sexta-feira, 30 de maio de 2014

Carta a um estudante de Teologia

Prezado irmão e amigo,
 
Este já é o seu quinto período no seminário, e faz algum tempo que venho sentindo desejo de lhe escrever, mas hoje me senti compelido a fazer isso. Nós não temos tido muitas oportunidades de nos encontrarmos pessoalmente, pois você precisou mudar de cidade para estudar Teologia, e é nítido que o curso tem consumido seu tempo e suas forças. Por isso, sinto uma alegria especial cada vez que recebo um e-mail seu, ou uma mensagem de celular. Sei de seu amor pelos irmãos, e, de nossa parte, saiba que a recíproca é verdadeira.
 
Sou leitor assíduo do seu Blog e sempre visito a sua página no Facebook, ambos repletos de citações de teólogos famosos, vídeos curtos e textos de sua própria autoria. Percebo a impressionante evolução no seu conhecimento e imagino quão dedicado aluno você é. Então me lembro de você há três ou quatro anos atrás, da fé singela e fervorosa que o levava a dedicar-se por inteiro ao serviço no Reino de Deus, do cristianismo prático o qual era a marca da sua vida. E, preocupado, rogo ao Senhor que o livre do esfriamento na fé.
 
Sim, meu irmão, eu me preocupo com você. Sei que os seminários hoje estão tomados pela teologia liberal e neoliberal, e que, por exigência do MEC, seguem uma linha ecumênica, tendo-se tornado autênticas escolas de ciências da religião, de cunho puramente humanista. A faculdade onde você estuda não é das piores nesse sentido, pelo que ouço falar, mas ainda assim está inserida no mesmo contexto, caso contrário nem teria aval do Ministério da Educação. Logo, você tem aprendido a ler a Bíblia sob a perspectiva do método crítico, duvidando da veracidade da Palavra de Deus. Você tem sido incentivado a questionar tudo que ultrapassa o mísero entendimento humano, como a concepção de Jesus por obra do Espírito Santo, Seus milagres e Sua ressurreição. Enfim, sua fé tem sido bombardeada todos os dias!
 
Percebo, pelas postagens no seu Blog e no Face, que você não aderiu às ideias dos teólogos mais liberais e críticos, e que não se tornou um defensor do ecumenismo ou da teologia da libertação, o que já é uma graça enorme. Mas ainda assim temo que o fascínio pelo conhecimento venha substituir a sua antiga fé. Aprofundar-se no estudo da Palavra é algo bom – aliás, é uma ordem bíblica – desde que isso se reverta em mais amor a Deus, amor pelos irmãos e santidade pessoal. Lutero, Calvino, John Owen, Jonathan Edwards, Wesley, Spurgeon, Martyn-Lloyd Jones e John Stott são exemplos de teólogos que souberam transformar o conhecimento adquirido em instrumento para a glória de Deus. Agora me responda, meu amigo: seus professores do seminário falam de Jesus com temor, reverência e amor comparável ao desses santos que acabo de citar?
 
Lembre-se que o próprio Senhor Jesus disse: “Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele” (Mc 10:15). O Evangelho não pode ser encarado como um mero ramo do conhecimento, uma matéria a ser debatida por acadêmicos; não! É poder de Deus, graça, salvação, vida eterna! Temos que recebê-lo com grande alegria, desfrutar desse tesouro e compartilhá-lo com quantos pudermos, pois o Senhor espera isso de nós! Você vivia isso intensamente, por isso quis estudar Teologia e não Medicina, Direito ou Engenharia. Eu o ouvi dizer, com lágrimas nos olhos, de seu anelo por dedicar a vida em prol do Reino. Isso foi um dia antes da sua viagem de mudança, nunca vou me esquecer daquele momento. Como eu me alegrei com sua disposição em abraçar o ministério pastoral!
 
Não, não penso que você esteja se desviando ou tornando-se incrédulo, como muitos teólogos se tornaram. Mas também não acredito que eu esteja exagerando ou imaginando coisas, pois o risco de esfriamento espiritual é real para jovens seminaristas expostos a um sem-número de aberrações pretensamente chamadas “teologias”. Por isso, querido irmão, medite com carinho nestas palavras e busque manter aceso o primeiro amor, a fé simples que agrada a Deus, guardando sua mente de toda sutil armadilha do inimigo. Observe atentamente se aquela alegria que você sentia em cantar louvores, ouvir uma mensagem e orar com os irmãos continua presente. Verifique se a sede em manter comunhão com Deus e receber a direção d’Ele ainda está viva em seu coração. Se tais coisas estão minguando em sua vida, clame, humilhe-se, busque ao Senhor com todas as forças, até que Ele as restaure!
 
Que Deus o abençoe com toda sorte de bênçãos!
 
Seu irmão e amigo.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Evangélicas sensuais?

Dentre todas as formas de idolatria que escravizam o povo brasileiro, uma das piores é a idolatria do sexo. O Brasil é conhecido no mundo inteiro como um país tomado pela sensualidade, sendo o destino preferido de “turistas sexuais” dos quatro cantos do planeta. As mulheres brasileiras se orgulham em serem chamadas sensuais, e buscam atrair a atenção dos homens pelo modo de se vestir, falar, andar e dançar. A moda feminina sempre produz roupas decotadíssimas, transparentes, coladas ao corpo, enfim, feitas sob medida para esconder pouco e mostrar muito, e as brasileiras usam essas roupas sem nenhum constrangimento. A fala e o andar das mulheres desse país são provocantes. As danças, simplesmente vulgares!
 
Se a sensualidade fosse algo exclusivo de uma parcela da população que não confessa Jesus Cristo como Senhor e Salvador, o Brasil já seria um lugar difícil para os cristãos viverem. Nós, crentes, já teríamos o desafio de manter os olhos, e sobretudo o coração, longe desse mal que está nas ruas e na mídia, restando-nos somente os locais de reunião do povo de Deus como ambientes públicos saudáveis, de refúgio. O problema maior é que a sensualidade tem invadido as igrejas, e no meio evangélico já é comum a presença de mulheres usando os mesmos trajes e se portando do mesmo modo que as incrédulas. Há entre nós evangélicas professas terrivelmente sensuais! Infelizmente, esta é a realidade que precisamos encarar.
 
Diante disso, nosso apelo às irmãs é que parem de andar segundo o curso do mundo e atentem ao que diz a Palavra de Deus. O padrão bíblico de vestimenta feminina se resume em duas palavras, pudor e modéstia. Tais ingredientes não podem faltar no guarda-roupa das mulheres cristãs, independente das tendências da moda. Quando uma crente deixa à mostra porções de partes íntimas de seu corpo, ou as revela usando peças justíssimas ou transparentes, atraindo o desejo lascivo dos homens, é Deus quem Se ofende! Da mesma forma, quando uma cristã se porta de modo sedutor, é o Senhor quem sente indignação e repulsa! Irmãs, não brinquem com isso, não se tornem instrumentos de pecado! Sejam diferentes das mulheres ímpias, pois elas não conhecem a Deus!
 
Aos irmãos, rogamos em primeiro lugar que não se detenham na companhia das mulheres sensuais do mundo. José fugiu da presença da mulher de Potifar, para não pecar com ela; Paulo escreveu a Timóteo: “foge das paixões da mocidade”. A ordem de Deus para os Seus filhos é que fujam das ímpias sedutoras! E, em relação às irmãs, lembrem-se da exortação de 1Tessalonicenses 4:4-6: “cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão”. Respeitem às irmãs, nutram por elas sentimentos puros, não lancem sobre elas olhares maliciosos, sejam diferentes dos incrédulos!
 
À igreja, nosso clamor é que se levante contra essa sórdida tolerância aos valores e práticas mundanas! Pastores e líderes, preguem insistentemente contra a sensualidade! Exortem as irmãs a se vestirem decentemente, quantas vezes for preciso! Irmãs líderes de ministérios femininos, ensinem suas lideradas como se vestir e se portar; façam isso de modo minucioso, entrando em detalhes, para que todas compreendam! Pais, eduquem seus filhos no temor do Senhor, controlando o que eles assistem na TV ou Internet, os lugares que frequentam, e principalmente as companhias com quem têm se relacionado; enfim, ensinando-os a serem santos! Igreja desta geração, não sejamos como Laodiceia, a quem o Senhor dirigiu estas duras palavras: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas”! Ó Deus, ajuda-nos!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Iniquidades nos Gideões Missionários em Camboriú

O rapper evangélico Juninho Lutero foi ousado ao gravar uma canção denunciando gravíssimos pecados que ocorreriam anualmente no Congresso dos Gideões Missionários, evento que atrai multidões de crentes pentecostais para a pequena Camboriú/SC. A letra do rap afirma que há pastores negociando um espaço no púlpito, pelo preço de cinquenta mil reais; que algumas cantoras gospel adquirem o direito de cantar no palco prostituindo-se com gente influente no congresso; e que há uso de drogas ali! Seriam essas denúncias infundadas, calúnias absurdas proferidas contra homens e mulheres de Deus?
 
Pelo visto há verdades nas palavras do cantor Juninho. Recentemente, o líder máximo dos Gideões Missionários, pastor Cesino Bernardino, reconheceu no púlpito que existem pregadores naquele congresso subindo ao palco embriagados, com cheiro de whisky, e cantoras indo a motéis com pastores nos dias do evento. Talvez o pastor Cesino e seus familiares nunca tenham participado dessas iniquidades vergonhosas (cremos nisso!); quem sabe, tudo isso tenha acontecido de forma oculta, e eles próprios só vieram a descobrir mais tarde. Possivelmente estão tomando providências para evitar que os abusos se repitam. Não nos atrevemos a acusar qualquer pessoa específica, pois nenhuma prova temos. Cremos que no próprio evento há alguns ministrantes sinceros. Mas, infelizmente, tudo indica que existe, sim, uma autêntica “Babilônia” misturada ao Congresso dos Gideões Missionários em Camboriú!
 
Diante dessa terrível desgraça, resta-nos reconhecer o fiel cumprimento de textos da Palavra de Deus, como 2Timóteo 3:1-9, que descrevem a hipocrisia de ímpios travestidos de crentes. Pois os falsos pastores e as falsas adoradoras que enganam multidões em Camboriú, enquanto mantém uma vida secreta de avareza, embriaguez e depravação sexual, são aqueles sobre os quais a Bíblia afirma: “mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. (...) eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente”. São homens e mulheres não convertidos, não regenerados, mentirosos, joio no meio da igreja, zombadores da graça, já separados para a condenação eterna.
 
A nós cabe ainda obedecermos à determinação expressa do versículo 5: “Foge também destes”! Esta ordem bíblica tem, na presente situação, uma relevância especial para os irmãos e irmãs da Assembleia de Deus, uma denominação séria e repleta de crentes fieis. Afinal, os Gideões nasceram entre os assembleianos, e grande parte do público participante do congresso em Camboriú é composta de membros daquela denominação. Portanto, se o evento perdeu a razão de ser, deixando de agradar ao Senhor, para se tornar um antro de perversão, e se a presença de uma grande multidão no mesmo evento servirá para incentivar e fortalecer a prática de iniquidades por falsos pastores e cantoras hipócritas, é hora dos assembleianos fieis absterem-se de participar do Congresso dos Gideões Missionários. Não voltem a Camboriú, amados irmãos e irmãs!
 
Por fim, que cada crente, seja tradicional, renovado ou pentecostal, dobre os joelhos e suplique a Deus por restauração na igreja brasileira! Não sejamos indiferentes às calamidades que assolam o meio evangélico, seja o imundo comércio da fé, o patético estrelismo no meio musical “gospel”, a repugnante tolerância ao pecado entre os liberais e neoliberais, a proliferação de heresias em toda parte, ou qualquer outro desvio. Nunca digamos, como os egoístas, “não é na minha igreja; nada tenho com isso”, pois somos um só corpo. Clamemos por convicção de pecados, arrependimento, quebrantamento e humilhação sob a potente mão de Deus! Roguemos por um genuíno avivamento, não de “fenômenos estranhos”, e sim de um sincero voltar-se para Cristo, pois esta é a única esperança para a nossa igreja. Que o Senhor, pela Sua incomparável graça, venha varrer do nosso meio toda sujeita, a fim de sermos como noiva adornada, pronta para receber o Noivo, o qual está às portas!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Um mundo enlouquecido

Algo vai mal nas sociedades ocidentais, ricas e – acredita-se – civilizadas neste início de Século XXI. Na culta e sofisticada Europa, nos poderosos EUA e noutras nações privilegiadas economicamente, algo de podre está no ar, contaminando e adoecendo milhões. Há um pensamento coletivo imoral, pervertido, louco, nascido de grupos outrora radicais e marginalizados, institucionalizando-se em uma velocidade alucinante entre aqueles povos, o qual já exerce influência nos países chamados “em desenvolvimento”, como Brasil, Uruguai e Argentina. Uma completa e violenta inversão de valores vem se consolidando em grande parte do globo terrestre. Parece que o mundo enlouqueceu.
 
É bem verdade que o mal sempre se fez presente no coração humano, desde a queda de Adão no Éden. O ser humano é moralmente corrupto, e esta verdade bíblica pode ser facilmente comprovada pela simples observação da realidade. Mas em outros tempos se tinha vergonha de praticar maldades, e os pecados eram cometidos em guetos e lugares ermos, na escuridão da noite, longe dos olhares da sociedade. Pecar não era motivo de orgulho, ninguém se gabava em seus vícios e imundícias, tampouco os considerava “normais”. Bêbados, prostitutas, adúlteros e outros desviados escondiam seus erros o quanto podiam. Hoje há uma profunda e assustadora transformação cultural partindo das ricas nações do Hemisfério Norte, no sentido de se abandonar todo conceito de certo e errado, legitimando-se as práticas e estilos de vida mais sórdidos.
 
Outrora, família era um núcleo formado por pai, mãe e filhos. Atualmente, “família” é qualquer tipo de ajuntamento humano vivendo sob o mesmo teto. Recentemente se deu o “casamento” de três mulheres no estado americano de Massachussets, com a presença e aprovação de parentes das três envolvidas. Aquele trio já possui um bebê, o qual será registrado e criado por três mães e nenhum pai! Com isso, abriu-se espaço para que todo tipo de arranjo seja reconhecido pela lei. Afinal, se três podem, por que não quatro, cinco ou mais? A consequência disso para os filhos não importa, ninguém está preocupado com isso; que se adaptem!
 
No passado, nudez era algo íntimo, reservado, compartilhado somente por casais entre quatro paredes. Hoje, pessoas tiram a roupa em protestos realizados de dia nas praças, ruas e avenidas, pelos motivos mais banais. Qualquer coisa é usada como desculpa para se exibir o próprio corpo em público. Quem leva os filhos pequenos para passear numa grande praça de qualquer capital americana ou europeia corre o risco de passar por grandes constrangimentos. Como explicar a uma criança o porquê de todas aquelas pessoas estarem desfilando sem roupa em plena luz do dia? Caiu por terra o conceito de atentado ao pudor, e até a noção do que significa pudor!
 
Houve um tempo em que aborto era crime. Abortava-se na clandestinidade, ciente de se estar praticando um mal grave. Nestes dias o aborto não apenas tornou-se lícito; é também assunto a ser contado em entrevistas publicadas em jornais, telejornais, revistas e programas televisivos. Celebridades descrevem suas experiências de abortos como quem narra um fato nobre, do qual se deva orgulhar. O bebê que vive no ventre da gestante passou a ser visto como uma simples extensão do corpo dela, ou melhor, como uma parte descartável daquele corpo, que pode ser mantida ou retirada conforme pareça bem à mulher. Nos desenvolvidos países do norte, exterminar um feto é como extrair um dente siso, o qual se lança fora quando for (in)conveniente!
 
Outrora a vida de idosos e doentes era preservada com todos os recursos disponíveis na medicina. Além destes, recorria-se a Deus, pois havia a convicção de que Ele tem poder para curar enfermidades. Porém, a presente geração aceita a matança dos enfermos, reconhecida sob o pomposo nome de “eutanásia”. Quando não há mais tratamento conhecido apto a curar, a morte do doente é provocada mediante a autorização dele. Não se admite que exista um Senhor sobre a vida e a morte, mas o homem se julga apto a exercer esse senhorio. E isso com a anuência do Estado. Não há mais fé na graça e misericórdia divina; antes, o ser humano que decide quais bebês irão nascer também escolhe quando e como ele próprio deve morrer.
 
No passado o uso de entorpecentes era um vício praticado por gente perdida, sem rumo, marginalizada ou completamente desesperançada. Tais pessoas se drogavam às escondidas, ocultando de todas as formas a sua desgraça. Hoje o consumo de drogas é amplamente tolerado nos países ricos, e ninguém sente envergonha de se declarar usuário. Governos legalizam a venda e consumo da maconha, e sabe-se lá o que mais será legalizado em breve. Ao mesmo tempo, a variedade de substâncias entorpecentes é cada vez maior, e multidões jogam a saúde fora nas raves e boates da moda. Este mal específico já tem assolado o mundo, mas as nações mais ricas inovam no sentido de torná-lo lícito, aceito pela lei.
 
Em outros tempos, a fé cristã evangélica florescia em nações do Hemisfério Norte. Grupos de crentes como os puritanos, os pietistas morávios e as sociedades metodistas wesleyanas alcançaram padrões de fé e piedade superiores a qualquer coisa que se vê nesta geração. Europa e EUA exportavam missionários para os mais diversos cantos do planeta. Agora, porém, aquelas mesmas nações perseguem cristãos. Pastores têm sido presos simplesmente por pregar sermões denunciando pecados (o “crime” deles é manifestar publicamente suas crenças – crime de opinião!)! O uso de símbolos religiosos, como a cruz, tem sido proibido em escolas. Na Flórida, uma menina de cinco anos de idade foi repreendida no refeitório escolar, somete por ter orado antes de fazer seu lanche! Na outrora piedosa Inglaterra, uma dupla de homossexuais milionários processou a igreja local a fim de obrigá-la a celebrar o casamento religioso deles!
 
Sociedades com noções completamente deturpadas a respeito de família, afetividade e sexualidade. Desprovidas de todo senso de pudor e vergonha. Incapazes de valorizar a vida humana, inclusive a dos próprios filhos. Escravizadas pelas drogas. Inimigas do cristianismo. Democráticas e tolerantes em relação aos comportamentos mais bizarros, porém autoritárias e intolerantes em relação ao Evangelho. Outrora luz para as nações, hoje trevas para o resto do mundo. Essa é a realidade atual na maioria dos países mais ricos, e esse é o desafio para as suas igrejas. Que Deus tenha misericórdia dos (poucos) crentes fieis que vivem lá, e também de nós, que seremos os próximos a suportar hostilidade e perseguição. Ah, Senhor Jesus, vem buscar a Tua noiva, vem livrar-nos dos Teus inimigos!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Iníquos na igreja

Um dos problemas mais difíceis para a igreja é a presença de iníquos no meio do povo de Deus. Não falamos de pessoas que, com dificuldade, lutam contra o pecado, nem mesmo dos que ora caem, ora se levantam, mas sentem tristeza por seus erros. Estes são irmãos, filhos amados do Senhor, casos especiais que carecem de um maior cuidado, nos quais vale a pena investir, pois em seus corações há arrependimento. O grande mal que nos perturba são os pecadores impenitentes, frios, não convertidos, inquebrantáveis. Tais são os chamados iníquos.
 
A existência de gente assim na igreja é uma contradição difícil de ser entendida, pois nada os atrai no Evangelho. Iníquos desprezam a essência da mensagem da cruz, a qual demonstra a extrema corrupção humana, a separação criada entre o homem e Deus devido ao pecado, a imprescindibilidade da obra expiatória de Cristo, a salvação como um favor imerecido concedido a pecadores e o dever de completa rendição ao senhorio de Cristo. Tudo isso soa ultrajante para os não regenerados. No entanto estão lá, domingo após domingo, ocupando espaço nos bancos dos templos. Naturalmente não prestam a mínima atenção à mensagem pregada, bocejam, levantam várias vezes durante o culto, brincam com seus celulares, olham para o relógio, conversam o tempo inteiro, mas estão lá. Fazendo o que, afinal?
 
Em sociedade, esses falsos crentes mantêm comportamento pior que o de boa parte dos descrentes. Mentem, fraudam, escarnecem do próximo, contam piadas imorais, sonegam impostos, exploram seus empregados (ou enganam seus patrões, conforme o caso), se dão à fornicação, adulteram, consomem material pornográfico, se embriagam, usam drogas, agem com truculência, colecionam inimigos, etc. Praticam essas coisas com razoável discrição, é verdade – se não fosse assim, lhes seria impossível manter o status de cristãos. Porém, quem convive de perto com tais pessoas fatalmente perceberá a falsidade delas. Desta forma os iníquos expõem ao vexame a igreja e o próprio Evangelho de Cristo.
 
Na comunidade cristã, os iníquos corrompem outros membros das mais diversas maneiras. Sorrateiramente e aos poucos, arrastam alguns para suas práticas vis, convencendo-os de que a mensagem de Cristo não deve ser levada tão a sério, e afinal todos pecam. Uma das atitudes mais cruéis dos falsos é a sedução de irmãs. Enganadas, algumas chegam a se entregar sexualmente, tendo sua virgindade arrancada e pisada por esses lobos em pele de cordeiro. Todas quantas caem nessa cilada terminam por arrepender-se amargamente, carregando pelo resto da vida as marcas de seu erro. Uma única experiência com um iníquo pode ser o bastante para provocar cicatrizes quase incuráveis!
 
Infelizmente, esse joio sempre se fará presente na igreja até à vida de Cristo como Juiz. Qualquer tentativa de exterminá-lo completamente do nosso meio produziria a injusta exclusão de cristãos sinceros, juntamente com os falsos (Mateus 13:24-30). Mas existem, sim, posturas e atitudes que a igreja pode e deve adotar. A pregação da sã doutrina de modo claro e confrontador, o correto e prudente uso da disciplina eclesiástica, o incentivo à oração incessante com confissão de pecados, a dependência da graça divina e o combate à hipocrisia são meios de se gerar um ambiente saudável, no qual os iníquos se sintam desconfortáveis a ponto de desejarem sair. Que Deus nos ajude, livrando-nos sobretudo da tentação de pregarmos um “evangelho” fácil, diluído, sem renúncia, o qual é a porta de entrada ideal para os que vivem na iniquidade.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um apelo aos ministrantes de louvor

Não é a primeira vez que nos dirigimos aos ministrantes de louvor neste Blog. No entanto, cremos que ainda há muito a dizer aos irmãos e irmãs que exercem esse nobre ministério, por diversos motivos. Esta postagem específica pretende ser um apelo à consciência dos cantores, compositores e instrumentistas evangélicos, e para isso suplicamos ao Senhor que nos dirija as palavras, a fim de que produzam algum fruto para o Seu Reino.
 
As ministrações de louvor, que incluem canções, orações e breves mensagens proferidas nos púlpitos e palcos pelos cantores gospel, constituem um padrão de culto a Deus e até mesmo um padrão doutrinário para milhões de crentes. Adoradores famosos como Aline Barros, Ana Paula Valadão, André Valadão, Fernanda Brum, Tales Roberto, Fernandinho, David Sacer, Eyshila e tantos outros moldam a fé de multidões! Tal fato é inquestionável, basta observar o estilo de vida dos fãs – sobretudo os mais jovens – desses mesmos artistas! Hoje, pouquíssimos evangélicos leem a Bíblia seriamente, mas a grande maioria ouve CDs, assiste DVDs e frequenta shows gospel sempre que pode. Que terrível responsabilidade têm os que ministram ao grande público!
 
Quando as canções de louvor têm conteúdo bíblico e se prestam a exaltar o bendito Nome do Senhor, tornam-se veículos nas mãos de Deus para edificação da igreja (é o caso de algumas das composições de ministrantes citados acima). Muitos corações já foram quebrantados pelo Espírito Santo através de autênticos louvores, e a Bíblia chega a dizer que Deus habita no meio deles. O problema é que boa parte do repertório dos artistas gospel contém desvios doutrinários e heresias, além de temas escolhidos sob medida para agradar o ouvinte (é o caso de outras das composições dos mesmos citados acima). Não glorificam ao Senhor e contribuem para a formação de uma geração de evangélicos carnais e desconhecedores da Palavra. Músicas assim nunca deveriam ter sido compostas, muito menos gravadas e divulgadas!
 
Cremos que há ministrantes famosos agindo com sinceridade e boas intenções – se bem que só Deus pode sondar o coração de cada um. Porém, temos condições de apontar não um, mas muitíssimos erros em letras de canções de sucesso no meio evangélico. Erros que poderiam facilmente ser evitados se houvesse uma preocupação maior em escrevê-las conforme a Bíblia. Mas tais canções já foram gravadas e hoje são ouvidas e cantadas por milhões no Brasil e até mesmo no exterior. São tocadas nos cultos por grupos que se espelham em seus colegas mais conhecidos e a igreja repete, em coro, aquelas letras antibíblicas. Para os crentes minimamente conhecedores das Escrituras, chega a ser constrangedor!
 
Por isso, rogamos a cada irmão ou irmã ministrante de louvor que ler esta mensagem, desde os iniciantes até, quem sabe, algum(a) já conhecido(a) do público: esqueça os modismos e renda-se às Escrituras! Apegue-se tão-somente ao que diz a Bíblia, não desperdice nem um verso sequer com assuntos estranhos à Palavra, especialmente com futilidades! Lembre-se, Cristo disse que os homens darão contas a Deus de cada palavra frívola que proferirem! Não queira agradar às pessoas, dizendo a elas o que desejam ouvir; não se preocupe em vê-las pulando nos shows nem em fazê-las repetir um refrão! Nunca comprometa a qualidade do seu ministério pensando na quantidade de CDs vendidos, pois, antes de ser um(a) artista, você é um(a) obreiro(a) do Reino de Deus. Que o Senhor o(a) abençoe e conceda graça!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A sexualidade bíblica e a sexualidade do mundo

Nos filmes e novelas, nas séries de TV e programas de auditório, em letras de músicas e anúncios publicitários temos um retrato dos padrões de sexualidade aprovados e vividos hoje em nossa cultura. Em suma, o que nossa sociedade pensa a respeito de sexo é isto: que a virgindade torna-se algo ridículo e vergonhoso a partir de certa idade; que é normal se ter experiências sexuais com diversas pessoas durante a vida; que sexo e casamento são coisas completamente distintas e independentes uma da outra; que bailes e festas são oportunidades para se beijar um(a) desconhecido(a) sem qualquer compromisso; que o adultério é algo banal e quase inevitável; que os impulsos sexuais não devem ser reprimidos e a busca pelo prazer justifica quase tudo. Estes são os valores, não apenas de uma fatia rebelde e marginalizada da sociedade, mas do cidadão comum brasileiro; não somente nos guetos, mas também nos lares de pessoas que aprenderam de seus pais um padrão completamente diferente disso tudo. A promiscuidade venceu; tornou-se a regra em nosso país, como em tantos outros!
 
Pressionados por esses valores e conceitos, nós, crentes em Cristo Jesus, vivemos e convivemos, nos casamos e criamos nossos filhos. Tais aberrações nos cercam na escola e no trabalho, invadindo até mesmo nossos lares através da TV e Internet. Os cristãos pré-adolescentes são desafiados a “ficar” e namorar precocemente; os adolescentes, a entregarem-se às primeiras experiências sexuais. Jovens cristãos solteiros enfrentam escárnio porque namoram sem fazer sexo, e os casados precisam lutar contra o adultério, já que ciladas e armadilhas não faltam. Só pela graça de Deus é possível ser santo num mundo assim, onde a prostituição impera! Será que sexo é isso que assistimos por toda parte? Essa coisa suja, feia, porca, vil, que destrói vidas, casamentos, famílias inteiras, e, por fim, toda a sociedade? Uma maldade generalizada travestida de coisa boa, mas que logo mostra sua verdadeira face, trazendo infelicidade a todos quantos caem no seu engodo?
 
A Bíblia nos mostra que, definitivamente, o sexo tal como Deus o criou é bem diferente de tudo isso. No Éden, o Senhor uniu o primeiro homem, Adão, e a primeira mulher, Eva, sob a aliança do matrimônio, sendo Juiz de Paz, naquela ocasião, o próprio Deus. A sexualidade foi-lhes dada como um presente, uma grande bênção a ser vivida com alegria e exuberância. Por ela os cônjuges devem entregar-se um ao outro com intimidade profunda e doces demonstrações de carinho, cada um buscando agradar o seu par. A relação sexual entre marido e esposa é pura, santa, imensamente prazerosa e fortalece o amor conjugal. É também o meio pelo qual vêm os filhos, verdadeira herança do Senhor. Essa união sublime tipifica o casamento espiritual entre Cristo e a Igreja! Sem dúvida, o sexo é uma das mais belas obras feitas pelas mãos do Criador. Nela não cabe egoísmo, falsidade ou traição, pois sua própria existência pressupõe o amor.
 
Sendo assim, não convém ao pré-adolescente cristão, nem mesmo ao que vive os primeiros anos da adolescência, pensar em namoro e muito menos em sexo. É época de fazer amizades, praticar esportes, descobrir vocações, estudar. Nos anos finais da adolescência pode-se começar a almejar um namoro, com grande cautela e sem descuidar dos estudos. Na juventude, enquanto se prepara para iniciar uma profissão, o crente está maduro para namorar alguém que professe a mesma fé, e esse relacionamento constitui uma amizade mais próxima e um compartilhar de planos, quando se verifica se há afinidade suficiente para um futuro casamento. A sexualidade deve acontecer somente no matrimônio, debaixo de uma aliança abençoada por Deus. E quanto aos casados, cabe-lhes manter o compromisso mediante a fidelidade, repudiando toda e qualquer proposta de adultério. Esta é a receita para o povo de Cristo em todas as épocas! Um caminho alternativo, estranho para os que estão fora, mas é o caminho do Senhor e a Sua vontade para os Seus filhos.
 
Por fim, vale ressaltar que essa sexualidade conforme os padrões bíblicos não se mistura com a outra, nos moldes do mundo. Não há um meio-termo possível quando se deseja receber a aprovação e a bênção de Deus! Quem almeja um casamento feliz e um lar cristão precisa confiar na Palavra do Senhor, crendo que ali estão todas as instruções indispensáveis para que essas coisas se realizem. Aos irmãos e irmãs de todas as idades e estados civis, nosso apelo, em nome de Jesus, é que não brinquem com essas coisas! Certamente não é fácil conservar a pureza, pois nossa velha natureza é corrompida. Mas eis que o Senhor, pelo Espírito Santo, nos concede os recursos necessários à perseverança na fé e obediência! Vivamos então em santidade, como filhos amados, pela graça e para a glória de Deus!