quinta-feira, 3 de março de 2016

Igrejas pentecostais que imitam terreiros espíritas

Batuques de tambores em ritmo de axé. Homens e mulheres vestidos de branco da cabeça aos pés, dançando ao som da batucada, uma dança estranha que consiste em rodopiar o corpo em alta velocidade e com os olhos fechados. Uns dançam com as mãos para trás, outros estremecem o corpo. Parece uma celebração num terreiro espírita, mas é um culto de igreja pentecostal.

O site Youtube está repleto de vídeos exibindo cenas desse tipo. Em alguns deles são mostradas simultaneamente imagens gravadas em terreiros espíritas, para demonstrar a semelhança entre estes e aqueles. E como são parecidos! Na verdade, a única diferença visível é que nos cultos pentecostais não existem aquelas imagens de escultura horrorosas que enfeitam os centros de macumba. Fora isso, não há como distinguir uma celebração da outra.

Heresias sempre são condenáveis, mas algumas nos causam maior repulsa. A experiência de presenciar um culto numa instituição que se diz igreja, composta por pessoas que se dizem convertidas, feito para imitar descaradamente sessões espíritas, é um pesadelo! Ver toda aquela gente que diz crer em Jesus estremecendo e rodopiando o corpo daquela forma é revoltante! Se um cristão autêntico, genuinamente convertido, presenciasse tais coisas de perto, provavelmente iria vomitar!

Qual é a razão de tamanha insensatez? Promover um culto o mais parecido possível com uma sessão de macumba, para que os ex-espíritas possam cultuar a Deus se sentindo “em casa” (isto é, fazendo as mesmas coisas que faziam nos terreiros)? É isso que entendem por “nova criatura”, para quem “as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”? Gente assim pode dizer “já estou crucificado com Cristo, e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”?

Isso não é ser evangélico pentecostal. Porque temos exemplos de pentecostais autênticos, sérios, tementes a Deus, como David Wilkerson, Paulo Leivas Macalão, Antônio Gilberto, Ciro Zibordi, dentre tantos outros. E também de crentes pentecostais anônimos, que amam ao Senhor e sabem distinguir uma verdadeira experiência espiritual de uma falsa, porque neles habita o Espírito Santo. Estes jamais aceitariam participar de um falso culto idêntico a uma cerimônia não cristã.

Respeitamos as pessoas adeptas do espiritismo, como seres humanos que são, mas discordamos de suas práticas religiosas. Cremos firmemente, com base no ensino bíblico, que toda religião a qual não reconhece a Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador só pode conduzir ao inferno. Não há salvação para quem frequenta terreiros espíritas, e isso já é motivo mais que suficiente para que não tentemos imitá-los em nada.

Por isso, a existência de igrejas (?) pentecostais (?) que imitam centros de macumba nos causa nojo e profunda indignação. Ver toda aquela gente estremecendo e rodopiando enquanto usam o Nome de Jesus revolta-nos, porque estão brincando com o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Não sabem o que é o Evangelho, apropriam-se do culto como se o Altíssimo aceitasse receber o mesmo tratamento que os ídolos do espiritismo recebem nos terreiros. Para tais pessoas, só podemos dizer: arrependam-se e voltem-se para Cristo enquanto é tempo! Se alguém discorda, por favor apresente argumentos teológicos sólidos e biblicamente fundamentados que justifiquem tão grande aberração.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Uma profunda reforma no culto cristão

Para que nós, hoje, pudéssemos nos reunir como igreja, cultuando a Deus, um altíssimo preço foi pago. Jesus precisou ser moído até à morte numa cruz, beber o amaríssimo cálice da ira do Todo-Poderoso, com o propósito específico de pagar por nossos pecados. Mediante a fé em Cristo – e fé significa submeter-se ao Seu senhorio – somos justificados, a fim de vivermos uma nova vida para o louvor da glória do Deus Triúno. Não recebemos, em hipótese nenhuma, uma carta branca do Senhor, autorizando-nos a fazer o que bem entendermos em nossas reuniões de culto.

As pessoas que se dizem crentes parecem ter perdido a noção do que significa cultuar a Deus. Não todas, felizmente, mas muitas, quase todas. Perdeu-se o respeito, o temor e a reverência. Os cultos evangélicos, em sua grande maioria, se assemelham aos ajuntamentos seculares mais informais, como shows, espetáculos de circo ou festas de carnaval. Há mais zelo pela boa ordem nos eventos de formatura, celebrações de casamento ou audiências de julgamento nos Fóruns e tribunais do que nas reuniões do chamado povo evangélico. Autoridades humanas, como reitores de universidades, juízes de paz e magistrados são mais respeitados do que o Autor da Vida!

Exagero? Absolutamente, não! Todas as noites de domingo, em quase todos os templos evangélicos, há gente circulando pelos corredores o tempo inteiro, enviando mensagens no celular, conversando, bocejando escandalosamente, rindo, e isso durante os momentos de oração e de pregação da Palavra. Crianças brincando, falando alto e correndo sem que os pais tomem nenhuma atitude. Jovens do lado de fora contando piadas, paquerando, falando sobre coisas mundanas. Mulheres usando roupas sensuais e sendo alvo de olhares lascivos dos homens.

Há grupos musicais formados por gente com postura de astros e estrelas pop. Músicas nos ritmos mais alucinantes, letras feitas sob medida para agradar e exaltar o homem, cheias de erros bíblicos grosseiros e vergonhosos. “Pastores” que, dia após dia, mês após mês, ano após ano, trocam a exposição fiel do Evangelho por mensagens de autoajuda, recheadas com uma boa dose de humor irreverente. Pessoas dançando sensualmente, como os ímpios dançam nas boates. Manifestações bizarras, como gritos escandalosos, uivos, rodopios, saltos e coisas semelhantes. Apresentações de street dance, funk e outras formas de apelos carnais.

Existe abundância de falsas profecias, falsas visões e revelações, que, mesmo não se cumprindo, não levam o falso profeta ao descrédito perante a sua igreja. O entretenimento se faz cada vez mais presente, como se fosse preciso uma atração nova por semana para convencer as pessoas a continuarem frequentando as reuniões. Há incitação ao rancor e à vingança, do tipo: “você vai ser exaltado perante os seus inimigos”, “todos verão a sua vitória”, dentre outras mesquinharias. Falsos avivamentos são produzidos através de recursos como iluminação de penumbra, músicas hipnóticas com refrões repetidos à exaustão, emocionalismo e gritos.

É preciso acontecer uma profunda reforma no culto em praticamente todas as denominações evangélicas brasileiras – inclusive em algumas igrejas sérias, mas que têm tolerado pequenos desvios e abusos para se adequar ao gosto da maioria dos membros. Os hinos tradicionais devem dominar o louvor, mantendo-se apenas umas poucas canções contemporâneas (aquelas de ritmo suave, belas melodias e letras totalmente bíblicas). A pregação precisa ser expositiva e apta a conduzir ouvintes ao arrependimento para salvação. Os membros têm que aprender como se portar no culto, incluindo o modo de vestir, o momento certo de se falar ou calar, as instruções a serem repassadas aos filhos, etc. E Deus, somente Ele, deve ser a atração e a razão de todos estarem reunidos ali. Com isso, muitos bodes e lobos deixarão nossas igrejas (e não farão falta nenhuma). Mas a qualidade dos nossos cultos será outra, incomparavelmente melhor, para a glória do Senhor.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Para vergonha dos artistas “gospel”

O que se vê logo abaixo é um quadro comparativo. De um lado, trechos de letras de alguns hinos cristãos clássicos (que, no passado, eram cantados nos nossos cultos) e, do outro lado, algumas das músicas presentes no “louvor” da maioria das igrejas na atualidade. Para vergonha dos artistas “gospel” de hoje em dia.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Indignação de um cristão protestante contra os atuais líderes evangélicos

Este Blog nasceu com um propósito, o de apoiar os irmãos que anelam por uma nova Reforma na Igreja. Homens e mulheres piedosos, genuinamente convertidos, os quais sentem tristeza e indignação ao contemplar a desoladora situação da igreja dita “evangélica”. Gente que tem erguido a voz e clamado nos púlpitos, seminários e onde mais é possível, denunciando heresias, desmandos, barganhas, falsas conversões, sincretismos, modismos fúteis e outras aberrações capazes de matar uma geração inteira.

O presente texto é mais um desabafo, feito na expectativa de que alguns leiam, se identifiquem e, quem sabe, tomem atitudes de crentes, tão raras hoje: dobrar os joelhos, clamar a Deus por misericórdia com lágrimas e gemidos, buscar a santificação pessoal, evangelizar os perdidos (muitos dos quais são membros batizados de denominações “evangélicas”). Além disso, estas palavras têm um outro endereço, o coração de pessoas iludidas, que vêm engolindo absurdos por falta de conhecimento doutrinário. Filhos a quem o Senhor amou e escolheu, nascidos de novo, que tiveram a infelicidade de se unirem a pessoas sem entendimento, pastoreadas por ministros igualmente sem entendimento, ou até por lobos devoradores.

Nas estatísticas somos dezenas de milhões, mas na realidade não passamos de uma pequena minoria. O que o povo brasileiro entende por “igreja evangélica” não é Igreja, tampouco Evangélica. São instituições tão idólatras e distantes do Evangelho quanto a Igreja Romana. Os chamados “pastores” não o são de fato. O que se intitula “louvor” não é verdadeiro louvor. Os supostos “avivamentos” não são obra do Espírito Santo. Nós, crentes brasileiros, somos poucos e quem deseja ouvir uma exposição saudável da Palavra de Deus deve procurá-la como um garimpeiro em busca de diamantes.

Edir Macedo, Valdemiro Santiago, R. R. Soares e Silas Malafaia não nos representam. Com promessas de prosperidade financeira, atraem multidões de não convertidos, interessados tão somente em benefícios temporais. A forma como constrangem pessoas a ofertarem mais e mais dinheiro é vergonhosa. São megalomaníacos, constroem impérios, movimentam fortunas, nunca se satisfazem. Não se parecem nem de longe com Jesus, os apóstolos e os primeiros cristãos, que eram completamente desapegados dos bens materiais e rejeitavam a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida.

A chamada “bancada evangélica” do Congresso Nacional não nos representa. Desde o escândalo do mensalão (esquema de compra e venda de apoio aos projetos de lei de interesse do governo), no qual praticamente metade dos parlamentares “evangélicos” estiveram sob suspeita, este grupo vem se mostrando tão corrupto quanto o restante do parlamento brasileiro. Ainda que alguns dos deputados e senadores autointitulados “crentes” não sejam culpados e tenham sofrido injusta acusação, fato é que há muita corrupção entre os supostos representantes do povo de Deus. E isso é simplesmente inaceitável para homens e mulheres que dizem carregar a bandeira do Evangelho.

Os cantores, cantoras e grupos musicais conhecidos como “movimento gospel” não nos representam. Muitos não passam de artistas em busca de fama e dinheiro, que amam o aplauso das multidões. O fato de estarem na mídia e serem admirados pelo grande público prova que esses músicos não propagam uma mensagem confrontadora, e o Evangelho de Jesus Cristo é necessariamente confrontador. As letras das canções “gospel”, com poucas exceções, são humanistas, feitas para agradar ouvintes não regenerados com discursos de autoajuda. Os shows “gospel” são puro oba-oba, parece até que a plateia inteira se converteu ao som daquelas músicas empolgantes, mas no dia seguinte todos voltam à prática reiterada dos mesmos pecados.

Cláudio Duarte e outros “pregadores” humoristas não nos representam. São talentosos palestrantes motivacionais, quem os ouve se diverte e dá boas gargalhadas, e isso até funciona bem em eventos seculares. Mas a mensagem deles não é o Evangelho. A verdadeira exposição da Palavra de Deus só pode produzir dois tipos de reação nos que não conhecem ao Senhor: arrependimento ou rejeição. Quem é tocado pelo Espírito Santo passa a enxergar os próprios pecados e, quebrantado, se converte, enquanto os demais se sentem ofendidos diante do chamado à conversão e endurecem ainda mais seus corações. Por isso, as supostas “pregações” engraçadas devem ser banidas de nossas igrejas imediatamente, já que não servem para nada.

O Congresso dos Gideões Missionários em Camboriú/SC não nos representa. Trata-se de um circo onde pessoas rodopiam e se contorcem imaginando terem sido tocadas pelo Espírito de Deus. Mas nos bastidores existe sujeira da pior espécie: “pastores” que sobem ao palco (isso mesmo, palco!) bêbados, cantoras que se prostituem com organizadores do evento, etc. É evidente que nem todos ali praticam essas obscenidades, talvez existam alguns ministros sérios entre os Gideões, mas a contaminação é grande demais, as heresias são muitas, e crentes autênticos deveriam passar longe de tudo aquilo.

Alguns, lendo este texto, podem achar que não sobrou nada de bom no meio evangélico e que todos nós deveríamos abandonar nossas igrejas, mas é um erro pensar assim. A graça de Deus se faz presente nas pregações de Hernandes Dias Lopes, Ciro Zibordi, Franklin Ferreira, Renato Vargens, Augustus Nicodemus. Nas canções dos Vencedores por Cristo, Eduardo Mano, Palavra Antiga, João Alexandre, Grupo Logos. Nos livros e palestras de Norma Braga, Adalto Lourenço. Nos encontros da Editora Fiel, Edições Vida Nova, VINACC – Visão Nacional para a Consciência Cristã. Mesmo em tempos tão conturbados, o Senhor tem um remanescente. Que nós, por graça, sejamos parte dele!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Cristãos fãs de Nietzsche?

Dentre as muitas aberrações produzidas pelo liberalismo teológico, uma merece destaque por sua absoluta incoerência. São os cristãos professos que amam os escritos do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Pois o famoso pensador do Século XIX, natural de Roecken, na Saxônia, foi um dos mais ferrenhos críticos do cristianismo em todos os tempos. Não do falso cristianismo, ou de qualquer desvio teológico, mas do puro Evangelho de Jesus Cristo, tal como revelado nas Escrituras.

As ideias de Nietzsche a respeito do homem e de Deus são o extremo oposto dos ensinos de Cristo, em especial das chamadas “bem-aventuraças” (Mateus 5:3-12). Para o filósofo, que se autodeclarava ateu, mais que felizes são os fortes, os poderosos, os que sabem se impor. Friedrich Nietzsche não considerava a mansidão e a humildade como virtudes, e sim fraquezas, debilidades. Dizia que o cristianismo era “religião da decadência”. Revoltava-se contra a doutrina bíblica da queda do homem em Adão.

Nietzsche considerava a compaixão como a principal fraqueza do homem, negava a existência de pecado, céu, inferno e a necessidade de salvação. Afirmava que “o Evangelho morreu na cruz”. Segundo a ética de Nietzsche, “bom” é o que produz poder ao homem, “mau” é tudo o que o enfraquece, e “felicidade” é a sensação de que o poder cresce. Apregoava como meta para a humanidade o surgimento do “super-homem”, ou “além-do-homem”: com o desenvolvimento dos indivíduos mais dotados e fortes (e o perecimento dos mais fracos), chegar-se-ia a esse modelo ideal de ser humano, desprovido de “debilidades” - sobretudo, dos valores cristãos.

Como alguém pode conciliar esses valores com os da Palavra de Deus, a qual ensina que a verdadeira sabedoria está em prostrar-se diante do Senhor, honrá-Lo, servi-Lo, amá-Lo sobre todas as coisas, doar-se em favor dos irmãos, dedicar-se ao cuidado pelos menores e mais carentes desse mundo, mortificar as paixões da carne, subjugar o orgulho, considerar-se um peregrino e forasteiro na terra, viver na esperança do retorno de Cristo em glória, almejar a vida eterna? Se alguém tiver uma explicação plausível, por favor nos mostre.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Curso de Teologia reconhecido pelo MEC

É possível que alguém genuinamente convertido ao Evangelho, disposto a servir ao Senhor, necessite de um diploma de Bacharel em Teologia reconhecido pelo MEC. Não por mera vaidade, mas para seguir determinada carreira, em especial a de professor em escolas e seminários. Talvez um curso “livre” não será aceito nestas situações específicas, e, ao que parece, os programas de validação de créditos oferecidos por algumas faculdades teológicas em breve deixarão de existir. Para os cristãos prestes a iniciar um curso com o aval do Ministério da Educação convém observar alguns detalhes importantíssimos antes de optarem por essa ou aquela instituição de ensino.

Atentem para a grade curricular proposta. É indispensável que as disciplinas das áreas de Teologia Sistemática e Teologia Bíblica predominem, e não as matérias relacionadas às ciências humanas. Algumas palavras e expressões são especialmente perigosas, por serem indícios de currículos excessivamente ecumênicos e liberais, por exemplo: “ecumenismo”, “inter-religioso”, “fenomenologia da religião”, “ciências da religião”, “estudo das religiões”, etc.

Observem os textos de apresentação do curso, disponíveis no site da faculdade. O discurso é típico de uma instituição evangélica? Há alguma menção a Cristo, igreja, piedade, testemunho, evangelismo ou a alguma linha teológica clara (batista, presbiteriana, etc)? Bom sinal. Mas se ao invés disso a mensagem tem conteúdo neutro, podendo referir-se a qualquer ambiente teológico ou religioso, cuidado. Talvez a preocupação única seja a formação de cientistas da religião, não servos do Deus Triúno revelado nas Escrituras.

Atentem para os professores desses cursos, identifiquem o pensamente teológico deles. Ouçam opiniões de ex-alunos e de alunos do último período. Algumas instituições de ensino são ligadas a igrejas específicas, e nesses casos torna-se muito mais fácil descobrir a identidade teológica dominante. Fujam das faculdades vinculadas a denominações participantes de movimentos ecumênicos, como o Conic – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, porque muitos alunos perderam a fé ali, influenciados por mestres ateus ou agnósticos!

Procurem de antemão conhecer e identificar os desvios presentes na teologia de autores como Friedrich Schleiermacher, Rudolf Bultmann, Paul Tillich, Gustavo Gutiérrez, e o caráter nocivo das teologias liberal, neo-ortodoxa e da libertação, entre outras. Leiam textos e assistam a vídeos de ministros piedosos com mensagens de alerta contra esses descaminhos teológicos. Entendam os pressupostos e ideologias sobre os quais esses movimentos se apoiaram, porque neles há muito de Karl Marx, Nietchze, Heidegger e outros pensadores não cristãos.

Orem constantemente, roguem a Deus por misericórdia, busquem a santificação e a intimidade com o Senhor com quebrantamento, humildade e humilhação. Lembrem-se de que o aprofundamento nos estudos teológicos levou muitos intelectuais brilhantes à heresia e incredulidade, por isso é indispensável que se curse Teologia com temor e tremor. Entendam que o objeto do labor teológico é o Alto e Sublime, o Todo-Poderoso Senhor do universo, e que toda vaidade e orgulho devem ser subjugados desde o primeiro dia de Seminário. Que o Senhor lhes ajude e dê graça!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Cinco perigos que rondam a Igreja Evangélica

Em todas as épocas a Igreja (isto é, o povo de Deus, crentes em Jesus Cristo) sempre esteve ameaçada por heresias e enganos perniciosos, aptos a minar-lhe a saúde espiritual. Distorções nascidas no coração de homens não convertidos (ou na mente do próprio satanás), com aparência de bem, porém capazes de produzir grandes estragos. Aqui mencionamos alguns dos erros mais frequentes nos dias atuais. Para não “chover no molhado”, deixamos de citar a “teologia” da prosperidade, o liberalismo teológico e o ecumenismo, temas presentes em diversas postagens deste Blog. Que o Senhor nos livre de todos esses males!

1. Pentecostalismo frenético: favor não confundir com o pentecostalismo sério, ensinado por servos de Deus como David Wilkerson, Antônio Gilberto e Ciro Zibordi, dentre outros. O que chamamos de “pentecostalismo frenético” são as manifestações carnais, frutos da imaginação humana, que têm infestado diversas igrejas: falsas profecias, “revelações” que nunca acontecem, entendimentos bizarros a respeito de batalha espiritual, etc. Essas coisas frequentemente têm tomado o lugar da Palavra de Deus, produzindo graves danos no nosso meio.

2. Mentalidade empresarial: muitas denominações, empenhadas em atingir rápido crescimento, têm caído nessa armadilha. Mentalidade empresarial significa utilizar no corpo de Cristo as técnicas de administração e publicidade adotadas no meio secular. Isso compromete toda a apresentação do Evangelho, desde o convite para que alguém vá conhecer determinada igreja, passando pelas canções de louvor, a pregação, as orações, etc. Tudo passa a ser feito sob medida para agradar os incrédulos (assim como as empresas buscam agradar sua clientela). O resultado? Falsas conversões, superficialidade, enfim, cristianismo de aparências, que não salva ninguém.

3. Oba-oba: o cristianismo é tratado como se fosse um estilo de vida divertido. Ritmos musicais da moda, coreografias de danças, templos parecidos com boates (repletos de luzes coloridas, gelo seco, etc), pastores com jeito de garotões “sarados”, muita gíria, mensagens descontraídas e muitíssimo apelo carnal. Os membros, quase todos jovens ou adolescentes, são incentivados a aderirem ao “Evangelho” como quem abraça um modismo qualquer (punk, skate, surf, emo, funk, grunge, etc). Obviamente, tais pessoas abandonarão o Senhor Jesus diante da primeira dificuldade.

4. Autoajuda: aqui, o templo é transformado num enorme consultório de psicologia e o Evangelho dá lugar à terapia coletiva. As pessoas chegam ao culto estressadas, aflitas, cheias de problemas e saem leves, animadas, sorridentes. Durante a mensagem todos riem, se divertem, ouvem receitas sobre como podem ter uma vida com mais qualidade. As canções são o fundo musical perfeito, emocionam e incentivam os presentes a enfrentarem a semana com mais ânimo. Com isso, assuntos como o novo nascimento, a santificação e a vida eterna são completamente desprezados. O foco é o bem-estar neste mundo, e só.

5. Omissão em nome da boa convivência: muitos pastores, líderes e até membros que não ocupam cargo algum olham ao redor e veem que a sua denominação não vai bem. As heresias vêm conquistando espaço no coração de vários irmãos, a santificação tem sido desprezada pela maioria, o desconhecimento bíblico é crescente, o desapego à sã doutrina é cada vez mais óbvio. Porém, aqueles que percebem tudo isso decidem se calar. Não querem criar polêmicas, contrariar os irmãos, ver a quantidade de membros diminuir. Preferem fechar os olhos para os problemas e seguir em frente como for possível. A consequência? Só a eternidade revelará. E com certeza não será nada boa.