sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Igrejas imensas, Evangelho minúsculo

Dirigir e pastorear uma grande igreja, com dezenas de milhares de membros, sediada em um templo imenso e suntuosíssimo. Este é o sonho de muitos pastores, e, para vê-lo realizado, esforçam-se, montam estratégias, mobilizam pessoas, consultam especialistas, desgastam a si próprios ao extremo. Será que isso é plano de Deus e sinônimo de avanço do Reino dos Céus na terra? 

Ao observarmos o estado espiritual das denominações brasileiras em franco crescimento numérico, percebemos facilmente que a resposta é não. Tais igrejas não têm como marcas a sã doutrina, a promoção da santificação entre seus membros, o louvor quebrantado e cristocêntrico ou outras virtudes essenciais no Corpo de Cristo. Ao contrário, a pregação torna-se mais superficial a cada culto, as canções entoadas ali são humanistas, os requisitos para a admissão de novos membros são afrouxados dia após dia, as heresias florescem. 

Além disso, a soberba frequentemente se apodera do coração dos pastores dirigentes dessas igrejas. Seus planos de crescimento numérico tornam-se absurdamente ambiciosos, cercam-se de luxo e glamour, querem ocupar espaço na mídia (principalmente na TV), flertam com a política e, não raro, tomam para si o título de “apóstolos”, o que só evidencia seus rasos conhecimentos teológicos. Muitos passam a rechaçar seus críticos, desprezando até as exortações mais justas e biblicamente fundamentadas.

Bom seria se o tamanho dos templos fosse limitado, a fim de não comportar uma quantidade exagerada de pessoas. Por exemplo, mil lugares no salão principal, onde os cultos são realizados. Assim, à medida que mais almas fossem ganhas para Cristo, outros templos seriam erguidos em bairros diferentes, sempre respeitando a capacidade máxima proposta. As construções deveriam ser sóbrias, evitando a ostentação desnecessária e indesejável. 

Os salários dos pastores deveriam ser limitados. Ninguém, nem mesmo o pastor presidente, teria um ganho exagerado, semelhante às remunerações do primeiro escalão dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estaduais e federais. Pois raramente um ser humano não se ensoberbece quando mora numa mansão enorme, dirige os automóveis mais caros e imponentes, veste-se com roupas das melhores grifes e frequenta os ambientes mais chiques e sofisticados. Essas coisas são ciladas para os servos de Cristo, impróprias para quem se considera um peregrino e forasteiro nesse mundo. 

Os poderes dos pastores presidentes deveriam ser limitados, e jamais concentrados somente neles. Todas as decisões importantes numa igreja precisam ser tomadas em equipe, não faz sentido a existência de uma espécie de “papa evangélico”, assentado num trono. O poder corrompe o homem, assim como a fama e o dinheiro. Algumas denominações chegam ao cúmulo de colocarem outdoors com fotos do seu líder fundador em todas as congregações, bem na entrada dos templos! Isso não pode acontecer no Corpo de Cristo, em hipótese nenhuma! 

Finalmente, nenhum pastor deveria comprometer a saúde espiritual da igreja, visando o aumento do número de membros. Não existe insensatez pior do que diluir a mensagem do Evangelho, omitir as exigências de renúncia feitas pelo Senhor Jesus, deixar de alertar as pessoas sobre a gravidade do pecado e o futuro juízo de Deus contra o mundo, apenas para agradar e atrair mais gente. Ai dos líderes que pregam falsas boas-novas! Melhor seria pastorear uma pequena igreja com trinta adoradores, salvos e transformados pelo poder do Altíssimo, do que liderar uma denominação com trinta mil falsos convertidos. Pastores, pensem nisso, e, se necessário, revejam seus sonhos e projetos, conformando-os ao padrão de Deus!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Como é difícil evangelizar um neopentecostal!

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Quando o Senhor Jesus proferiu estas palavras, não falava a gentios, mas aos fariseus, que consideravam a si próprios fiéis servos de Deus. Aliás, a Bíblia nos mostra quão endurecidos de coração eram os religiosos do judaísmo naqueles tempos, e como a igreja primitiva, depois do Pentecostes, obteve maior aceitação entre os povos não judeus do que perante os descendentes de Abraão. 

Evangelizar é uma tarefa árdua, pois o ser humano, caído e totalmente apartado da glória de Deus, não é capaz de render-se a Cristo, a menos que o Espírito Santo intervenha de modo sobrenatural, abrindo os olhos espirituais dos incrédulos. Convencer alguém a abraçar uma religião não é difícil; o problema é fazer um homem entender que precisa desesperadamente de um Salvador. Pior ainda é tentar explicar a um evangélico neopentecostal que este provavelmente ainda não foi salvo. 

As denominações neopentecostais, adeptas da nefasta “teologia da prosperidade”, divulgam um falso evangelho, completamente diferente do Evangelho de Jesus Cristo. A mensagem, basicamente, é a seguinte: “venha para a nossa igreja e todos os seus problemas serão resolvidos”. Quem não se interessaria por semelhante proposta? Então, durante os cultos, ensinam que a pessoa deve passar por um processo de libertação (no qual o pastor expulsará os demônios da pobreza, ou da enfermidade, ou do vício, ou do desemprego, etc), repetir uma oração pronta “aceitando Jesus”, tornar-se membro daquela denominação e ofertar o máximo de dinheiro que puder (e também o que não puder, incluindo o que não possuir). 

Desde então, a pessoa, devidamente integrada à comunidade “evangélica”, imagina ter passado das trevas para a luz, tornando-se filha do Deus vivo. Sem arrependimento de pecados, nem novo nascimento, tampouco vida de santificação – etapas absolutamente essenciais na caminhada cristã. Não bastasse tudo isso, o membro de denominação neopentecostal aprende, culto após culto, a desprezar o estudo bíblico sério e aprofundado, substituindo-o pelo simples uso de versículos bíblicos isolados, totalmente descontextualizados, terrivelmente distorcidos, com o fim de justificar as heresias e abusos da “teologia da prosperidade”. 

Como explicar para alguém nessa condição que é preciso se arrepender e crer no Evangelho? Normalmente tais pessoas são ex-católicos romanos, os quais abandonaram um estilo de idolatria e imaginam que agora pertencem a Cristo. Não percebem, mas houve somente uma troca de ídolos. Aparecida foi substituída por Mamom; as imagens de escultura deram lugar aos amuletos “evangélicos”; o terço foi trocado pelas campanhas de sete semanas; e, em lugar do papa, o papel de líder infalível e acima do bem e do mal passou a pertencer ao “bispo”, “apóstolo” ou “missionário”. Continuam cegos, sem discernimento, perdidos, pois invocam o Nome de Jesus mas nunca se submeteram ao Seu senhorio. 

Somente um milagre de Deus pode salvar uma pessoa, seja quem for. O homem natural vive separado de Deus, pois todos pecaram. Não há distinção. Mas expor o reto Evangelho, puro, bíblico, não falsificado, apto a salvar, para os neopentecostais é uma missão especialmente difícil porque os líderes destes provocaram um estrago grande demais. A própria Bíblia foi deturpada, as promessas do Senhor foram transformadas em objeto de comércio, multiplicou-se o ego e a cobiça dos membros. Todos os conceitos referentes à salvação precisam ser quebrados e reconstruídos nas mentes de multidões. Ah, Senhor, dá-nos graça sobre graça, ou uma geração inteira perecerá!

domingo, 27 de setembro de 2015

Uma igreja que agrada a Deus (segundo Jesus)

As sete cartas às igrejas da Ásia menor, contidas nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, são autênticos tesouros para a noiva do Cordeiro. Nelas encontramos uma síntese de tudo o que agrada ao Senhor Jesus, e também das coisas que mais O ofendem. Ali lemos palavras de consolo, incentivo, exortação, além de promessas gloriosíssimas. A mensagem de Cristo aos anjos das sete igrejas é completa e perfeitamente apta para direcionar as denominações cristãs de todos os lugares e épocas. 

Hoje, pastores e demais líderes preocupam-se grandemente em como satisfazer as necessidades das pessoas. O homem é o centro, isso fica claro na decoração do templo, no tema das pregações, nas músicas de louvor, no formato das reuniões, na aparência e linguajar de quem está no púlpito. Mas, se nós atentarmos para os elogios feitos pelo Senhor nas sete cartas, teremos uma fiel descrição de como deve ser uma igreja que agrada a Deus. Por isso, aqueles que desejam a aprovação do Mestre precisam deixar de lado as fórmulas de crescimento numérico tão exploradas atualmente e voltarem sua atenção às palavras d'Ele. É o que faremos desde já. 

A Éfeso, disse Jesus: “Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar os homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. (…) Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio”. 

Na carta a Esmirna, assim lemos: “Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico)”. A Pérgamo disse o Senhor: “Conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós”. Para Tiatira, são estes os elogios: “Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras”. 

Na carta a Sardes podemos ler: “Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas”. Finalmente, a Filadélfia, disse Jesus: “Conheço as tuas obras (…) que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. (…) guardaste a palavra da minha perseverança”. A Laodiceia o Senhor não tem um único elogio, por isso não há o que citar. 

Com base no que foi lido, temos condições de descrever a igreja que agrada a Deus. Ela deve reunir as seguintes características, conforme o próprio Jesus: trabalhar incansavelmente em favor do Reino do Senhor; não tolerar passivamente qualquer novidade de doutrina, mas submeter tudo ao crivo da Bíblia; repudiar heresias e hereges; perseverar no Caminho, mesmo em meio a lutas e provações; buscar os tesouros espirituais, e não os materiais; estimar supremamente o nome de Cristo (o das Escrituras!) e não negar a fé, ainda que sob risco de morte; amar intensamente; crer de todo coração; doar-se em favor do próximo; crescer em obras a cada dia; viver em santidade, não se contaminando pelo pecado; obedecer à Palavra de Deus; manter-se firme mesmo sem ter forças próprias. 

É fácil? De maneira nenhuma! Essas coisas exigem entrega, negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir o Senhor. O modelo de Cristo é o do discipulado radical, implica em tornar-se um peregrino nesse mundo e viver com os olhos voltados para o céu. As cartas de Apocalipse 2 e 3 expõem o contraste gritante entre as denominações contemporâneas e a autêntica noiva do Cordeiro, humilham-nos, evidenciam a futilidade do nosso estilo de vida. Ah, como somos mundanos, tolos, diferentes dos santos do passado! Que Deus tenha misericórdia de nós, abra os nossos olhos espirituais e ponha os Seus imutáveis valores em nossos corações!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Carta ao povo evangélico brasileiro

Prezado amigo batizado e membro de denominação evangélica, O segmento evangélico vem experimentando um expressivo crescimento nas últimas décadas em nosso país. Projeções recentes concluem que já somos aproximadamente cinquenta milhões, ou seja, um quarto da população. Tais dados têm provocado mudanças outrora inimagináveis, por exemplo, a existência de uma numerosa bancada evangélica no Congresso Nacional e as constantes visitas de políticos às igrejas em época de eleição. Muitos irmãos vibram com todas essas coisas, considerando-as um claro sinal da bênção e aprovação de Deus. 

Entretanto, antes de comemorarmos devemos consultar a Bíblia, nossa única regra de fé e prática, pois somente ela pode nos mostrar se esse aumento da população evangélica de fato agrada ao Senhor. E, para surpresa (e decepção) da maioria dos irmãos, a Palavra de Deus demonstra claramente que nós, os crentes brasileiros, temos razões para lamentarmos e nos envergonharmos diante dos números acima. Se alguém discorda, leia os argumentos seguintes e tire suas próprias conclusões. 

Logo de início, saibamos que a presença de milagres (curas, etc) e expulsão de demônios, tão comuns nos cultos das maiores denominações brasileiras, não garantem a aprovação do Senhor. Basta relembrarmos as palavras de Jesus em Mateus 7:22-23: “Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”. Se você, caro amigo, pensa que a sua igreja está no centro da vontade do Senhor porque o “bispo”, o “apóstolo” ou o “pastor” opera esses sinais, entenda que isso não basta. 

Em segundo lugar, lembremos que a prosperidade financeira também não é garantia da aprovação de Deus. A igreja de Laodiceia era próspera, imaginava que o Senhor Se agradava dela, mas eis a mensagem de Cristo para aquele povo: “... estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Apocalipse 3:16-17). Além disso, a constante busca da prosperidade em quase todas as denominações evangélicas atuais tem se tornado uma perigosa armadilha para os seus membros. “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição” (1Timóteo 6:9). 

Se temos visto milagres e prosperidade, mas essas coisas não significam saúde espiritual, como saberemos qual é o real estado da igreja aos olhos do Senhor? Em Mateus 5:13-16, Cristo nos ensina: “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo. Assim, brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. Semelhantemente, lemos em 1Pedro 2:11-12: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra conta a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação”. As duas passagens bíblicas citadas falam do comportamento dos crentes perante a sociedade, e são úteis para nos avaliarmos. 

Será que a atual geração de evangélicos tem sido luz para o Brasil? Qual é o testemunho público dos que professam a Cristo como Senhor? Há diferença clara entre os crentes professos e o restante da população, no que se refere ao modo de trabalhar, estudar, falar, vestir-se, utilizar o tempo e os recursos financeiros, conviver em família, socorrer os mais necessitados? Precisamos admitir que a resposta é negativa, o modo de viver dos membros de denominações evangélicas é praticamente o mesmo dos incrédulos. Não influenciamos a sociedade em nada, aliás o aumento no número de evangélicos não impediu o crescimento da criminalidade e de toda sorte de vícios em nosso país. As famílias brasileiras estão mais desestruturadas a cada dia, o consumo de drogas e a violência são alarmantes, os valores morais estão em ruínas, e vinte e cinco por cento dos brasileiros consideram-se servos de Cristo. Algo está errado! 

Outros dois textos bíblicos, em João 13:35 e João 17:21, nos mostram quais são as marcas dos verdadeiros crentes, pelas quais o mundo nos reconheceria como discípulos do Senhor. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”; “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”. Se os evangélicos brasileiros amassem uns aos outros intensamente e tivessem um só pensamento, a sociedade brasileira nos veria com outros olhos, e muitos creriam no Senhor Jesus. Mas a dura verdade é que as multidões evangélicas deste país não têm esse amor. Ao contrário, quase todos buscam seus próprios interesses, as divisões e contendas são frequentes e boa parte dos líderes de certas denominações chegam a assediar os membros das outras igrejas, ao invés de evangelizarem os perdidos. Portanto, além de não sermos luz, falta-nos amor pelos próprios irmãos! 

Há no Brasil um povo santo, genuinamente convertido, submisso à Bíblia, que reconhece a Jesus como único Senhor e Salvador? Sim, graças a Deus. Porém, existe uma enorme diferença entre declarar-se evangélico numa pesquisa do IBGE e ser um filho remido do Senhor. Conforme as estatísticas somos cinquenta milhões de evangélicos, mas certamente não há nesta nação um exército de cinquenta milhões de crentes nascidos de novo – se houvesse, nosso país não estaria mergulhado num caos moral. Logo, as igrejas evangélicas brasileiras estão cheias, não de ovelhas, mas de bodes; não de trigo, mas de joio. O crescimento do povo evangélico é artificial, muitos são atraídos para os cultos sem serem atraídos a Cristo. Isso significa que o Evangelho não vem sendo pregado nos púlpitos, e sim um falso evangelho, que agrada a multidões de não regenerados. Ou alguém tem outra explicação para esse estranho fenômeno, igrejas lotadas e Reino de Deus quase vazio? 

Prezado amigo, examine-se a si mesmo! Você é um dos poucos cristãos autênticos, remidos e lavados pelo sangue de Cristo, ou está entre as dezenas de milhões de evangélicos professos que não conhecem a Deus? Seu nome consta no Livro da Vida do Cordeiro, ou apenas figura no rol de membros de uma denominação dita evangélica? Releia os textos aqui descritos e reflita seriamente se você é luz que brilha no mundo, mediante um comportamento marcado pela santidade e por um profundo amor aos irmãos. O que os seus familiares, vizinhos, colegas de trabalho ou de escola pensam a seu respeito? Como é o seu relacionamento com os outros crentes, e o quanto você se doa em favor deles? Esse é um teste crucial, pois refere-se ao seu destino eterno! Se você for reprovado nele, sua condição espiritual não é nada boa, lamentavelmente. Talvez você necessite desesperadamente de salvação, que é obra sobrenatural da graça do Senhor. Pondere nessas palavras hoje, enquanto a boa mão do Altíssimo ainda está estendida para resgatar e salvar. Que Deus o abençoe!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Concordamos com o pr. Ciro Zibordi em gênero, número e grau!

No dia 03/09 foi publicado no "Blog do Ciro", do renomado pastor Ciro Zibordi, o texto "Reformados ou não, sejamos - sobretudo - cristãos transformados", no qual o ministro assembleiano protesta contra as constantes trocas de insultos entre calvinistas e arminianos na Internet. Nas palavras dele, muitos "se digladiam cheios de soberba para ver quem humilha mais o seu oponente, tachando-o disto e daquilo", e por isso o autor do Blog exorta tais pessoas: "Ou será que vocês, que tanto se gabam de conhecer a verdade, ainda não nasceram de novo, visto que se comportam como carnais?". 

Que o texto do pastor Ciro seja usado por Deus para conduzir ao arrependimento tantos que têm agido mal, zombando de irmãos por quem Cristo morreu na cruz! Pois verdadeiros crentes podem defender suas posições teológicas sem insultarem outros servos do Senhor que pensam diferente. Basta lembrarmos o seguinte: John Owen, Jonathan Edwards, Charles Spurgeon, J. C. Hyle e D. Martyn-Lloyd Jones, entre tantos outros, aderiram ao calvinismo, enquanto John Wesley, Charles Wesley, Charles Finney, A. W. Tozer e David Wilkerson adotaram posições arminianas. Alguém se atreve a duvidar que tais homens foram cristãos autênticos, sinceramente dedicados ao Reino de Deus? 

Calvinistas (como o autor deste Blog) e arminianos, nossa luta é contra o diabo, o mundo e os falsos crentes! É tempo de nos unirmos em torno das verdades inegociáveis do Evangelho, expressas no Credo Apostólico e nos "Cinco Solas" da Reforma (Somente as Escrituras, Somente Cristo, Somente por Fé, Somente por Graça, Só a Deus Glória). Se concordamos nesses pontos fundamentais, isso significa que somos irmãos! Pensem nisso. Que o Senhor os abençoe!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Aos cristãos intelectuais, com carinho

Estas palavras são dirigidas aos crentes em Jesus Cristo, verdadeiramente renascidos do Alto pelo poder do Espírito Santo, que têm um gosto especial por literatura, música refinada, cinema, teatro, artes plásticas, filosofia ou outras formas de expressão do pensamento humano. Pessoas aqui chamadas “cristãos intelectuais”. Se você se é um deles, por favor leia o presente texto com atenção, pois foi escrito em temor e quebrantamento. O Grande Deus pode lhe falar ao coração, caso Ele assim decida. 

O Senhor, por pura bondade, concede talentos aos homens, tanto justos como injustos, crentes ou descrentes. Pela graça comum de Deus, obras notáveis são produzidas e estão à nossa disposição. É tolice, legalismo, zelo sem entendimento, alguém querer impor aos cristãos regras do tipo: “só ouça músicas evangélicas, leia apenas livros evangélicos, assista somente a filmes evangélicos”, etc. A arte e o conhecimento podem nos levar a glorificar o Pai Celeste, mesmo quando não tratam de assuntos religiosos (por exemplo, uma canção que descreva as belas paisagens brasileiras, indiretamente exalta o Criador da natureza). Basta-nos uma só norma: “fazei tudo para a glória de Deus”. 

Entretanto, nem tudo nos convém. Nós, embora tenhamos o Espírito de Deus, ainda somos pecadores, sujeitos a fraquezas, e não devemos provocar a nossa velha criatura. A arte é feita para despertar emoções e provocar reações, que podem ser boas e úteis, ou más e destrutivas. Sendo assim, nossa obrigação é sermos criteriosos, evitando as obras de arte descaradamente ímpias – ainda que contenham linguagem poética, riqueza de timbres e melodias, beleza estética ou argumentação elaborada. Nosso bom gosto deve ir além, contemplando os valores do Senhor e de Seu Reino. “Não toqueis em coisas impuras”. 

Nisso alguns irmãos têm sido descuidados e até ingênuos, consumindo indiscriminadamente toda a produção de autores, compositores e artistas reconhecidamente talentosos. Sabem que a arte e cultura seculares usam e abusam de temas como fornicação, adultério, embriaguez, mentira, rebeldia, violência, roubo e muitos outros que a Bíblia chama de pecados, e mesmo assim não abrem mão do livro, filme, peça teatral, exposição artística ou CD produzidos com técnica apurada. Parecem crer que é possível aos cristãos assimilarem somente a beleza literária, o brilhantismo do enredo, a harmonia das cores, a qualidade musical, e não serem de modo algum atingidos pelos gritantes apelos aos desejos da carne contidos na maioria das obras. 

As coisas postas diante dos nossos olhos são como alimentos para a alma. Uma boa alimentação, fresca, leve e balanceada faz bem ao corpo, mas alimentos gordurosos, hipercalóricos, pobres em nutrientes e repletos de conservantes nos adoecem. Do mesmo modo, a arte nos faz bem, se nos inspira a louvarmos a Deus, ou nos adoece, quando desperta em nós os desejos mais ímpios. Paulo escreveu aos Filipenses: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Como poderemos cumprir esta ordem bíblica se constantemente nos expomos à maldade disfarçada em forma de boa produção intelectual? 

Meu irmão, minha irmã, talvez a sua vida espiritual esteja sem vigor, a leitura bíblica tenha se tornado mera repetição de conhecimento já adquirido, a oração não possua mais calor algum. Quem sabe você não ouve a voz de Deus há muito tempo, e, embora permaneça no Caminho, a alegria e o prazer em ser filho do Pai Celeste sumiram do seu coração. Você não cai em pecado, mas sempre é atormentado por pensamentos carnais, que lhe entristecem. A causa de todo o seu sofrimento pode estar na estante da sua sala ou do seu escritório particular, naquelas dezenas de obras as quais você ama, e estão, pouco a pouco, matando você! Pense nisso tudo, ore ao Senhor por discernimento e não hesite em deixar de lado tudo que o(a) afasta d'Ele! Lembre-se, a Bíblia é sua regra e o Espírito Santo, o seu guia. Que Deus o(a) abençoe!

domingo, 16 de agosto de 2015

25 sintomas de um crente desviado

(Adaptado do texto “Joe Thorn – 25 marcas de um cristão desviado”, publicado no site Voltemos ao Evangelho. Disponível em: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/12/joe-thorn-25-marcas-de-um-cristao-desviado/">http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/12/joe-thorn-25-marcas-de-um-cristao-desviado/) 

1. Quando a oração deixa de ser uma parte vital de sua vida. 
2. Quando você se dá por satisfeito com o seu conhecimento bíblico e já não procura conhecer mais da Palavra de Deus. 
3. Quando o seu conhecimento bíblico é tratado como um fato externo e não como algo a ser aplicado em sua própria vida. 
4. Quando o anelo pelas coisas eternas não ocupa mais a sua mente. 
5. Quando você não tem mais prazer nos cultos da igreja. 
6. Quando discussões espirituais profundas tornam-se um constrangimento para você. 
7. Quando os esportes, a recreação e o entretenimento são a parte mais importante em seu estilo de vida. 
8. Quando você peca em ações e pensamentos e isso não traz peso e revolta em sua consciência. 
9. Quando as aspirações por uma santidade semelhante à de Cristo param de dominar sua vida e seu pensamento. 
10. Quando a aquisição de dinheiro e bens materiais se torna uma parte dominante de seu pensamento. 
11. Quando você consegue cantar hinos de louvor e dizer coisas a respeito de Deus sem que isso lhe toque o coração. 
12. Quando você não se sente indignado ao ouvir o nome do Senhor sendo tomado em vão e não se importa que questões espirituais sejam ridicularizadas ou tratadas de forma frívola. 
13. Quando você consegue assistir a filmes e programações de televisão degradantes e ler literaturas imorais. 
14. Quando rixas entre os irmãos não são motivo de preocupação para você. 
15. Quando a menor desculpa parece suficiente para afastar você do culto, oração, leitura da Bíblia e outros deveres espirituais. 
6. Quando você fica satisfeito com sua falta de poder espiritual e não busca ser renovado. 
17. Quando você desculpa seu próprio pecado e preguiça dizendo que o Senhor o entende. 
18. Quando não há mais música em sua alma e em seu coração. 
19. Quando você se ajusta alegremente ao estilo de vida do mundo. 
20. Quando a injustiça e a miséria humana existem ao seu redor e você não faz nada para aliviar o sofrimento dos outros. 
21. Quando a sua igreja caiu em declínio espiritual e a Palavra de Deus não é mais pregada ali com poder e você não se importa com isso. 
22. Quando a condição espiritual do mundo declina ao seu redor e você não consegue nem perceber isso. 
23. Quando você está disposto a enganar seu empregador. 
24. Quando você se acha rico em graça e misericórdia e se maravilha com sua própria piedade. 
25. Quando suas lágrimas estão secas e a realidade espiritual dura e fria de sua existência não é suficiente para quebrantar você.