segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A diferença entre o cristianismo e todas as outras religiões

Há algum tempo atrás, um livro nos chamou a atenção numa prateleira de supermercado pelo título, que era: “Unidade – Os princípios comuns a todas as religiões”. Não era uma publicação de uma editora cristã protestante, é verdade. Mas aquele fato nos trouxe à memória outra publicação, da Editora Sinodal (ligada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana), chamada “Precisamos saber mais – Contribuições para o diálogo inter-religioso” (Org. Roy H. May), na qual os evangélicos luteranos são convidados a uma aproximação com os adeptos dos mais diversos credos. Incrível o esforço feito por tantos no intuito de promover o ecumenismo, a união de todas as religiões, como se, afinal, tudo se resumisse na crença em algum tipo de divindade e na disposição em fazer o bem ao próximo! 

De fato, as religiões em geral apregoam a necessidade de se amar o próximo, incluindo nisso o respeito aos pais, a honestidade nos negócios, o socorro aos necessitados, dentre tantas outras coisas. A diferença essencial entre o cristianismo e todas as demais religiões é o motivo pelo qual se faz tudo isso. A motivação do coração, para os que não são cristãos, é aperfeiçoar-se, evoluir, aproximar-se de Deus, buscar se chegar até Ele, conquistando a salvação (ou um destino eterno melhor) através das boas obras. Assim pensam os budistas, espíritas kardecistas, muçulmanos, etc. Na prática, esse é também o pensamento dos católicos romanos, lamentavelmente. Mas, para os cristãos, a motivação é outra, ainda que algumas de suas obras se assemelhem às dos religiosos seguidores de outras crenças. A razão pela qual praticamos o bem não se refere, em absoluto, à busca por aperfeiçoamento, evolução ou salvação. 

O cristianismo é, primariamente, a crença em um Deus misericordiosíssimo, o qual Se compadeceu de nossas misérias, enviando Seu Filho Jesus Cristo para morrer numa cruz em nosso lugar, a fim de pagar o preço dos nossos pecados. E, mediante o arrependimento e a fé no Filho de Deus, produzidos pelo Espírito Santo, somos salvos, justificados perante o Senhor, recebidos como filhos adotivos. Esta é a nossa certeza, a de que somos perdoados, mesmo sem merecermos. Pois nunca, jamais, em hipótese alguma conseguiríamos conquistar nossa salvação mediante obras, por mais que nos esforçássemos. Somos salvos unicamente pela graça. Nenhuma outra religião crê nisso, somente nós, cristãos. E isso não é um detalhe, um ponto menos importante. Antes, é a essência de tudo em que cremos. Se alguém imagina ser salvo por obras, tal pessoa pode ser qualquer coisa, menos um cristão. 

Então, por que praticamos boas obras? Por um simples motivo, o desejo de agradarmos ao nosso Deus, O qual nos amou primeiro, nos resgatou, perdoou e salvou. É por gratidão e por amor a Ele! A simples ideia de que alguém poderia chegar à glória do céu, à santa presença de Deus, por meio de obras, nos é absolutamente repugnante! Nada provém de nossos méritos (que não possuímos), tudo vem de Deus. Somos salvos por Cristo, não conquistamos nossa salvação. Nem um milhão de reencarnações ou um milhão de anos no “purgatório” ou um milhão de obras de caridade bastariam para nos levar ao céu. Mas o sangue de Jesus Cristo derramado na cruz em nosso favor, o amor do Pai que nos escolheu e o poder do Espírito Santo que nos regenera, isso sim, é suficiente para nos salvar. O cristianismo, somente o cristianismo, é a religião da graça!

Nenhum comentário:

Postar um comentário