blogspot.com.br/2010/08/testemunho-de-eta-linnemann.html. “Augustus Nicodemus - O dilema do método histórico-crítico”. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Gvd2heRgGZs.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Pastores liberais, ovelhas dispersas

Qual é a razão que leva um ser humano a buscar Jesus Cristo? Essa não é uma pergunta de fácil resposta, mas poderíamos citar como possíveis causas a percepção da impotência humana frente aos males deste mundo, uma noção acerca das graves consequências do pecado, o anelo por paz e reconciliação com o Criador, a busca por um auxílio maior e duradouro, dentre outras. Na verdade, é o próprio Deus quem gera no homem o quebrantamento necessário, levando-o a clamar pelo Nome de Jesus. Todos os que vêm a Cristo o fazem motivados por questões espirituais elevadas, ainda que a princípio tenham pouca consciência disso.
 
Imaginemos que determinada pessoa, tomada por preocupações e anseios que o mundo não pode solucionar, e até desiludida com os falsos e traiçoeiros encantos mundanos, decidiu visitar uma igreja cristã. Essa pessoa já ouviu ou leu um pouco sobre a (verdadeira) mensagem do Evangelho, e percebeu nele algo novo, maravilhoso, sentindo-se cativada. Logo de início, descartou a possibilidade de buscar ajuda no catolicismo romano, pois, tendo sido criada naquela religião, tem consigo somente uma certeza, a de que a graça de Deus não se encontra na Igreja Católica Romana, a soberba denominação que se diz detentora exclusiva das chaves do Reino dos Céus. Além disso, sabe por experiência própria que, no catolicismo popular, Cristo é somente mais um, ao lado de milhares de santos e abaixo de Maria. Não, essa pessoa anela em conhecer o Messias, Filho do Deus vivo! E, por ouvir falar que nas igrejas evangélicas toda adoração é focada em Jesus, decidiu conhecer uma. O que ela nem imagina é que escolheu visitar uma denominação cujos pastores são ligados ao liberalismo teológico, em suas múltiplas facetas (neo-ortodoxia, teologia da libertação, etc).
 
Ao contrário das denominações calvinistas tradicionais, que afirmam claramente suas doutrinas fundamentais (os “cinco solas” e as confissões reformadas), ou das pentecostais, que divulgam abertamente sua crença na contemporaneidade dos dons do Espírito Santo, ou mesmo das neopentecostais, que expõem em faixas e enormes cartazes suas vergonhosas doutrinas de prosperidade, as igrejas liberais jamais declaram abertamente seus postulados. Deveriam, mas não o fazem. Com isso, alguém sedento da graça de Deus adentra num templo de denominação liberal, buscando um encontro com Cristo.
 
A celebração, em muitas coisas, se assemelha à de outras igrejas: cânticos, orações, leitura bíblica. A pregação não é empolgante, mas o ambiente por si só traz uma certa paz e consolo para quem teve experiências frustrantes lá fora. A simpatia e boa receptividade do pastor da pequena igreja é outra grata surpresa. E a ausência de imagens e outros objetos de idolatria é um bálsamo para quem foi criado no romanismo (só ex-católicos romanos, salvos por Cristo, têm ideia do que estamos falando!). Com isso, aquela pessoa continua frequentando os cultos.
 
E assim, a cada domingo, uma doutrina ímpia é, pouco a pouco, despejada em ouvidos e coração ingênuos, como veneno em conta-gotas. Lançam-se dúvidas quanto aos milagres de Jesus, Seu nascimento como obra extraordinária do Espírito Santo, Sua gloriosa ressurreição e segunda vinda iminente. A Bíblia é questionada como livro machista e homofóbico. O sobrenatural é tratado como superstição de tolos. Promove-se o ecumenismo como se fosse expressão da mais autêntica vontade de Deus. Mas, que Deus? Naquela igreja, fala-se tão pouco sobre Ele!
 
E o pecado? Ah, ali não se usa o termo “pecado”, nem esporadicamente! As desigualdades sociais típicas do capitalismo são atacadas com clareza enfática, e há uma preocupação em se promover obras sociais em asilos, creches e locais semelhantes, o que é algo nobre e importante. Mas cada um parece ser livre para frequentar os ambientes que bem entender, relacionar-se com quem e da forma que lhe parecer melhor. E quanto a anjos e demônios, isso parece ser assunto tacitamente proibido. Assim como qualquer menção a céu ou inferno, salvação ou condenação.
 
Com o tempo, aquela pessoa que um dia decidiu procurar uma igreja genuinamente cristã, deixa de frequentar os cultos. Desiludida, cheia de dúvidas, cansada de ouvir doutrina socialista misturada com um falso cristianismo não bíblico, despido de espiritualidade, frio, estéril. A sede por um encontro com o Deus vivo permanece, até porque jamais foi saciada. Haverá uma segunda chance? Provavelmente sim, pois o amor do Senhor é grande, e há de ser revelado àquela alma abatida. Mas, e quanto aos pastores daquela denominação morta? Homens e mulheres que se dispuseram a abraçar o ministério pastoral, mesmo sendo, no seu íntimo, agnósticos. Que continuam, domingo após domingo, discursando a partir de textos bíblicos, embora não creiam nos mesmos textos. E, seja no púlpito, em visitas aos membros ou no gabinete pastoral, levam a incredulidade e o desprezo pela santificação a tantas almas. Qual será o custo eterno dessa obra ímpia?
 
Você, pastor ou pastora de orientação liberal, que não crê na inerrância das Escrituras e duvida dos pontos mais básicos do cristianismo tradicional, preste atenção: repense a sua escolha ministerial! A Bíblia expressamente o(a) adverte que você há de enfrentar mais duro juízo e terá que prestar contas ao Senhor Jesus de cada ovelha entregue em suas mãos, e, embora você não creia nessas exortações, considere, por amor de sua alma, a possibilidade de você estar errado(a). Sua sensibilidade frente a questões sociais pode ser muito útil em diversos ramos profissionais, como a medicina sanitarista, serviço social, educação, pedagogia, psicologia, odontologia pública, terapia ocupacional e política, só para citar alguns. Você tem talentos que o(a) qualificam a servir à sociedade de modo exemplar! Mas saiba que você não deveria pregar o Evangelho, a menos que venha a fazê-lo em temor e tremor! Reflita nessas palavras, para o sem bem eterno. Não se faça um instrumento de dispersão das ovelhas de Cristo!













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