terça-feira, 9 de julho de 2013

Pastores liberais, ovelhas dispersas

Qual é a razão que leva um ser humano a buscar Jesus Cristo? Essa não é uma pergunta de fácil resposta, mas poderíamos citar como possíveis causas a percepção da impotência humana frente aos males deste mundo, uma noção acerca das graves consequências do pecado, o anelo por paz e reconciliação com o Criador, a busca por um auxílio maior e duradouro, dentre outras. Na verdade, é o próprio Deus quem gera no homem o quebrantamento necessário, levando-o a clamar pelo Nome de Jesus. Todos os que vêm a Cristo o fazem motivados por questões espirituais elevadas, ainda que a princípio tenham pouca consciência disso.
 
Imaginemos que determinada pessoa, tomada por preocupações e anseios que o mundo não pode solucionar, e até desiludida com os falsos e traiçoeiros encantos mundanos, decidiu visitar uma igreja cristã. Essa pessoa já ouviu ou leu um pouco sobre a (verdadeira) mensagem do Evangelho, e percebeu nele algo novo, maravilhoso, sentindo-se cativada. Logo de início, descartou a possibilidade de buscar ajuda no catolicismo romano, pois, tendo sido criada naquela religião, tem consigo somente uma certeza, a de que a graça de Deus não se encontra na Igreja Católica Romana, a soberba denominação que se diz detentora exclusiva das chaves do Reino dos Céus. Além disso, sabe por experiência própria que, no catolicismo popular, Cristo é somente mais um, ao lado de milhares de santos e abaixo de Maria. Não, essa pessoa anela em conhecer o Messias, Filho do Deus vivo! E, por ouvir falar que nas igrejas evangélicas toda adoração é focada em Jesus, decidiu conhecer uma. O que ela nem imagina é que escolheu visitar uma denominação cujos pastores são ligados ao liberalismo teológico, em suas múltiplas facetas (neo-ortodoxia, teologia da libertação, etc).
 
Ao contrário das denominações calvinistas tradicionais, que afirmam claramente suas doutrinas fundamentais (os “cinco solas” e as confissões reformadas), ou das pentecostais, que divulgam abertamente sua crença na contemporaneidade dos dons do Espírito Santo, ou mesmo das neopentecostais, que expõem em faixas e enormes cartazes suas vergonhosas doutrinas de prosperidade, as igrejas liberais jamais declaram abertamente seus postulados. Deveriam, mas não o fazem. Com isso, alguém sedento da graça de Deus adentra num templo de denominação liberal, buscando um encontro com Cristo.
 
A celebração, em muitas coisas, se assemelha à de outras igrejas: cânticos, orações, leitura bíblica. A pregação não é empolgante, mas o ambiente por si só traz uma certa paz e consolo para quem teve experiências frustrantes lá fora. A simpatia e boa receptividade do pastor da pequena igreja é outra grata surpresa. E a ausência de imagens e outros objetos de idolatria é um bálsamo para quem foi criado no romanismo (só ex-católicos romanos, salvos por Cristo, têm ideia do que estamos falando!). Com isso, aquela pessoa continua frequentando os cultos.
 
E assim, a cada domingo, uma doutrina ímpia é, pouco a pouco, despejada em ouvidos e coração ingênuos, como veneno em conta-gotas. Lançam-se dúvidas quanto aos milagres de Jesus, Seu nascimento como obra extraordinária do Espírito Santo, Sua gloriosa ressurreição e segunda vinda iminente. A Bíblia é questionada como livro machista e homofóbico. O sobrenatural é tratado como superstição de tolos. Promove-se o ecumenismo como se fosse expressão da mais autêntica vontade de Deus. Mas, que Deus? Naquela igreja, fala-se tão pouco sobre Ele!
 
E o pecado? Ah, ali não se usa o termo “pecado”, nem esporadicamente! As desigualdades sociais típicas do capitalismo são atacadas com clareza enfática, e há uma preocupação em se promover obras sociais em asilos, creches e locais semelhantes, o que é algo nobre e importante. Mas cada um parece ser livre para frequentar os ambientes que bem entender, relacionar-se com quem e da forma que lhe parecer melhor. E quanto a anjos e demônios, isso parece ser assunto tacitamente proibido. Assim como qualquer menção a céu ou inferno, salvação ou condenação.
 
Com o tempo, aquela pessoa que um dia decidiu procurar uma igreja genuinamente cristã, deixa de frequentar os cultos. Desiludida, cheia de dúvidas, cansada de ouvir doutrina socialista misturada com um falso cristianismo não bíblico, despido de espiritualidade, frio, estéril. A sede por um encontro com o Deus vivo permanece, até porque jamais foi saciada. Haverá uma segunda chance? Provavelmente sim, pois o amor do Senhor é grande, e há de ser revelado àquela alma abatida. Mas, e quanto aos pastores daquela denominação morta? Homens e mulheres que se dispuseram a abraçar o ministério pastoral, mesmo sendo, no seu íntimo, agnósticos. Que continuam, domingo após domingo, discursando a partir de textos bíblicos, embora não creiam nos mesmos textos. E, seja no púlpito, em visitas aos membros ou no gabinete pastoral, levam a incredulidade e o desprezo pela santificação a tantas almas. Qual será o custo eterno dessa obra ímpia?
 
Você, pastor ou pastora de orientação liberal, que não crê na inerrância das Escrituras e duvida dos pontos mais básicos do cristianismo tradicional, preste atenção: repense a sua escolha ministerial! A Bíblia expressamente o(a) adverte que você há de enfrentar mais duro juízo e terá que prestar contas ao Senhor Jesus de cada ovelha entregue em suas mãos, e, embora você não creia nessas exortações, considere, por amor de sua alma, a possibilidade de você estar errado(a). Sua sensibilidade frente a questões sociais pode ser muito útil em diversos ramos profissionais, como a medicina sanitarista, serviço social, educação, pedagogia, psicologia, odontologia pública, terapia ocupacional e política, só para citar alguns. Você tem talentos que o(a) qualificam a servir à sociedade de modo exemplar! Mas saiba que você não deveria pregar o Evangelho, a menos que venha a fazê-lo em temor e tremor! Reflita nessas palavras, para o sem bem eterno. Não se faça um instrumento de dispersão das ovelhas de Cristo!













Imagem disponível em: www.creiaemjesus.com.br

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Uma nação que se orgulha no pecado

"O aspecto do seu rosto testifica contra eles; e, como Sodoma, publicam o seu pecado e não o encobrem. Ai da sua alma! Porque fazem mal a si mesmos" (Isaías 3:9)
 
O capítulo 3 do livro de Isaías descreve a terra de Judá prestes a ser abatida pelo SENHOR, por terem se multiplicado as iniquidades dos líderes, da elite e até mesmo do povo humilde. Em alguns pontos, a situação descrita pelo profeta nos lembra o contexto em que vivemos hoje (violência, exploração econômica, altivez da classe dominante, idolatria generalizada, etc); em outros, há notáveis diferenças. Uma das semelhanças entre a Judá daquela época e o Brasil de hoje é descrita no versículo 9. Como nos tempos de Isaías, nossa gente peca às claras, orgulhosamente, sem a mínima vergonha, ostentando e defendendo seu pecado predileto
 
Em nosso país, o pecado é publicado nos carnavais, pré-carnavais e carnavais temporãos, por um povo que se embriaga exibindo garrafas e latas de cerveja como troféus. Em conversas nos corredores de escolas e mesas de bares, por escarnecedores que se vangloriam em contar suas fornicações e as dos outros. Nas paradas do "orgulho gay”, onde o motivo de orgulho é viver o extremo oposto do casamento bíblico o qual ilustra a união mística entre Cristo e a Igreja. Nas marchas pela legalização da maconha, promovidas por estudantes universitários de classe média, que ocupam as ruas defendendo seu estilo de vida ocioso e irresponsável aos gritos, quando deveriam estar na sala de aula. Nos estádios de futebol, onde até o coro das torcidas transborda violência e linguajar torpe.
 
É publicado nas revistas eróticas, em ensaios fotográficos de mulheres famosas, que exibem a nudez de seus corpos, os quais deveriam ser apreciados unicamente pelos maridos delas. Nas telenovelas, que constroem audiência com base em temas inescrupulosos, tais como adultérios, corrupção, chantagens e prostituição. Em shows, teatros, filmes e exposições de arte, cada qual tentando superar o padrão de imoralidade vigente. Nos programas de humor que, incapazes de promover diversão criativa, apelam para a baixaria, trazendo à tona o pior do ser humano. Nas entrevistas divulgadas na TV, jornais e revistas, por entrevistadores que não têm vergonha de fazer perguntas sobre intimidade sexual, aborto, drogas e outros temas delicados, a entrevistados que, com naturalidade, respondem contando abertamente seus podres.
 
O povo brasileiro não somente peca, mas o faz explicitamente, sem receio, e até mesmo vangloriando-se em pecar. Não se consideram indecorosas todas essas práticas, e tantas outras que nem citamos. Ao contrário, vergonhoso é não pecar, segundo o senso comum. O pré-adolescente que não sai beijando menininhas nas festas, a moça que se mantém pura até o casamento, o jovem que não bebe, o profissional que não participa de conversas maldosas com seus colegas de trabalho; estes é que são zombados e malvistos, numa sociedade de valores invertidos.
 
Infelizmente, o pecado é inerente à natureza humana. A Bíblia nos assegura que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23), “pois não há homem que não peque” (2Crônicas 6:36), e “se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1João 1:8). Porém, o pecado é um mal, e deve ser combatido, não estimulado. Precisamos evitá-lo, e não o colocarmos diante de nossos olhos. Nossa sociedade perdeu toda noção de decência, e com isso está atraindo juízo de Deus para si. Mas nós, que cremos em Jesus Cristo e O confessamos como Senhor, temos o dever de nos distinguirmos radicalmente dessa geração perversa!
 
Portanto, haja em nós o pudor, a sobriedade e moderação! Sejam refletidas as palavras de nossa boca, e nossos pés não pisem ambientes impróprios; nossas irmãs em Cristo vistam-se decentemente, jamais atraindo olhares maliciosos para seus corpos; sejamos seletivos ao escolher filmes, CDs musicais, leituras e programas televisivos, rejeitando tudo que possa nos contaminar! Travemos uma luta feroz contra o pecado em nosso viver cotidiano! Que o Senhor nosso Deus nos dê graça de crescermos a cada dia na semelhança de Seu bendito Filho! E então seremos luz em nossos dias, para a glória d’Aquele que nos resgatou das trevas!

terça-feira, 2 de julho de 2013

A culpa é do governo!!!

Nos tempos em que Jô Soares mantinha um programa humorístico, havia umde seus personagens que, diante de qualquer problema e em toda situação, automaticamente bradava: “a culpa é do governo!”. É interessante essa postura, de lançar sempre a culpa no outro, especialmente naqueles que ocupam posições de autoridade, e mais ainda na liderança política, eximindo-se assim de sua própria parcela de responsabilidade.
 
Ao que tudo indica, essa triste síndrome impera entre os manifestantes que há várias semanas têm tomado as ruas – e agora, as estradas – do nosso país, protestando contra tudo, o que inclui queixas legítimas e universais, reivindicações particulares de cada grupo e até propostas inexequíveis ou aberrantes. Pois parece existir entre eles uma crença generalizada de que, se o governo quisesse, traria o paraíso à terra, erradicando toda espécie de mazelas desse Brasil. Por isso, a culpa só pode ser do governo!
 
Não nos interessa defender aqui nenhum prefeito, governador de Estado ou a presidente da República, como não pretendemos atacar nenhum deles. É certo de que nossos governantes cometem falhas, uns mais, outros menos, e também acertam, uns pouco, outros bastante. Tampouco é de nosso interesse retirar da população o direito de protestar pacificamente, pois a democracia é um bem a ser defendido e preservado. Se bem que nem todos têm sido pacíficos nos recentes protestos; alguns, ao contrário, não passam de vândalos criminosos, embora, felizmente, sejam minoria. Mas, como crentes, precisamos afirmar claramente que a própria sociedade brasileira está doente, e o mal que a domina não pode ser curado por nenhum político.
 
Nosso país sofre com uma multidão de desonestos, pobres ou ricos, que em tudo querem levar vantagem, usufruindo ilicitamente e às escondidas daquilo que não é seu, seja um simples lugar numa fila ou rios de dinheiro desviados da saúde pública. Padece com um sem-número de usuários de drogas, os quais se degradam e se fazem parceiros do crime, alimentando a gigantesca indústria do tráfico de entorpecentes, quando não se tornam eles mesmos criminosos, ao perderem toda noção de certo e errado pelo efeito devastador das drogas em seu caráter. Geme com milhões de lares destruídos por adultério, violência doméstica e outros males, tendo crianças indefesas como principais vítimas. Agoniza diante de uma cultura de pornografia, que impera na TV, nos bailes e em tantas manifestações populares, escravizando multidões e gerando os frutos mais vis.
 
O Brasil está enfermo, porque nesta nação Jesus Cristo não é reconhecido como Senhor. Embora as estatísticas apontem algo próximo de cinquenta milhões de “evangélicos”, a verdade é que, dentre esse grupo, apenas uma pequena parcela crê e vive o Evangelho. Pois ser crente significa ter temor no coração. Os filhos do Deus vivo procuram trabalhar e ganhar seu dinheiro honestamente, fazendo o bem através de seu trabalho. Pagam suas contas em dia, e, caso, por um problema externo, caiam em dívidas, empenham-se em quitá-las. Dominam os maus impulsos da carne, rejeitando a pornografia e o adultério. Sendo da sua parte, vivem em paz com todos os homens. Abominam a mentira e toda forma de trapaça. Repudiam os vícios, sejam jogos, álcool, drogas ou quaisquer outros. Fogem de ambientes de violência e promiscuidade. Não sonegam impostos. E, quando pecam (pois não há quem não peque), logo se arrependem, pedem perdão a Deus e, quando necessário, ao próximo, buscando prontamente abandonar seu erro. Não são melhores do que ninguém, mas a ação do Espírito Santo em seus corações os capacita a adotar esse estilo de vida santo.
 
Nós, crentes em Cristo Jesus, também sonhamos com um país melhor para se viver. Desejamos a graça de podermos andar nas ruas tranquilamente, sem risco de nos depararmos com criminosos violentos, dispostos a matar por uma pedra de crack. Ansiamos por escolas e hospitais públicos de excelente qualidade, emprego para todos, salários dignos. Queremos meios de comunicação livres de baixarias, e programação saudável e inteligente para toda a família. Dobremos então nossos joelhos, e clamemos a Deus que, por Sua tão grande misericórdia, traga a esta terra um avivamento bíblico, com dezenas de milhões de conversões genuínas! E não deixemos de dar bom testemunho, combater as heresias que só depõem contra a Igreja, zelar pela pureza doutrinária. Quanto à política, que tenhamos discernimento, votemos conscientemente e manifestemos nossa opinião dentro da lei e ordeiramente; certos, porém, de que governantes podem apenas implementar bons programas e medidas adequadas, mas jamais trarão os novos valores indispensáveis à nossa sociedade.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Lições das igrejas em Apocalipse

Os capítulos 2 e 3 do livro de Apocalipse nos apresentam sete cartas, enviadas pelo Senhor Jesus a sete igrejas na Ásia. Ali, o Senhor fala com clareza a respeito das qualidades que a Igreja precisa cultivar, e dos vícios que deve evitar, caso deseje agradar a Deus. É muito importante atentarmos para as lições daquelas igrejas, sobretudo num tempo em que os falsos mestres se multiplicam, e a grande maioria das denominações tem seguido preceitos e valores humanos, antibíblicos, heréticos. Suscintamente, podemos resumir assim as virtudes desejáveis e os defeitos a serem combatidos em nosso meio.
 
AS QUALIDADES QUE AGRADAM A DEUS
 
Labor cristão;
Perseverança;
Exercício do juízo à luz das Escrituras;
Firmeza nas provações;
Repúdio às heresias;
Sensibilidade à voz do Espírito Santo;
Humildade;
Postura de dependência no Senhor;
Firmeza doutrinária;
Amor;
Fé;
Pureza na pregação;
Observância da Palavra (guardar, e não somente ouvir);
Vigilância;
Santidade;
Fervor.
 
OS VÍCIOS QUE O SENHOR ODEIA
 
Perda do primeiro amor;
Aliança com os poderosos deste mundo;
Tolerância às heresias;
Tolerância à idolatria;
Tolerância aos pecados sexuais;
Ecumenismo/comunhão interreligiosa;
Desobediência, ausência de arrependimento;
Viver de aparências (ter nome de quem vive, estando morto);
Frieza, apatia;
Inobservância da Palavra (somente ouvir, e não guardar);
Orgulho;
Postura de autossuficiência;
Insensibilidade à voz do Espírito Santo;
Amor ao mundo;
Ausência de disciplina;
Desprezo pela santidade.
 
Este é o coração de Deus, Seu caráter e valores. Tudo que mais Lhe agrada, e também o que Ele repudia, estão expressos em dois capítulos da Bíblia, tão negligenciados no seio da própria Igreja. Mensagens claras e contundentes do Senhor Jesus, o qual está às portas, diretamente para nós. Exortações urgentes, ordens expressas, para revermos posturas e corrigirmos rumos hoje, enquanto é tempo!
 
Que nossas igrejas aprendam as lições das sete cartas de Apocalipse! Pastores e líderes, ouçam à voz do Mestre, humilhem-se diante d’Ele, arrependam-se! Sejam as palavras do Senhor Jesus mais valiosas do que os programas para crescimento de igrejas; haja menos preocupação em tornar a mensagem atrativa; saia o conformismo e dê lugar a uma zelosa obediência! Que nosso Deus tenha misericórdia de nós, pois estamos longe, muito longe de agradá-Lo como Seu povo!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

As manifestações contra o aumento nas passagens e a Palavra de Deus

Nas últimas semanas as principais cidades brasileiras têm sido tomadas por grandes manifestações populares. Partindo de São Paulo, onde um grupo de manifestantes protesta contra o aumento nas passagens de ônibus municipais, o movimento rapidamente cresceu, atingindo outros grandes centros, como o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, etc. A maioria dos participantes tem queixado de forma pacífica, mas um grupo minoritário insiste em usar métodos violentos, como depredar e incendiar bens. A polícia, por sua vez, é instruída a agir dentro da lei, embora haja denúncias de excessos por parte de alguns policiais.
 
Como crentes, nosso papel diante desses acontecimentos é, antes de qualquer outra coisa, conhecer o que Deus espera de nós, à luz da Sua inerrante Palavra. Analisar o discurso dos líderes desse movimento, e também a prática, ou o modo como externam suas ideias, a fim de nos posicionarmos biblicamente. E o que ali se verifica com clareza é a presença da extrema esquerda na liderança das manifestações. Grupos que desejam muito mais que um transporte público de boa qualidade a preços acessíveis. Ouça-os por quinze minutos, e dirão que todos os governantes instituídos, seja os do PT, PSDB, PR, PSB ou qualquer outro grande partido, deveriam ser igualmente combatidos. Defenderão o aborto e a legalização das drogas ilícitas, elogiarão o marxismo. Ouça-os mais, e ficará evidente a oposição deles contra o casamento e a família tal como Deus a instituiu, e contra todos os valores mais caros ao cristianismo.
 
Em 1Pedro 2:13-14, a Bíblia nos exorta: “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano, quer às autoridades, como enviadas por ele, tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem”. No mesmo sentido, em Romanos 13:1-2a: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus”. E eis a lição de Provérbios 24:21: “Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei, e não te associes com os revoltosos”!
 
Em suma, precisamos entender que cada prefeito, governador de Estado e a presidente da República foram eleitos e legalmente empossados; se um crente não estiver satisfeito com as administrações destes, que escolha outros nas próximas eleições, valendo-se da via democrática. Se um filho de Deus deseja manifestar opinião diversa da dos governantes, faça-o de forma legítima, dentro da lei. E, se deseja leis melhores, use os meios adequados, como os projetos de lei de iniciativa popular, constitucionalmente previstos. Ainda é possível expressar-se e ser ouvido neste país, graças a Deus!
 
O crente não precisa e nem deve ser politicamente ignorante. Pode discordar e manifestar-se, sempre com respeito às autoridades e dentro da lei. Mas deve evitar fazer-se presente em manifestações nas quais haja expressões de rebeldia, até para não ser injustamente reputado como rebelde. E, sobretudo, jamais, em hipótese alguma, deve associar-se com ímpios, que professam clara e evidente oposição aos princípios e valores cristãos. “Porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (2Coríntios 6:14b-15).











Imagem disponível em: www.noticias.uol.com.br

sábado, 15 de junho de 2013

Proposta aos adeptos da “teologia da prosperidade”

A “teologia da prosperidade” é a corrente dominante na Igreja Evangélica brasileira. As igrejas Universal do Reino de Deus, Internacional da Graça, Mundial do Poder de Deus, a maioria das denominações pentecostais menores e até setores consideráveis dentre as pentecostais maiores e mais antigas adotam essa forma relativamente recente de compreensão do Evangelho, que consiste basicamente nisso: todos aqueles que procurarem viver conforme os preceitos bíblicos, sobretudo dar o dízimo e ofertar generosamente, teriam direito às bênçãos de saúde, prosperidade material, sucesso profissional, dentre outras. Inclusive, poderiam determinar essas bênçãos, cabendo a Deus a obrigação de concedê-las!
 
Essa “teologia” é tão comum em nosso país, que muitos (inclusive dentre os evangélicos professos) imaginam que é a única. Pensam que ser crente é obedecer à Bíblia e receber as promessas nela descritas, e até mesmo as que nem constam ali! Basta olharmos a programação dita evangélica na TV; quase todos os programas são de denominações “da prosperidade”.
 
Poderíamos argumentar longamente sobre o quanto a “teologia da prosperidade” é incoerente, antibíblica e ofensiva ao caráter de Deus. Também seria fácil citarmos um sem-número de escândalos e maus testemunhos por parte dos líderes desse movimento. Mas não faremos isso aqui. Antes, trazemos uma proposta aos adeptos de denominações que seguem essa linha de pensamento.
 
Propomos aos irmãos das igrejas mencionadas acima, aos que admiram Edir Macedo, Benny Hinn, R. R. Soares, Morris Cerullo, Valdemiro Santiago, Estevam e Sônia Hernandes, Mike Murdock, etc, algo muito simples. Leiam as Escrituras! Adquiram uma boa Bíblia de Estudo (a Shedd, por exemplo, que é bastante imparcial), um dicionário bíblico de qualidade, e estudem a Palavra de Deus, com o auxílio dos comentários de rodapé e do dicionário, quando necessário. Leiam-na de capa a capa, buscando compreender a essência do texto, tendo sempre em mente a regra áurea de que a Bíblia interpreta a si mesma, ou seja, uma passagem é esclarecida por outras. E orem, com toda a humildade e fervor, clamando ao Senhor que os dirija nesse diligente estudo!
 
Estudem com mais profundidade o Novo Testamento, vendo ali o cumprimento das promessas do Antigo Testamento. Atentem, sobretudo, para os discursos do Senhor Jesus. Permitam a si mesmos serem ensinados pelo Mestre a respeito das sublimes verdades do Evangelho do Reino de Deus! Meditem em oração! Percebam os princípios, mais do que os detalhes, refletindo sobre questões essenciais, como: quem é Deus, e qual o Seu caráter? Por que Cristo veio ao mundo e morreu numa cruz? Qual é o propósito de nossas vidas? Qual é o valor das Escrituras, e o que revelam? O que é a Igreja?
 
Cremos que não estamos propondo nenhum absurdo. Verdadeiros filhos de Deus se sentirão felizes em se aprofundar no conteúdo de Sua Palavra. Não temerão serem abalados em suas crenças mediante esse estudo, mas, ao contrário, terão a certeza de estarem mais firmes no Senhor. Isso é conhecer a Deus e prosseguir em conhecê-Lo!
 
Faça isso, meu irmão, minha irmã, debruce sobre as Escrituras, examinando-as cuidadosamente! Dedique meia hora do seu dia nesse estudo (provavelmente, seu tempo na TV ou internet deve ser bem maior que isso). E, se no futuro você entender que, de fato, os pressupostos da “teologia da prosperidade” estão corretos, então siga-os, consciente do que está fazendo. Mas não viva seu cristianismo no escuro, sem compreender bem a sua fé, com base apenas no que diz o seu pastor ou o seu tele-evangelista favorito, satisfeito em conhecer um punhado de versículos isolados. Vá além, e Deus lhe esclarecerá! Que Ele, o Todo Poderoso, seja o seu guia, guardando-o(a) na fé em Cristo todos os dias!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Pai, Filho, Espírito Santo... e Maria?!!!

A doutrina da Trindade, claramente expressa nas Escrituras em diversas passagens, tais como Mateus 28:19, 2Coríntios 13:13, 1João 5:7-8, Gênesis 1:1-3, João 3:5-16, Mateus 3:16-17, dentre várias outras, é uma verdade bíblica aceita por quase todos os cristãos professos, exceto os adeptos de umas poucas seitas. Se alguém perguntar a um católico romano a respeito da Trindade, este certamente declarará crer de todo coração nesse ensino. No entanto, e lamentavelmente, a fé trinitariana é somente uma teoria na Igreja Romana. A prática quase unânime entre católicos romanos, incluindo seus mais doutos teólogos, é a fé num quarteto, o Pai, o Filho, o Espírito Santo e Maria, todos estes com atributos divinos. Aqui citamos algumas provas desse tristíssimo fato.
 
O “Catecismo da Igreja Católica”, documento oficial que expõe a fé daquela igreja com vistas ao ensino de seus membros, a “ladainha de Nossa Senhora”, a “salve rainha” e a “ave Maria”, rezas adotadas oficialmente pela mesma igreja, os quatro “dogmas marianos” e outras fontes romanistas, atribuem a Maria uma série de títulos que somente Deus é digno de receber, tais como “Senhora”, “mãe de Deus”, “mãe da Igreja”, “nossa advogada”, “mediadora”, “rainha da paz”, “conselheira”, “torre de Davi”, “estrela da manhã”, etc. Vários desses títulos são cópias de descrições bíblicas do Senhor Jesus: Senhor (João 13:13), Filho de Deus (Romanos 1:4), o noivo da Igreja (Apocalipse 22:17), nosso Advogado (1João 2:1), o Mediador (1Timóteo 2:5), Príncipe da Paz, Conselheiro (Isaías 9:6), Raiz de Davi, Estrela da manhã (Apocalipse 22:16). Um famoso teólogo católico romano apregoava que Jesus governa somente o Reino da Justiça, mas Maria seria a governadora do Reino da Misericórdia!
 
Há situações recentes tão ou ainda mais graves. A ilustração padrão da romaria do “Pai Eterno”, em Trindade/Goiás, e do programa de TV de mesmo nome, retrata um quarteto, o Pai (representado por um homem idoso e calvo), o Filho, o Espírito Santo (na forma de uma pomba) e Maria no centro, coroada – uma clara insinuação de os quatro merecem adoração! Um abaixo assinado promovido na década de 1990 pelo americano Mark Miravalle, com milhões de assinaturas de católicos romanos em todo o mundo, solicitou ao papa que decretasse Maria “corredentora e mediadora de todas as graças”! O papa João Paulo II, falecido no início deste século, a chamou de “corredentora” várias vezes, e elegeu como lema de seu ministério: “tudo por Maria”! O frei e professor do Centro de Estudos Superiores em Belo Horizonte/MG, Jacir de Faria, chega a afirmar que Maria é o próprio Espírito Santo!
 
Esse fato é triste, sobretudo, porque Maria foi uma serva fiel de Deus, e jamais concordaria em ser igualada ao seu Senhor, e muito menos em obscurecer-Lhe o culto e adoração devidos. Certamente, aquela crente exemplar repudiaria, com todas as suas forças, essas práticas, e se recusaria veementemente a ser adorada como só o seu Deus merece ser adorado. Não estamos especulando, pois é isso que as palavras de Maria, registradas na Bíblia, comprovam inequivocamente! Eis o que ela mesma disse:
 
"Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (Lucas 1:38);
 
"A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva” (Lucas 1:46b 48a);
 
"Fazei tudo o que Ele [i.e. Cristo] vos disser” (João 2:5b).
 
Serva do Senhor, humilde, que apontava para Cristo, afirmando que a Ele é devida toda a obediência! Pena que os católicos romanos prestem tão pouca atenção às palavras daquela a quem chamam “Senhora”, levando em conta apenas o que homens falhos dizem a respeito de Maria. Lamentável que nunca, nem por um instante, tentem imaginar qual seria a atitude de Maria se estivesse aqui na terra e visse alguém prostrado em adoração diante de uma imagem de escultura retratando-a (imagem com aparência muitíssimo diferente da que a própria Maria provavelmente tinha). Sem dúvida, a serva do Senhor se entristeceria no íntimo de sua alma, lembrando-se das palavras de Êxodo 20:3-5, e diria simplesmente: “adorem ao Senhor, e somente a Ele, como eu mesma fiz!”.